As lojas mais bonitas do mundo de 2026, segundo o Prix Versailles

O Prix Versailles anunciou na segunda-feira (29) a seleção das lojas mais bonitas do mundo de 2026. A lista reúne sete empreendimentos que se destacam pela capacidade de unir arquitetura, cultura, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico, mostrando como os espaços de varejo continuam na vanguarda do design contemporâneo.

Para Jérôme Gouadain, secretário-geral da premiação, os projetos eleitos também demonstram excelência na forma como se relacionam com o entorno. “Em diálogo com o ambiente ao seu redor, transformaram esses locais em polos de criação e inspiração”, afirmou em comunicado oficial.

Para Jerôme Gouadain, secretário-geral da premiação, os espaços comerciais eleitos também demonstram expertise: “Em diálogo com o ambiente ao seu redor, transformaram esses locais em polos de criação e inspiração”, disse em comunicado oficial.

Espalhadas por cidades como Tóquio, Los Angeles e Bangcoc, as lojas selecionadas foram inauguradas recentemente e contribuem para renovar a paisagem urbana de seus endereços, transformando o ato de comprar em uma experiência arquitetônica e cultural. A seguir, confira as lojas mais bonitas do mundo em 2026:

1. House of Dior (Beijing, China)

 House of Dior (Beijing, China) — Foto: © Kristen Pelou
House of Dior (Beijing, China) — Foto: © Kristen Pelou

Concebida pelo arquiteto Christian de Portzamparc, a edificação da House of Dior, em Beijing, na China, é uma construção escultural no prestigioso bairro de Sanlitun. A construção cria uma fusão entre a energia vibrante de Pequim e a quintessência da criatividade parisiense de maneira poderosa e delicada. Inspirada no movimento do tecido de toile, que o estilista cortava para seus vestidos, a fachada é revestida por estruturas em forma de pétala que sustentam o telhado.

Peças de vidro dourado estão espalhadas pelo espaço, homenageando sutilmente os laços históricos que unem a maison ao país asiático. Uma escadaria monumental em espiral leva aos cinco andares onde revelam-se os universos criados pela Dior. Ainda, mantendo a tradição das estreitas relações de Christian Dior com artistas de sua época, a decoração é pontuada por obras de Wang Xiyao, Hong Hao, Franck Evennou e Gio Ponti.

2. RH Champs-Élysées (Paris, França)

RH Champs-Élysées (Paris, França) — Foto: © RH Paris
RH Champs-Élysées (Paris, França) — Foto: © RH Paris

Por trás dos portões históricos do número 23 da Avenue des Champs-Élysées está o RH Champs-Élysées, galeria e estúdio de design de interiores da marca californiana de artigos para a casa. Para a criação fantasmagórica pariesiente, foi necessário um diálogo transatlântico com o escritório britânico Foster + Partners.

Logo após as portas com medalhões que marcam a entrada, um pilar de bronze saúda os visitantes no centro de um átrio imponente, seguido de escadarias suntuosas e um elevador retrátil que conduz a uma galeria de arte, restaurante com paredes de vidro e a um terraço na cobertura com vista para os marcos icônicos da cidade, como a Torre Eiffel, o Grand Palais e o Louvre.

Essa atmosfera harmoniza-se com o restante do espaço cultural, que abriga uma biblioteca com obras preciosas. Já o estúdio de design de interiores está instalado em uma estrutura independente de vidro e aço, que conta com sua própria fachada escultural. Em destaque está o Le Jardin RH, restaurante situado no terraço do segundo andar, que é uma ode à pedra, simbolizada por um bar revestido de raro ônix branco.

3. Saint Laurent Montaigne (Paris, França)

Saint Laurent Montaigne (Paris, França) — Foto: © Adagp, Paris, 2025
Saint Laurent Montaigne (Paris, França) — Foto: © Adagp, Paris, 2025

Localizado na Avenue Montaigne, o espírito do colecionador Monsieur Saint Laurent confere uma atmosfera atemporal e contemporânea à cidade, com o empório Saint Laurent Montaigne, concebido sob a direção artística de Anthony Vaccarello. O projeto inovador, distribuído por três níveis, o espaço desdobra-se em uma sucessão de ambientes, cada um com sua atmosfera singular, deixando uma impressão semelhante à de um perfume.

Abertos, intimistas ou com ares de galeria, os ambientes foram projetados para criar um percurso fluido. Na arquitetura, as características originais foram preservadas e reinterpretadas e combinadas a intervenções refinadas justapostas a materiais brutos, que estabelecem um equilíbrio entre autenticidade e sofisticação. O mobiliário e as peças de design colecionáveis são elementos-chave do projeto, assim como obras da Coleção Pinault.

4. Tiffany & Co. Ginza (Tóquio, Japão)

Tiffany & Co. Ginza (Tóquio, Japão) — Foto: © Tiffany & Co.
Tiffany & Co. Ginza (Tóquio, Japão) — Foto: © Tiffany & Co.

Com 66 metros de altura e sua icônica cor azul, a Tiffany & Co. é uma das torres mais marcantes do bairro de Ginza, em Tóquio, no Japão. Com fachada de vidro ondulada, projetada por Jun Aoki, e vitrines imersivas criadas em colaboração com Kimiko Fujimura, o estabelecimento define a atmosfera em uma combinação entre a cultura japonesa e os quase 200 anos de história da maison.

O design de interiores, concebido pelo escritório Peter Marino Architects em parceria com as equipes da Tiffany, é o mais recente da marca, fortemente inspirado no The Landmark, emblemático endereço da grife na Quinta Avenida, em Nova York. Uma claraboia, projetada por Hugh Dutton, cintila e revela reflexos sutis à medida que os visitantes se movem sob ela, expressando a rica complexidade espectral da luz que apreciamos nas joias.

Na escadaria, telas digitais exibem a vegetação exuberante do Jardim Ninomaru, celebrando as paisagens de Tóquio e servindo como uma janela para a natureza. Na escadaria, telas digitais exibem a vegetação exuberante do Jardim Ninomaru, celebrando as paisagens de Tóquio e servindo como uma janela para a natureza.

5. Cartier (Miami, Estados Unidos)

Cartier (Miami, Estados Unidos) — Foto: © Cartier
Cartier (Miami, Estados Unidos) — Foto: © Cartier

No coração do Design District, a Cartier revela suas criações luxuosas neste cenário deslumbrante, com fachada externa concebida por Elizabeth Diller, do Diller Scofidio + Renfro. Ampliado e reinventado, o empório destaca-se por sua fachada envolvente e de formas arredondadas. Gravado na superfície de vidro, um padrão inspirado em um broche de 1909 confere ao edifício uma presença que é, ao mesmo tempo, luminosa e enigmática, permitindo vislumbres do interior enquanto preserva sua aura misteriosa.

Distribuído por dois níveis amplamente abertos, o espaço foi decorado por Laura Gonzalez como uma imersão na paisagem natural de Miami, combinando tons suaves de rosa e azul, formas orgânicas, paredes com ondulações e detalhes botânicos. Ainda, uma escadaria elegante em mármore verde-camélia destaca-se diante de um mural colorido e vibrante que retrata corais, palmeiras e o horizonte urbano.

6. House of Dior (Beverly Hills, Estados Unidos)

House of Dior (Beverly Hills, Estados Unidos) — Foto: © Jonathan Taylor / Cloud 9
House of Dior (Beverly Hills, Estados Unidos) — Foto: © Jonathan Taylor / Cloud 9

Desde a década de 1990, a maison Dior mantém uma conexão especial com Beverly Hills e a lendária Rodeo Drive, e este novo espaço não é exceção. Projetada pelo escritório Peter Marino Architects, em parceria com o paisagista Peter Wirtz, a House of Dior foi concebida como um ‘reino dos sonhos’, guiada pelo tema da flora, tão caro a Christian Dior.

A fachada ondulante de calcário e estuque, que remete à moda e ao drapeado, conduz a um jardim central situado ao lado de uma escadaria escultural. O jardim proporciona luminosidade e profundidade visual, criando uma transição suave do ambiente urbano externo para o interior sofisticado. Além disso, as coleções são exibidas em meio a obras de arte notáveis, numa celebração ao legado atemporal da Dior.

No último andar, dois lounges exclusivos e um terraço privativo e repleto de verde oferecem vistas panorâmicas da cidade.

7. Issey Miyake (New York, Estados Unidos)

Issey Miyake (New York, Estados Unidos) — Foto: © Naho Kubota
Issey Miyake (New York, Estados Unidos) — Foto: © Naho Kubota

No térreo do icônico edifício New York Life, criado pelo arquiteto Cass Gilbert em 1928, a nova flagship da Issey Miyake une o minimalismo japonês à extravagância estadunidense. O escritório de arquitetura Solid Objectives Idenburg Liu, com sede em Nova York, estabeleceu um diálogo criterioso entre inovação, artesanato e patrimônio arquitetônico.

Elementos da estrutura histórica foram intencionalmente deixados à mostra e complementados por novas superfícies de alumínio e aço inoxidável, criando um equilíbrio elegante entre a estética industrial bruta e o refinamento contemporâneo. Na arquitetura, grandes janelas em três lados da loja inundam o espaço com luz natural, conectando-o à paisagem arquitetônica do entorno.

Ao centro, ergue-se uma escada monumental e transparente, construída em vidro estrutural para ressaltar a clareza e a precisão. Nos fundos, o MADO (palavra japonesa para ‘janela’) é um espaço de galeria que abrigará exposições itinerantes alinhadas aos valores culturais da marca.

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