Arquitetura subterrânea: 15 construções impressionantes nas profundezas da terra
Na era da urbanização intensa e da busca por soluções criativas para enfrentar os desafios urbanos, ambientais e da falta de espaço, a arquitetura subterrânea surge como uma inovação fascinante. Longe de ser apenas sobre cavar buracos na terra, mas sim sobre criar espaços habitáveis e funcionais abaixo da superfície, a arquitetura subterrânea oferece uma mistura única de funcionalidade, estética e inovação.
A fim de desafiar as práticas convencionais de construção, a arquitetura subterrânea mergulha abaixo da superfície, aproveitando o espaço não utilizado sob a terra. Desde residências luxuosas até complexos comerciais e espaços públicos, essa vertente arquitetônica desafia a percepção tradicional e expande as possibilidades de design e construção.
Uma das principais vantagens dessa arquitetura é sua versatilidade, visto que os espaços construídos podem oferecer uma infinidade de usos. Além disso, a conservação de espaço também se sobressai como um ponto positivo, uma vez que em arquitetura subterrânea oferece uma solução eficiente para expansão de espaço.
Em termos de sustentabilidade, ela também se mostra favorável. Construir abaixo do solo pode minimizar o impacto ambiental, de forma a preservar áreas verdes e habitats naturais. Essa ação se mostra relevante em regiões onde a expansão urbana ameaça ecossistemas. Além disso, esse tipo de arquitetura apresenta uma eficiência energética, visto que a temperatura do subsolo tende a ser mais estável do que a da superfície, o que pode resultar na redução do consumo de energia para aquecimento ou resfriamento.
No entanto, apesar de suas vantagens, a arquitetura subterrânea enfrenta uma série de desafios únicos. Dentre eles, a segurança estrutural, garantia de iluminação e ventilação, e o acesso à construção são os principais. Porém, à medida que a tecnologia avança e as técnicas de construção se aprimoram, esses obstáculos são superados, contribuindo para uma arquitetura horizontal nas cidades.
A seguir, confira 15 projetos impressionantes nas profundezas da terra
1. Matmata (Tunísia)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/y/x/k7KftVSm2BA3tfAvBk8A/01-arquitetura-subterranea.jpg)
Matmata, uma aldeia berbere no sul da Tunísia, é um exemplo fascinante de arquitetura subterrânea. Com apenas 1.800 habitantes, esta comunidade se estende abaixo da superfície para escapar do calor escaldante do deserto do Saara. As casas “trogloditas” são distribuídas ao redor de pátios abertos, com cerca de 7 metros de profundidade, permitindo a entrada de luz natural e servindo como sistema de captação de águas da chuva. Além de sua funcionalidade prática, Matmata ganhou destaque como cenário do Episódio IV de Star Wars, adicionando um toque de fama cinematográfica à sua história arquitetônica.
2. Coober Pedy (Austrália)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/s/Y/ICP0NaTAOLvTBWdnZDcA/02-arquitetura-subterranea.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/S/P/ftbGZHT0Ada33Zhl4KAQ/02.1-arquitetura-subterranea.jpg)
Com cerca 1.600 habitantes, localizada no sul da Austrália está a cidade mineira, Coober Pedy, conhecida como a “capital da opala”, devido à sua produção mundial deste mineral precioso. A vida em Coober Pedy acontece principalmente abaixo do solo por conta das condições climáticas adversas da superfície. Casas, museus, galerias de arte, igrejas e lojas são esculpidas em rochas, proporcionando um refúgio contra o calor abrasador do deserto. Essa abordagem única de construção subterrânea não apenas reflete a adaptação inteligente ao ambiente, mas também contribui para a identidade única e fascinante de Coober Pedy como uma cidade onde a vida floresce sob a terra.
3. Yaodong villages (China)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/8/D/g0VN12QjCxW0lIS4cdGw/03-arquitetura-subterranea.jpg)
As habitações tradicionais como Yaodong, encontradas na província de Shanxi, no norte da China, representam uma forma de arquitetura subterrânea que remonta a milhares de anos. Escavadas nas paredes rochosas do planalto de Loess, essas casas apresentam uma forte resistência ao teste do tempo graças a seu solo arenoso e resistente, que oferece um excelente isolamento térmico e proteção contra as condições climáticas extremas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/a/4/Anc4ScQOKB2V5eXC3NrQ/03.1-arquitetura-subterranea.jpg)
Em algumas áreas, essas casas são embutidas na rocha ou distribuídas em torno de pátios abertos, que funcionam como filtros de luz natural. Essa estratégia arquitetônica não funciona apenas para o conforto térmico, mas também apresenta uma adaptação inteligente ao ambiente natural.
4. Sassi di Matera (Itália)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/D/k/P9A1PBQqaE7S1Ycyg1ZQ/04-arquitetura-subterranea.jpg)
Localizado nos dois bairros de Civita e Piano, no centro histórico de Matera, na Itália, encontramos os Sassi di Matera, que representam o povoado do período Paleolítico. Este local é composto por fachadas renascentistas e barrocas que se erguem sobre cisternas do século 8, que foram convertidas em casas habitadas até hoje.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/v/s/vO4vpQQ1yphILJFHHVCw/04.1-arquitetura-subterranea.jpg)
As características mais marcantes do Sassi di Matera são suas casas subterrâneas, escavadas nas rochas até a década de 1950. Essas habitações, juntamente com igrejas rupestres e jardins suspensos, compõem uma paisagem única de pedra. Além disso, em 1993, o Sassi di Matera foi reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO, destacando sua importância histórica, cultural e arquitetônica.
5. Igreja Temppeliaukio, por Timo e Tuomo Suomalainen (Helsinque, na Finlândia)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/b/m/4uoEn9Q8KDxvwZNC3izg/05-arquitetura-subterranea.jpg)
Localizada no bairro de Töölö, esta igreja cavernosa é uma maravilha arquitetônica literalmente enterrada na rocha. Projetada por Timo and Tuomo Suomalainen, a construção possui paredes de pedra exposta e criam uma atmosfera única, onde a água flui, formando pequenas cascatas e adicionando um toque natural ao ambiente. O único elemento que emerge na superfície é a cúpula de cobre, destacada por uma faixa de vidro que parece suspender a estrutura.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/r/6/mfT5pzS42a5nyh4Rw4wQ/05.1-arquitetura-subterranea.jpg)
Conhecida por sua excelente acústica, a Igreja Temppeliaukio oferece não apenas um espaço de adoração, mas também uma experiência sensorial única para os visitantes.
6. Villas (Portisco, Sardenha e Itália)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/0/K/IhcoplTvCe2H6AmYycPA/06-arquitetura-subterranea.jpg)
Projetadas para se fundir harmoniosamente com a paisagem da Costa da Esmeralda, em Sardenha, as cinco vilas apresentam pequenos volumes de concreto aparente parcialmente subterrâneos, camuflados como restos geológicos envolvidos pela vegetação circundante.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/k/l/to4McLRvWt7xA7plsojQ/06.1-arquitetura-subterranea.jpg)
Recentemente, uma reforma liderada por Ferdinando Fagnola em parceria com a PAT. architetti associati, trouxe novos ares à três das cinco vilas, resgatando o espírito original do projeto. Esta renovação envolveu uma reorganização espacial, a introdução de novos volumes e a modernização tecnológica do complexo, garantindo a harmonia com a paisagem e mantendo a ideia original de integração arquitetônica à natureza.
7. Malator House, por Future Systems (Druidston, Pembrokeshire, País de Gales, no Reino Unido)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/c/U/xvOHpCRMSz8RFAagsUZA/07-arquitetura-subterranea.jpg)
Apelidada carinhosamente como a “Casa dos Teletubbies” graças ao seu caráter lúdico e localização subterrânea, esta antiga instalação militar foi adaptada para se integrar à paisagem do Parque Nacional da Costa de Pembrokeshire. Parcialmente embutida na encosta, a Malator House, projetada pelo escritório Future Systems, foi pensada para minimizar seu impacto visual na área listada como patrimônio natural.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/T/n/RgBKyVSUqpmEKRzp9A6w/07.1-arquitetura-subterranea.jpg)
A fachada discreta revela-se apenas através de uma generosa janela na sala de estar, que oferece uma vista panorâmica para Druidston Haven e St Brides Bay. No interior, encontramos uma disposição simples e funcional que ganha vida com blocos amarelos brilhantes.
8. Villa Vals, por SeARCHstudio e CMA-Christian Müller Architects (Vals, na Suíça)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/v/8/AUo9fOSLWSpxLkZV84YA/08-arquitetura-subterranea.jpg)
Situada nas proximidades dos banhos termais de Peter Zumthor em Vals, a Villa Vals, uma casa de férias, projetada por SeARCHstudio e CMA-Christian Müller Architects, desafia os padrões convencionais da arquitetura vernacular alpina. Embutida na encosta da montanha, a residência oferece vistas deslumbrantes do vale através de uma ampla abertura envidraçada. Os materiais e técnicas de construção locais, como a fachada com quartzito, enraízam profundamente o edifício na terra e na essência do lugar.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/a/O/gLAVaWTXK8sOvqjLI2AQ/08.1-arquitetura-subterranea.jpg)
Além disso, a casa é isolada termicamente e possui uma bomba de calor geotérmica, piso radiante e permutador de calor. O projeto também se destaca por utilizar exclusivamente energia hidrelétrica gerada pela albufeira próxima. Essa integração cuidadosa com a paisagem e a adoção de tecnologias sustentáveis tornam esta casa alpina um exemplo notável de arquitetura subterrânea que respeita e se conecta com o ambiente natural circundante.
9. Sugokri Earth House, por BCHO Architects e Jipyeong-myeon (Coreia do Sul)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/F/n/AXfOOKTuiNkCd76RvYkg/09-arquitetura-subterranea.jpg)
Em uma homenagem ao poeta coreano Yoon Dong-joo, a Sugokri Earth House busca capturar a profunda relação entre a natureza e o homem, refletindo sobre a dialética entre a terra e o céu. O projeto, Jipyeong-myeon e de BCHO Architects, consiste em uma caixa de concreto de 14 x 17 metros, completamente escavada no solo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/y/9/IDJKeuTAyHuJIOjNHCJw/09.1-arquitetura-subterranea.jpg)
Os espaços interiores, abrigam uma cozinha, estúdio, dois quartos e banheiros, e estão situados no centro da escavação. Eles se abrem para dois espaços distintos: uma fina fresta por onde a luz natural passa, proporcionando iluminação para o interior da casa, e um pátio onde a vida doméstica se expande. No pátio, os moradores podem contemplar o céu, ressaltando a ideia de conexão entre a terra e o céu.
10. Messner Mountain Museum Corones, por Zaha Hadid Architects (Plan de Corones, na Itália)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/l/B/0VuAYVTnOMChsmLXjCSg/10-arquitetura-subterranea.jpg)
Como parte do Messner Mountain Museum, de Zara Hadid Architects, um circuito composto por seis museus dedicados à relação entre o homem e a montanha, o Museu Corones se destaca como um testemunho singular da arquitetura subterrânea. Localizado no pico da montanha a 2.275 metros de altitude, este museu, quase inteiramente subterrâneo, desafia as expectativas tradicionais.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/A/6/WmXX1pSnuDzUROZBMLmQ/10.1-arquitetura-subterranea.jpg)
Emergindo da paisagem como uma extensão natural das rochas graníticas, o Museu Corones apresenta volumes fluidos e escultóricos em concreto e vidro. Essa abordagem arquitetônica não apenas se integra perfeitamente ao ambiente alpino, mas também oferece mirantes espetaculares sobre as majestosas Dolomitas, convidando os visitantes a contemplar a grandiosidade da paisagem circundante.
11. TIRPITZ, por Grupo BIG-Bjarke Ingels + Tinker imagineers (Blåvand, na Dinamarca)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/0/D/oTEQQmSX6CA5sBRDGDjA/11-arquitetura-subterranea.jpg)
O Bunker de Blåvand, TIRPITZ, na Dinamarca, passou por uma transformação liderada pelo Grupo BIG — Bjarke Ingels Group– + Tinker imagineers convertendo-o em um complexo cultural integrado à paisagem tombada. O edifício apresenta uma estrutura de 2.800 metros quadrados, com quatro espaços expositivos escavados na terra.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/D/C/NuPgTzSgWB6nFShEyJuA/11.1-arquitetura-subterranea.jpg)
Esses espaços, embora sejam subterrâneos, são marcados na superfície por uma série de cortes na encosta, que conduzem os visitantes ao coração do museu. Essa abordagem arquitetônica não apenas preserva a integridade da paisagem circundante, mas também convida os visitantes a uma jornada única e sensorial através da história.
12. NCaved House, por MOLD Architects (Serifos, na Grécia)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/b/Q/Mt0IcBQoiDqAjmlFSh5A/12-arquitetura-subterranea.jpg)
Construída na terra rochosa para se proteger dos fortes ventos da ilha, a NCaved House é um exemplo notável de arquitetura integrada ao ambiente. Localizada em três níveis em um território em formato de trapézio, a casa quase desaparece da vista, criando uma interação entre sólidos e vazios.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/y/9/9PwBbDRy2Dvdq9jQNkeA/12.1-arquitetura-subterranea.jpg)
Os acabamentos são feitos de pedra, cimento, madeira e metal, realçando o ambiente cavernoso dos quartos, enquanto grandes janelas voltadas para o mar garantem ventilação e iluminação natural. Além disso, vidros de alto desempenho, telhado verde e paredes de pedra contribuem para um bom nível de eficiência energética e conforto climático.
13. Casa Aguacates, por Francisco Pardo Arquitecto (Valle de Bravo, no México)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/K/q/D8c9TAQc6SzsfFGwGbHA/13-arquitetura-subterranea.jpg)
A Casa Aguacates, parcialmente subterrânea, está situada na encosta e suspensa por uma cobertura verde com abacateiros, representa uma solução inteligente para enfrentar as oscilações de temperatura no México. Projetada por Francisco Pardo Arquitecto, a implantação paisagística não apenas proporciona um ambiente estético agradável, mas também contribui para ótimas condições interiores.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/G/O/jF75NmR46fEtHdrFSpqg/13.1-arquitetura-subterranea.jpg)
Em seu interior, ela desdobra-se como um grande contêiner de concreto aparente e apresenta um layout funcional e flexível. A área de estar se conecta a um terraço panorâmico, proporcionando vistas deslumbrantes. A Casa Aguacates ainda abriga um pátio escavado no solo, que oferece um acesso adicional e uma segunda fonte de luz e ventilação natural.
14. Casa Chuzi, por Wallmakers (Distrito de Shoolagiri, Tamil Nadu, na Índia)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/R/P/PTj2TBTDG7LczyvEusNg/14-arquitetura-subterranea.jpg)
Construída em Tamil Nadu, na Índia, pelo escritório Wallmakers, a Casa Chuzi é uma fusão única de materiais, com múltiplos redemoinhos de composto pré-fabricado e 4.000 garrafas plásticas recicladas moldando suas conchas. Esses elementos envolvem o espaço, a rocha e a vegetação, criando uma integração compacta e harmoniosa.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/i/p/xjG9DHRBAr45PgkhyuEg/14.1-arquitetura-subterranea.jpg)
No interior, a sala apresenta um acabamento em madeira recuperada e é iluminada pela luz zenital do telhado de vidro, que filtra a luz das copas das árvores. Na área externa, as estruturas espirais emergentes do solo servem como assentos, estabelecendo uma conexão tátil com o ambiente circundante.
15. Biblioteca na Terra Kisarazu, por Hiroshi Nakamura & NAP (Japão)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/L/O/6JGOFlS7aIWPBzdHenfA/15-arquitetura-subterranea.jpg)
A Biblioteca na Terra Kisarazu, projetada por Hiroshi Nakamura & NAP, foi construída em uma área anteriormente ocupada por resíduos e posteriormente requalificada. O espaço da biblioteca é organizado em torno de uma fenda escavada no solo, cercada por várias salas de leitura.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/b/S/0XABVqRVWInUdul9HBiw/15.1-arquitetura-subterranea.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2024/Y/N/p1sgBaQcSPmb98dL8flQ/15.2-arquitetura-subterranea.jpg)
Essas salas possuem alturas variadas de acordo com a inclinação natural do terreno: as áreas mais baixas são reservadas exclusivamente para crianças. Já a sala de leitura circular, com tetos mais altos, é cercada por estantes que se estendem radialmente até o topo da cobertura. Este design busca promover a meditação e a contemplação do céu através de um óculo central, criando um ambiente propício à reflexão e ao relaxamento.
expresso.arq com informações de Maria Mesquita


