As soluções que arquitetos usam para esconder a bagunça
Manter a casa limpa e organizada é um desafio. Com a rotina agitada e o acúmulo de objetos, investir em soluções funcionais é essencial para manter a bagunça sob controle. Isso, porém, não significa abrir mão da personalidade dos ambientes em favor de uma estética excessivamente rígida ou impessoal. Pelo contrário, é possível esconder a desordem com estilo, integrando soluções arquitetônicas inteligentes ao décor que valorizam cada espaço e criam uma sensação de leveza.
“A principal origem da desordem está na falta de planejamento da rotina real dos moradores. Os problemas mais recorrentes são excesso de mobiliário, falta de áreas de armazenamento, ambientes pouco flexíveis, circulação mal resolvida e pouca atenção ao conforto”, explica a arquiteta Consuelo Jorge.
De nichos discretos a painéis deslizantes, reunimos nove soluções que arquitetos utilizam para esconder a bagunça e deixar a casa mais organizada:
1. Invista em marcenaria com compartimentos fechados
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Nem toda gaveta está impecavelmente organizada, mas basta fechá-la para que o ambiente ganhe uma aparência mais limpa. Apostar em marcenaria com compartimentos fechados amplia a capacidade de armazenamento e esconde o excesso de objetos, reduzindo a poluição visual. Armários do piso ao teto, nichos discretos e painéis que integram diferentes funções ajudam a manter os ambientes práticos, organizados e visualmente agradáveis.
2. Camufle os eletrodomésticos
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Embora nem sempre transmitam sensação de bagunça, os eletrodomésticos dificilmente se integram ao estilo decorativo da cozinha. “Para isso, criamos espaços específicos para os equipamentos de uso diário. Se escondemos tudo dentro dos armários, a solução deixa de ser prática. Alguns aparelhos precisam ficar aparentes, mas cada um deve ter seu lugar, como a cafeteira e a chaleira”, afirma a arquiteta Bárbara Dundes.
Nichos integrados e marcenaria que permite ocultar os eletrodomésticos quando não estão em uso são algumas das soluções mais adotadas. Já equipamentos maiores ou de uso eventual, como a air fryer, podem ser guardados em despensas ou armários auxiliares, liberando as bancadas e deixando a cozinha mais organizada.
3. Não deixe controles remotos à vista
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Controles remotos, carregadores, cabos e pequenos objetos espalhados pela sala reforçam a sensação de desorganização e comprometem o visual do ambiente. A solução é prever esses itens ainda na fase de projeto. “Costumo utilizar painéis, gavetas organizadoras, nichos discretos e móveis com compartimentos internos para esconder controles remotos, carregadores e fios”, conta Consuelo. Assim, tudo permanece acessível, mas fora do campo de visão, deixando o ambiente mais funcional e leve.
4. Use soluções de armazenamento fechadas
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Em imóveis já prontos, nem sempre é possível incorporar novos móveis planejados. Ainda assim, existem alternativas eficientes para esconder a bagunça sem comprometer a decoração. Cestos de fibras naturais, caixas organizadoras e outros recipientes decorativos ajudam a acomodar objetos do dia a dia enquanto complementam o décor.
“Mesmo em propostas mais maximalistas, a organização é essencial para reduzir a poluição visual e transformar a casa em um ambiente mais acolhedor, funcional e equilibrado, sem abrir mão da personalidade de quem vive nela”, pontua Consuelo.
5. Tenha uma chapelaria na entrada
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Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Brighton, um par de tênis usado durante um fim de semana pode concentrar bactérias como Staphylococcus aureus, associada a infecções como pneumonia, e Staphylococcus epidermidis, presente naturalmente na pele humana. Os calçados também podem carregar outros microrganismos, incluindo bactérias fecais, como Escherichia coli.
Por isso, o hábito de retirar os sapatos ao entrar em casa tem se tornado cada vez mais comum. No entanto, deixá-los espalhados na entrada pode causar sensação de desordem. Uma chapelaria, um banco com compartimentos ou um aparador pensado para acomodar sapatos, bolsas e outros itens de uso diário ajuda a organizar esse espaço. “O objetivo é encontrar soluções que atendam às necessidades da casa e de seus moradores”, acrescenta Bárbara.Selecione suas newsletters
6. Invista em móveis com compartimentos internos
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Móveis multifuncionais com compartimentos internos, como aparadores, bancos e peças de marcenaria planejada, são grandes aliados da organização. Além de manterem os ambientes visualmente harmoniosos, tornam a rotina mais prática e evitam o acúmulo de objetos espalhados pelos cômodos.
7. Esconda as tomadas
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Embora não sejam um elemento de bagunça, tomadas aparentes, cabos e carregadores comprometem a estética dos ambientes e podem atrapalhar a circulação. “Apostamos em tomadas embutidas e passagens internas para fios, permitindo que carregadores e equipamentos eletrônicos fiquem conectados sem permanecerem expostos. Assim, os objetos continuam acessíveis, mas sem gerar poluição visual”, comenta Bárbara.
8. Aposte em painéis contínuos
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Painéis deslizantes e superfícies contínuas são recursos frequentes em ambientes integrados, especialmente entre cozinha e sala de estar. Durante o preparo das refeições, nem sempre é possível manter a cozinha organizada, o que interfere na percepção do ambiente como um todo. Nesses casos, os painéis permitem ocultar temporariamente a área de preparo e criar uma divisão visual sempre que necessário.
“Esses recursos criam unidade visual e permitem que os objetos do cotidiano permaneçam acessíveis, mas discretamente armazenados. Quando o olhar encontra menos interrupções e menos elementos expostos, o ambiente transmite uma sensação de ordem, leveza e sofisticação”, explica Juliana Faria, arquiteta e personal organizer.
9. Reduza a quantidade de objetos expostos
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Nem sempre a sensação de bagunça está relacionada à falta de organização. Muitas vezes, ela é resultado do excesso de objetos sobre bancadas, mesas e aparadores, sejam decorativos ou funcionais. Reduzir a quantidade de itens à vista e recorrer a caixas e cestos decorativos para armazená-los faz toda a diferença na percepção do ambiente.
“Um bom projeto não depende da disciplina constante dos moradores. Ele facilita a organização porque foi pensado para ela desde o início”, conclui Juliana.
expresso.arq com informações de Adriana Marruffo


