Os restaurantes mais bonitos do mundo de 2026, segundo o Prix Versailles
O Prix Versailles anunciou a lista dos restaurantes mais bonitos do mundo de 2026. A seleção reúne 16 empreendimentos que transitam entre a elegância crua e o deleite visual, incorporando a arquitetura como parte essencial da experiência gastronômica. Os projetos escolhidos revelam uma ampla diversidade de estilos, materiais e paletas cromáticas, sempre em sintonia com o entorno e, claro, com a proposta culinária de cada casa.
“O mundo abriga uma variedade tão imensa de sabores que somos constantemente impulsionados a expandir nossa visão sobre o patrimônio culinário. A arquitetura acompanha e se inspira nesse movimento, convidando-nos para novas e saborosas jornadas, de Hong Kong a Los Angeles, passando por Helsinque e Cidade do Cabo”, afirmou Jérôme Gouadain, secretário-geral da premiação, em comunicado oficial. Nos espaços selecionados, a arte da hospitalidade caminha lado a lado com a criação de experiências sensoriais.
A edição deste ano coloca a China em evidência na intersecção entre gastronomia e arquitetura, com quatro restaurantes homenageados na lista.
Os projetos contemplados incluem restaurantes recém-inaugurados ou recentemente concluídos que apostam em uma abordagem contemporânea de sustentabilidade, na qual cultura local, arquitetura e design se entrelaçam para ampliar a experiência do visitante e aprofundar a relação com o território. A seguir, confira os restaurantes mais bonitos do mundo de 2026:
1. Nobu One Za’abeel (Dubai, Emirados Árabes Unidos)
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Com cardápio assinado pelo chef Nobu Matsuhisa, conhecido por fundir tradições japonesas com influências sul-americanas, o Nobu One Za’abeel, em Dubai, destaca-se pelo cenário emblemático, suspenso a 100 metros de altura ao longo da passarela aérea em balanço que conecta as duas torres do One Za’abeel. Idealizado pelo escritório Rockwell Group, o design arquitetônico aproveita os pés-direitos elevados e geometrias encruzadas para criar um sistema de iluminação sob medida, que unifica o ambiente e conecta-o de forma fluida.
2. Le Fou (Viena, Áustria)
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Fundado por Alexander Schrack e desenhado pela designer de interiores Theresa Obermoser, o Le Fou, em Viena, traduz a essência da vida noturna parisiense, aproveitando-se da sutileza e sensualidade e reinterpretando-as para um contexto vienense contemporâneo. O bar desdobra-se como uma sequência de salas distintas e interconectadas, cada uma pautada pela sua própria decoração. Enquanto isso, o layout enfatiza os contrastes, mantendo uma linguagem visual única graças ao uso de materiais táteis e elegantes, como seda, veludo de mohair, pedra natural e superfícies de metal patinado.
O salão principal, decorado em tons de ferrugem e terracota, forma o núcleo emocional do projeto. Já o salão dourado e sua área privativa com estampa de leopardo adotam uma linguagem mais expressiva e teatral, brincando com a opulência. Esses cômodos funcionam como enclaves íntimos e propícios à conversa, à privacidade e a uma sensação de fuga do mundo exterior.
3. Monti (Gstaad, Suíça)
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Localizada a 1050 metros acima do nível do mar, a vila de Gstaad recebe Monti, que reinterpreta as convenções da arquitetura alpina, com tons quentes de madeira e texturas naturais, e as eleva com um olhar contemporâneo e minimalista. Idealizado pelo arquiteto Jakob Sprenger e a diretora criativa Antonia Crespí, o restaurante, que dá destaque à alta gastronomia inspirada na Itália, incentiva a convivência em um ambiente elegante e acolhedor, onde divisórias de bronze trançado remetem às técnicas de cestaria.
4. Akira Back (Hong Kong, China)
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No quinto andar do The Henderson, uma torre projetada pela Zaha Hadid Architects, está o Akira Back, com cardápio assinado pelo ex-snowboarder profissional e mestre de culinária Akira Back, que combina tradições coreanas e japonesas com influências ocidentais. Desenhado pela AB Concept, o local cria uma experiência multissensorial na qual sabores, design e apresentação se complementam.
A área principal, com suas linhas arredondadas e iluminação sofisticada, apresenta delicados postes de metal que desaparecem em um teto escultural. Ainda, uma sala de jantar privativa ainda mais intimista transporta os clientes para a vitalidade urbana da cidade. Uma verdadeira cápsula do tempo sule, exibe arte de parede inspirada na mãe do chef, Young Hee Back.
5. Hana no Kumo (Hong Kong, China)
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Também localizado no alto da torre The Nenderson, o Hana no Kumo, projetado pela Hirsch Bedner Associates, tem cardápio assinado pelo chef Ogawa Masaru, e foi concebido para transmitir a sensação de um refúgio na montanha, um santuário acolhedor para aventureiros. Com apenas 24 lugares divididos em dois ambientes, o local incorpora o kappou, experiência tradicional japonesa em um restaurante onde o chef é visível para o salão como performance e meditação.
O Hana no Kumo homenageia o espírito do shokunin, uma devoção disciplinada ao artesanato, à sazonalidade e ao diálogo silencioso entre chef e cliente. No décor, tons suaves de madeira, detalhes em papel washi, superfícies de pedra, uma escultura de cubo de gelo de resina cristalina e iluminada na entrada e mobiliário exclusiva combinam-se para formar uma ode aos sentidos. Ainda, delicados motivos de pétalas e uma iluminação dinâmica que varia do branco ao rosa evocam a imagem das sakuras em flor, trazendo a memória das cerejeiras de Kyoto.
6. Monsieur Dior by Anne-Sophie Pic (Beijing, China)
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Localizado no bairro de Sanlitun, em Beijing, e dentro da recém-inaugurada House of Dior, flagship de cinco andares projetada pelo arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker, Christian de Portzamparc, está o Monsieur Dior by Anne-Sophie Pic. O restaurante constrói uma ponte entre China e França, além de uma aliança entre alta-costura, arquitetura e alta gastronomia.
Cada prato preparado pela chef é uma releitura poética do legado da maison. Ainda, fotografias em preto e branco revelam silhuetas icônicas. Da mesma forma, três peças encomendadas ao artista chinês Hong Hao evocam a efervescência de Pequim e o poder do vermelho, a “cor da vida”, segundo Christian Dior.
7. Peridot (Hong Kong, China)
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Situado no topo do The Henderson, em Hong Kong, o Peridor é um bar de coquetéis que segue a filosofia do “Futurismo Natural”, idealizada pelo Studio Paolo Ferrari, com um lounge que se assemelha a uma bola de discoteca desconstruída, com mais de 20.000 luzes artesanais. O local, com sua sinalização em verde vibrante, é repleto de cilindros foscos com tampas cromadas espelhadas e um brilho suave.Selecione suas newsletters
8. Escā Playa (Ras El Hekma, Egito)
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Localizado em Ras El Hekma, região costeira e projeto de cidade inteligente localizado na Costa Norte do Egito, o Escā Playa serve como oásis no deserto, projetado arquiteto Mohamed Badie, radicado no Cairo. À primeira vista, a estrutura lembra cavernas antigas. No entanto, sua arquitetura contemporânea, feita com revestimentos minerais e agregações de corais, desafia a imaginação, emergindo da areia como um organismo vivo. No local, as fronteiras entre fechamento e abertura, interior e exterior, se confundem, com sombra e luz se movendo por uma sequência espacial.
À medida que os hóspedes exploram o espaço, experimentam mudanças de escala, temperatura e contraste, enquanto descobrem vistas emolduradas maneiras diversas.
9. Finlandia Bistro (Helsinque, Finlândia)
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De frente para a Baía de Töölönlahti, o Finlandia Hall é um centro de espetáculos e convenções, legado pelo grande Alvar Aalto, em 1971. Em 2021, uma renovação completa do local foi iniciada para adequá-lo aos padrões contemporâneos, preservando seu patrimônio arquitetônico. Como isso, a agência de design Fyra foi encarregada de reimaginar as áreas de alimentação. O mobiliário existente, projetado por Aalto, foi preservado, complementado por novos móveis sob medida.
A atmosfera serena do Finlandia Bistro resulta de um contraste dinâmico entre características originais preservadas e camadas mais modernas.
10. Carbone (Londres, Reino Unido)
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No antigo edifício da Embaixada Americana, o Carbone marca a estreia europeia da instituição nova-iorquina. Inspirado nos clubes noturnos americanos, o restaurante evoca o romantismo e a exclusividade da década de 1950, trazendo uma mistura de herança ítalo-americana e narrativa arquitetônica para Mayfair. O design, liderado por Ken Fulk, apresenta elementos decorativos exclusivos, como banquetas de veludo, mosaicos e trabalhos em madeira laqueada, que servem de pano de fundo para uma coleção de criações contemporâneas de artistas, como René Ricard, Lola Montes e Ai Weiwei.
A grande escadaria, adornada com um mural pintado à mão que narra uma mítica “noite no Carbone”, leva os clientes ao piso inferior, onde encontram-se o bar, o lounge e o salão principal.
11. Rosso (Hinganigada, Índia)
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Situado em uma vinícola cercada por 16 km² de reserva florestal, o Rosso encontrou um lar no Hotel Irada, projetado pelo escritório de arquitetura Humming Tree. Com vista para os vinhedos, o restaurante prioriza a elegância, incluindo uma degustação dos sabores do sul da Itália. Seu design transmite uma atmosfera de requinte, simbolizando um encontro cultural entre a Índia e o Mediterrâneo.
Cercado por móveis em tons quentes, o bar contrasta a frieza do mármore verde com as colunas salomônicas feitas de madeira polida.
12. Marlow (Mônaco)
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Na praça principal de Mareterra, um novo bairro de Monte Carlo recuperado do mar, o Marlow, desenhado pelo artista e arquiteto Hugo Toro, imerge na elegância britânica por meio de um personagem fictício, em uma sutil referência à presença de britânicos em férias na Riviera desde meados do século XVIII. O projeto foi concebido para mesclar uma atmosfera de clube com influências contemporâneas, apresentando móveis feitos sob medida em que diferentes épocas se cruzam.
13. Lucia (Los Angeles, Estados Unidos)
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Considerado o primeiro restaurante afro-caribenho de Los Angeles, o Lucia possui atmosfera de clube, com espaço que evoca à cultura noturna da ilha. Sob a direção de seu fundador Sam Jordan e do chef Cleophus Hethington, o Lucia oferece uma interpretação inovadora da Era de Ouro da gastronomia. Projetado pela Preen, Inc., a arquitetura aproveita tecidos e revestimentos de parede, além de tons de verde, coral e estampas ousadas.
14. Monsieur Dior by Dominique Crenn (Beverly Hills, Estados Unidos)
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Localizado no terceiro andar da House of Dior, em Beverly Hills, o Monsieur Dior by Dominique Crenn é um encontro entre a alta-costura e a alta gastronomia. Projetado por Peter Marino, a decoração combina tradição e modernidade. Os convidados são recebidos inicialmente por uma foto do Château de La Colle Noire, além de interiores com cores vibrantes e alegres, inspiradas nos jardins que eram tão queridos por Christian Dior.
O bar, esculpido em ébano e ônix, com um teto de pétalas de rosa esculpidas em tons de branco, é o lugar ideal para apreciar um dos coquetéis exclusivos de Monsieur Dior. Com terraço ao ar livre com vista panorâmica da Rodeo Drive, o interior e o exterior parecem convergir.
15. Mottai (Coral Gables, Estados Unidos)
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Os gestos precisos e combinações imprecáveis da culinária japonesa guiaram o chef Brian Nasajon na criação do Mottai, cuja filosofia é baseada no domínio técnico. Desenhada pelo Saladino Design Studios, a arquitetura do local é organizada em torno de um balcão de sushi aberto sob um delicado dossel no centro do salão. No décor, móveis e elementos arquitetônicos personalizados com formas curvas e materiais táteis incentivam o conforto e a conexão.
16. Amura by Ángel León (Cape Town, África do Sul)
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Evocando imagens de florestas de algas, o Amura by Ángel León foi concebido para se parecer com seu próprio biótopo completo. Projetado pelo arquiteto de interiores Tristan du Plessis, o espaço foi inspirado pela misteriosa beleza e pela surpreendente biodiversidade do litoral da Cidade do Cabo. O local, com cardápio assinado por Ángel León, conhecido como ‘chef do mar’, convida os clientes a embarcarem em uma viagem culinária entre dois oceanos.
expresso.arq com informações de Adriana Marruffo


