Guia da eletrificação: híbridos plug-in são os mais elétricos dos híbridos; entenda como funcionam

Na segunda-feira (5/7), mostramos aqui como funcionam os full-hybrids, ou híbridos completos (leia aqui). Agora, é hora de falar dos híbridos plug-in (ou plugáveis), conhecidos pela siglla PHEV e que são o elo entre os carros com motor a combustão e os carros totalmente elétricos – pois resolvem o problema da “ansiedade da autonomia”.

O esquema técnico deles não é muito diferente daquele visto no passo anterior da eletrificação, os híbridos completos, mas há duas diferenças importantes. Em primeiro lugar, o motor-gerador é mais potente, a ponto de poder cuidar sozinho da propulsão do carro durante algumas dezenas de quilômetros, e com um desempenho mais adequado.

Os maiores expoentes no Brasil hoje, e os mais vendidos, são BYD Song Pro e Song Plus, GWM Haval H6 PHEV19, BYD Song Plus e Jaecoo 7 (clique nos nomes para ler as avaliações). Alguns modelos com baterias maiores e maior uso do motor elétrico se autobatizaram de super-híbridos, ultra-híbridos e REEV, mas são mais ferramentas de marketing (leia aqui) do que verdadeiras evoluções técnicas.

COMO FUNCIONA UM HÍBRIDO PHEV

No híbrido plug-in ou PHEV, a bateria deixa de ter a simples função de “amortecedor”, recebendo energia na desaceleração e a devolvendo na hora do arranque, para ser uma fonte de energia muito mais capaz, alimentando o motor elétrico e garantindo uma autonomia que, hoje, chega a ultrapassar os 100 quilômetros. Mas a capacidade superior também aumenta peso e custos.

É preciso recarregar

A bateria do híbrido plugável pode (e deve, para se aproveitar seu potencial de eletrificação) ser alimentada por uma fonte externa, conectando o carro à rede elétrica. Isso não é possível nos híbridos leves ou mesmo nos plenos, e garante os maiores benefícios dos plug-ins.

A autonomia elétrica relativamente elevada que o carregamento garante de fato permite rodar durante muito tempo em modo elétrico, ou até mesmo sempre – dependendo de quanto você roda e onde carrega o carro –, na cidade (e não só). Assim, evita o uso do motor a combustão, com grande economia nos gastos. Mas note que o consumo é bem pior do que em um elétrico “puro”.


O futuro do PHEV: fase de transição

A tecnologia do carro híbrido plug-in é considerado uma fase de transição para a mobilidade totalmente elétrica. Neste momento histórico, ela tem a vantagem de transportar motoristas para o novo mundo: quem dirige um híbrido plugável não precisa sofrer da famosa “ansiedade de autonomia”, pois pode contar com o motor a combustão interna e o tanque de combustível, mesmo que reduza drasticamente os benefícios da dupla propulsão.

Nos próximos anos, a gama vai aumentar, graças ao seu progresso, à redução de custos e à melhoria dos sistemas de gestão. Mas, por isso mesmo, os híbridos plugáveis podem muito em breve se tornar menos atraentes que os modelos puramente elétricos.


Para quem serve: compromisso e constânci

Para serem eficazes, os híbridos plug-in exigem a disponibilidade do proprietário para recarregar a bateria com regularidade

Para quem é o híbrido plugável?
Para quem usa o carro principalmente na cidade, onde pode viajar de 60 a 110 quilômetros no modo apenas elétrico. E para quem tem capacidade e constância para recarregar regularmente a bateria usando um sistema doméstico ou os carregadores públicos.

Um plug-in faz sentido para quem faz longas viagens em estradas?
Pouco, porque, esgotada a carga da bateria, o carro se move exclusivamente com o motor de combustão interna, sem usufruir dos benefícios do componente elétrico. No entanto, os sistemas de gestão modernos dividem o modo de operação conforme as características do percurso definido no navegador, otimizando o uso da bateria em função do tipo de estrada que o carro vai encontrar. Para quem mora em cidades dormitório e roda em média 80 km por dia, é uma boa.

Há complicações específicas para recarregar o carro?
Os métodos são os mesmos usados nos carros elétricos. Os tempos dependem do sistema usado. Para recarga doméstica, uma tomada “Schuko” pode ser suficiente, mas é útil ter – assim como para os carros elétricos – uma wallbox, que usa potências maiores e, assim, pode encurtar o carregamento. Mas há custos mais elevados de instalação e certificação.


Glossário

Tração integral elétrica
O motor elétrico geralmente fica localizado entre o motor térmico e a transmissão automática. Se, no entanto, ele ficar no eixo traseiro (como nos Volvo), ou na frente (dependendo da localização da unidade térmica), fazendo com que atue diretamente nas rodas por meio de um diferencial e dois eixos de transmissão, a tração nas quatro rodas é facilmente obtida (como no aposentado Jeep Compass 4xe; leia avaliação aqui), eliminando as complicações dos sistemas mecânicos.

Lítio
Nos híbridos plugáveis, ao contrário do que acontece na maioria dos híbridos completos, as baterias são de íons de lítio, com maior densidade de energia. Só assim é possível obter autonomia elétrica de 60 a 110 quilômetros. Mas os custos ainda são muito mais elevados.

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.
Ops! Captcha inválido, por favor verifique se o captcha está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.