Casas inteligentes ajudam a cortar gastos de energia sem você perceber; entenda
O reajuste médio da conta de luz em 2026 deve chegar a 8,6%, de acordo com a segunda edição do boletim InfoTarifas, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Além do valor atualizado, o comportamento das pessoas em suas casas afeta diretamente os valores mensais gastos em energia.
Esquecer um ar-condicionado ligado durante um dia inteiro, por exemplo, pode resultar em uma despesa maior do que o esperado. Assim, lares conectados a aplicativos, sensores ou sistemas inteligentes permitem monitorar e controlar equipamentos remotamente, ajudando a evitar desperdícios.
“São situações corriqueiras que a automação resolve com agendamentos, sensores e controle remoto. Na prática, a economia não vem de um único recurso, mas da soma de pequenas correções de hábito que a tecnologia torna automáticas”, descreve Washington de Freitas, diretor executivo de Consumo da Intelbras.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2026/p/Z/GBCze3SrSwf7ZALnDZsA/bright-light-bulb-hanging-room-1-.jpg)
Uma análise de caso pesquisada na Universidade Obafemi Awolowo, da Nigéria, aponta que sistemas inteligentes podem contribuir para reduções de consumo entre 15% e 30%, dependendo da aplicação e do perfil de uso da residência.
Ainda segundo o estudo, a economia acontece porque os sistemas conectados complementam esquecimentos humanos por meio da análise de dados em tempo real e da previsão de comportamentos, que permitem ajustes automáticos e personalizados no consumo de energia sem a necessidade de intervenção manual.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2026/W/X/ohCH4cQ5epBowAppbpXg/57143.jpg)
“O desperdício costuma estar muito mais relacionado ao comportamento do que ao projeto em si. É comum encontrar iluminação ligada em ambientes vazios, ar-condicionado funcionando sem necessidade e equipamentos que permanecem em stand-by durante dias ou até semanas”, adiciona a arquiteta Natália de Souza, do escritório ResiliArt Arquitetura.
Economia que se adequa a rotina
O planejamento de uma casa eficiente e inteligente entra para evitar gastos desnecessários. Uma indicação é combinar soluções arquitetônicas com tecnologia. “Um projeto que aproveita bem a luz natural, favorece a ventilação cruzada e protege os ambientes expostos ao sol reduz a necessidade de iluminação artificial e do ar-condicionado”, explica Natália.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2026/L/Y/2lmgoxRpOv69pwKWI8oA/2149205439.jpg)
Para os especialistas, a climatização é a parte que mais gera gastos de energia. Mesmo com soluções que refrescam o imóvel, cidades com temperaturas altas precisam usar o ar-condicionado com uma frequência maior. Se o aparelho for automatizado, é possível otimizar o seu uso.
“Um sistema inteligente consegue desligar equipamentos automaticamente quando o ambiente está vazio, ajustar temperaturas conforme o horário e evitar funcionamento desnecessário”, detalha a arquiteta.
Ainda é possível criar cenas programadas — por exemplo, para que o ar-condicionado ligue apenas quando o morador chega em casa do trabalho e desligue automaticamente durante a madrugada, quando o quarto já está climatizado. Em sistemas mais avançados, a inteligência artificial pode aprender padrões de uso e ajudar a criar programações automáticas conforme a rotina doméstica.
O mesmo pode ser feito com todas as lâmpadas, programadas para desligar em um horário específico — assim como a televisão, que pode ser configurada para encerrar automaticamente ao final da noite.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2026/J/h/Gdm9IESb6IBB5W6AaAkA/pexels-artempodrez-6585859-1-.jpg)
Também é possível programar que aparelhos que ficam em stand-by, como televisores, computadores e micro-ondas, sejam desligados automaticamente após várias horas sem uso. “O controle do stand-by gera uma economia menor individualmente, porém faz diferença ao longo do tempo quando pensamos na casa como um todo”, analisa a arquiteta.
Sensores que evitam desperdícios
A eficiência energética do imóvel também pode ser ampliada com o uso de sensores de presença, especialmente em cômodos de uso intermitente, como corredores, banheiros, garagens e áreas externas, onde muitas vezes a iluminação permanece acesa sem necessidade.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2026/V/C/6pvQTcRYicEJ46q5g4Mw/casa-conectada-eficiencia-energetica.jpg)
“Já em salas e dormitórios, normalmente preferimos outras soluções, porque o conforto do usuário acaba sendo mais importante do que um acionamento automático”, pontua Natália.
Inclusive, um dos erros que reduzem a eficiência, segundo Washington, é posicionar sensores de presença em locais inadequados, gerando acionamentos desnecessários ou deixando de detectar movimento onde deveria.
Economia na palma da mão
Para que cenas de automação e sensores se combinem de forma eficiente, sistemas de medição e aplicativos que compilam gastos são o complemento ideal. “As tomadas inteligentes da Intelbras monitoram o consumo de energia dos aparelhos conectados e apresentam essas informações em kWh pelo aplicativo, permitindo que o morador visualize quanto cada equipamento consome em tempo real e ao longo do tempo”, conta Washington.
Esse monitoramento permite que os moradores entendam de onde vêm os seus maiores gastos e criem programações e cenas que geram economia. Esse é o primeiro passo para tomar decisões conscientes: o gasto e as mudanças de hábito passam a se justificar.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2026/A/1/EwGBV7Qwe25BPoQkHEnw/2149160993.jpg)
O aplicativo ainda pode emitir alertas quando ocorre gastos maiores do que o comum, avisando o consumidor de possíveis falhas ou esquecimentos. “Desligar um aparelho quando ele atinge determinado tempo de uso, receber alertas quando o consumo passa de um limite definido ou simplesmente programar horários fixos de funcionamento. É uma lógica simples mas poderosa: coletar, visualizar e agir”, diz o especialista.
De tempos em tempos, vale revisar os gastos e se as cenas programadas ainda fazem sentido. “A rotina da família muda, as estações mudam, e uma automação que fazia sentido em julho pode ser ineficiente em dezembro. Configurar uma vez e nunca mais revisar é um erro silencioso que compromete o resultado”, alerta Washington.
Com a adoção de práticas adequadas, a economia pode aparecer tanto no aplicativo quanto no valor da conta de luz. Os maiores ganhos costumam aparecer onde existe maior consumo de energia.
Na visão de Natália, salas integradas, suítes e home offices se beneficiam do controle da climatização e da iluminação. Corredores, garagens, jardins e áreas externas apresentam excelente resultado com sensores de presença e temporizadores.
“Quando a residência consegue identificar essas situações e agir automaticamente, o desperdício diminui sem exigir uma mudança de comportamento do morador. A tecnologia passa a trabalhar a favor da rotina da casa”, complementa a arquiteta.
expresso.arq com informações de Bianca Camatta


