Fireplace no jardim: como criar áreas de convivência com lareiras externas
Com a busca por áreas externas mais confortáveis, elementos como fire pits, fogos de chão e fireplaces têm ganhado espaço em projetos de paisagismo e lazer. Além de proporcionar conforto térmico, essas estruturas funcionam como pontos de encontro e ajudam a prolongar o uso do jardim durante o outono e o inverno.
Segundo o paisagista e biólogo Júlio Sousa, o fogo exerce um papel importante na composição visual. “Além de aquecer o ambiente, atua como um ponto focal na paisagem, criando uma atmosfera acolhedora que incentiva as pessoas a se reunirem para conversar, relaxar ou contemplar”, afirma.
O que é um fireplace?
Embora fireplace seja a tradução em inglês para lareira, o termo passou a ser usado no mercado brasileiro para os modelos contemporâneos, geralmente lineares, embutidos e sem chaminés. Essas versões costumam funcionar a gás ou bioetanol e podem ser instaladas em paredes, móveis ou estruturas integradas à área externa.
A principal diferença em relação às lareiras tradicionais está na instalação. Enquanto as convencionais exigem chaminé para a saída da fumaça, os fireplaces modernos dispensam essa estrutura e apresentam visual minimalista.
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Fire pit, fogo de chão, lareira ou fireplace?
Embora muitas vezes sejam tratados como sinônimos, fogo de chão, fire pit, lareira e fireplace possuem características distintas. Entenda a seguir!
- Fogo de chão: é a versão mais simples e rústica, normalmente executada diretamente no solo ou em uma cava cercada por pedras ou tijolos.
- Fire pit: é uma estrutura projetada para conter o fogo de forma controlada, podendo ser fixa ou portátil e fabricada em materiais como aço, concreto e pedra.
- Fireplace: tornou-se um termo associado às versões contemporâneas da lareira, geralmente lineares, embutidas e abastecidas por gás ou bioetanol.
- Lareiras: são construções verticais equipadas com chaminé, enquanto os fireplaces modernos costumam ser lineares e movidos a gás ou bioetanol.
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Para o paisagista e botânico Alexandre Galhego, a popularização desses modelos está relacionada à maior flexibilidade de instalação. “No paisagismo brasileiro, o termo fireplace passou a designar as lareiras externas integradas a varandas, pergolados ou áreas gourmet”, reforça.
Como escolher o modelo ideal
A presença do fogo influencia diretamente a forma como as pessoas ocupam a área externa. Em muitos projetos, se transforma no centro da composição, orientando a disposição dos móveis, da iluminação e até da vegetação.
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“O fire pit ou a lareira funcionam como eixo de composição, e não como uma peça isolada. Os assentos, o piso e o paisagismo devem convergir para esse ponto”, diz Alexandre.
Por isso, layouts circulares ou em formato de U costumam ser os mais utilizados. Bancos de madeira, cadeiras para áreas externas, sofás e pufes ajudam a criar uma atmosfera acolhedora ao redor da chama. O entorno ainda pode ser demarcado com pedriscos, seixos, concreto ou dormentes de madeira, reforçando a sensação de permanência.
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Além do aspecto funcional, o fogo contribui para a leitura visual do jardim após o pôr do sol. “Em muitos casos, é o elemento que estende o uso da área externa para depois do anoitecer”, destaca Alexandre.
Qual lareira externa escolher?
A definição do sistema depende principalmente do tamanho da área disponível, do orçamento e da frequência de uso.
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Para jardins amplos e propriedades rurais, o fogo de chão costuma ser uma alternativa compatível com propostas rústicas e informais. Já os fire pits aparecem como uma solução versátil, disponível em modelos portáteis ou fixos e capaz de se adaptar a espaços de diferentes dimensões.
Os fireplaces, por outro lado, exigem maior integração com a arquitetura da residência. Costumam ser instalados em varandas, áreas gourmet, pergolados e ambientes semi cobertos, onde podem ser utilizados com frequência ao longo do ano.
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Segundo Júlio, também é importante considerar a infraestrutura necessária. “Lareiras e fireplaces exigem planejamento arquitetônico e, muitas vezes, sistemas como tubulação de gás ou pontos específicos de instalação”, pontua.
Outro tópico importante é que a segurança deve orientar todo o projeto. Fire pits e fogos de chão devem ser instalados em áreas abertas, afastados de vegetação seca, copas baixas e materiais inflamáveis. Já fireplaces e lareiras costumam funcionar melhor próximos à casa, integrados a muros, varandas ou pergolados.
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Mais um aspecto importante é a direção predominante dos ventos: a análise desse fator evita desconfortos futuros. “É fundamental observar a rosa dos ventos do terreno para que a fumaça não seja direcionada para dentro da residência ou para o rosto”, explica Júlio.
Além disso, plantas muito próximas ao foco de calor podem sofrer danos ou representar riscos, especialmente em estruturas abastecidas com lenha.
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Manutenção da lareira externa
Nos modelos a lenha, como fogos de chão e alguns fire pits, a principal recomendação é remover as cinzas após o uso e manter a área protegida da umidade. Estruturas metálicas também podem exigir cobertura quando permanecem expostas à chuva.
As lareiras tradicionais demandam limpeza periódica da chaminé para evitar o acúmulo de fuligem. Já os fireplaces abastecidos por gás ou bioetanol apresentam manutenção mais simples, normalmente limitada à limpeza das superfícies e à revisão das conexões de segurança.
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No caso das lareiras ecológicas, Alexandre alerta para os cuidados durante o abastecimento. “Nunca se deve reabastecer o reservatório com a chama acesa ou enquanto o equipamento ainda estiver quente.”
Sustentabilidade da fonte de energia
O impacto ambiental dessas estruturas está diretamente ligado ao combustível utilizado. Modelos abastecidos com lenha produzem fumaça e emissões, embora o uso de lenha certificada ou briquetes ecológicos ajude a reduzir esse impacto. Já os fireplaces movidos a bioetanol utilizam combustível de origem renovável e apresentam uma queima mais limpa.
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“Para um projeto que busca menor impacto ambiental, os modelos a bioetanol e a gás costumam ser as alternativas mais eficientes, pois não geram fuligem nem resíduos sólidos”, coloca Júlio.
Além do combustível, a durabilidade dos materiais influencia a sustentabilidade do projeto. Estruturas executadas em pedra natural, aço corten, concreto ou inox tendem a apresentar vida útil longa, reduzindo a necessidade de substituições ao longo do tempo.
expresso.arq com informações de Laura Naito


