Apartamento quase sem paredes: integração e amplitude ao máximo

A reforma deste apartamento de 60 m², em Brasília, parte de uma decisão central: eliminar quase todas as paredes e, com isso, transformar completamente a forma de morar. Assinado pelo escritório CODA Arquitetura, o projeto propõe uma planta livre, onde estar, cozinha, dormitório e área de trabalho coexistem em um único espaço contínuo. O apartamento responde não só à busca por amplitude, mas também a uma rotina mais dinâmica e flexível.

Integração como ponto de partida

Foto da área social do apartamento, mostrando sala de estar e área de trabalho.

Com exceção do banheiro, todas as divisórias originais foram eliminadas. A demolição criou uma circulação contínua entre os ambientes, conectando área social, cozinha, escritório e quarto do casal em um único espaço. O banheiro foi mantido como um núcleo central, concentrando as áreas hidráulicas. Ao redor dele, a circulação se mantém livre, permitindo uma leitura contínua do apartamento.

Foto da área social do apartamento com equipamentos de exercício físico.

A integração dos espaços também responde a transformações recentes na forma de morar. Com a pandemia, a prática de exercícios em casa passou a fazer parte da rotina dos moradores, exigindo um ambiente capaz de acomodar diferentes usos ao longo do dia.

Para isso, foram incorporadas soluções específicas, como barras de piso a teto utilizadas para treino e áreas de armazenamento dedicadas aos equipamentos. Essas soluções permitem que o espaço se adapte à rotina sem perder organização, mesmo com usos distintos acontecendo no mesmo ambiente.

Estrutura aparente e paleta de cores

Vista da cozinha do apartamento.

A demolição das paredes revelou a laje de concreto e as vigas estruturais que, por escolha do projeto, permanecem aparentes ao longo do apartamento. A base mais bruta contrasta com os tons pastel presentes no mobiliário, criando um equilíbrio entre o aspecto contemporâneo e uma atmosfera mais acolhedora.

Foto da sala de jantar do apartamento, mostrando o quadro rosa pendurado na parede em evidência.

A escolha de cores parte dessa base em concreto, mas também de uma referência afetiva da moradora: um quadro com tons intensos de rosa, posicionado em destaque próximo à mesa de jantar. A partir dele, a paleta se desdobra em variações mais suaves, que se espalham pelo apartamento e ajudam a criar unidade visual.

Foto da área social do apartamento, mostrando o painel de TV.

O piso em ladrilho hidráulico rosa reforça essa composição, enquanto o azul aparece como um de seus subtons, trazendo um pouco de sombreamento. O resultado equilibra a presença da estrutura exposta com uma atmosfera mais acolhedora.

Marcenaria e soluções que ampliam o uso do espaço

Foto do apartamento mostrando a cama de casal.

Com a ausência de divisórias, a organização do apartamento passa a depender de soluções bem resolvidas de marcenaria. Em vez de separar ambientes, os móveis ajudam a estruturar os usos dentro do espaço contínuo, funcionando como elementos de transição entre as áreas.

No dormitório, a cama retrátil do casal pode ser recolhida dentro de um armário, liberando área para circulação ou outras atividades. Quando fechada, a área de dormir se integra completamente ao restante do ambiente, reforçando a ideia de um espaço único e mutável.

Foto da lateral da cozinha.

Na área da cozinha, a marcenaria segue uma linguagem prática, com poucos elementos aparentes, o que contribui para a leitura mais limpa do ambiente integrado. Os armários são planejados e ajudam a manter o espaço organizado, mesmo com múltiplos usos acontecendo simultaneamente.

Um novo entendimento sobre morar em espaços compactos

Foto frontal da entrada do banheiro do apartamento.

Ao abrir mão das divisões tradicionais, o projeto propõe uma forma mais dinâmica de morar. Em vez de ambientes fixos, o apartamento passa a ser definido por usos que se transformam ao longo do dia, acompanhando o ritmo dos moradores.

Mesmo com 60 m², a sensação é de amplitude, resultado da circulação livre, da continuidade visual e da forma como os espaços se conectam. Mais do que ampliar o apartamento, a reforma amplia as possibilidades de viver nele, sugerindo um novo olhar sobre o morar em áreas compactas.

Ao abrir mão das divisões tradicionais, o projeto propõe uma forma mais dinâmica de morar. Em vez de ambientes fixos, o apartamento passa a ser definido por usos que se transformam ao longo do dia, acompanhando o ritmo dos moradores.

Mesmo com 60 m², a sensação é de amplitude, resultado da circulação livre, da continuidade visual e da forma como os espaços se conectam. Mais do que ampliar o apartamento, a reforma amplia as possibilidades de viver nele, sugerindo um novo olhar sobre o morar em áreas compactas. Confira também dicas de decoração de apartamento pequeno para otimizar os espaços.

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