Empresa de Franca inova e reduz jornada de trabalho para 4 dias

NovaHaus, empresa que desenvolve sites e programas comerciais para computador em Franca, no interior de São Paulo inovou e reduziu a jornada de trabalho dos seus trabalhadores para 4 dias com a justificativa de aumentar a produtividade dos funcionários.

Mesmo trabalhando um dia a menos na semana, não houve corte nos salários, a jornada semanal de trabalho que mudou de cinco para quatro dias.

Pelas leis trabalhistas no Brasil, a mudança foi possível por beneficiar o trabalhador.

Agora, se quiser voltar ao regime de 5 dias semanais, a empresa será obrigada a aumentar os salários.

No país, não é permitido aumentar jornada de trabalho sem aumentar salário.

A iniciativa começou em março e ainda está no período de testes.

As cerca de 40 pessoas que trabalham na NovaHaus, além do fim de semana, folgam às quartas-feiras.

“O maior objetivo de ter essa folga na semana é proporcionar momentos de cultura, de lazer, de conexão com a família, conexão pessoal, e fazer as pessoas ficarem mais revigoradas para trabalhar melhor nos outros dias que elas precisam trabalhar”, explicou o diretor da empresa Leandro Pires.

A empresa ainda incentiva o descanso no meio da semana com um vale de R$ 400 para ser usados em aplicativos de música, filmes, livrarias, cinemas, teatros e shows.

Com a iniciativa “eu fico muito feliz e consigo programar melhor. Por enquanto, por exemplo, eu estou fazendo aula de bateria, também estou passeando um pouco mais, tem sido bastante legal”, contou o programador Gustavo da Silva Gomes que trabalha na empresa.

Jornada de trabalho reduzida

O que agora acontece na empresa de Franca e é novidade no Brasil, já é realidade em outros países do mundo.

Pesquisas realizadas no Japão, Inglaterra e Estado Unidos, sobre o tema mostram que diminuir a carga de trabalho faz o trabalhador exercer suas funções mais focado e ser mais produtivo para as empresas.

Aqui no Brasil, a empresa de Franca decidiu mudar a rotina de trabalho dos funcionários depois do período crítico da pandemia, em que os trabalhadores estavam em home office.

Desde março, o novo modelo é testado após negociação com o sindicato da categoria.

“A gente ficou remoto até fevereiro desse ano e quando a gente retomou ao trabalho presencial, a gente não quis que as pessoas perdessem o tempo que ficavam em casa, com a família, então proporcionamos um dia na semana para que elas pudessem ficar com os familiares”, explica Pires.

O teste irá até novembro, quando a diretoria da empresa avaliará se mantém essa jornada de trabalho reduzida. Mas ao que tudo indicia, o novo modelo veio pra ficar, já que os resultados colhidos estão muito positivos.

expresso.arq com informações de Catraca Livre

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