Luminária de trilho: vantagens e desvantagens que você não sabia sobre a peça

Caracterizada por permitir o direcionamento da luz conforme a necessidade do ambiente, a luminária de trilho, também chamada de trilho eletrificado, é conhecida por sua versatilidade. Segundo especialistas, se utilizada da maneira correta, ela pode representar um acréscimo poderoso ao espaço onde está inserida.

“A luminária de trilho é um recurso técnico e visualmente leve, que pode tanto compor com elementos mais industriais quanto integrar uma arquitetura mais limpa e contemporânea. Quando bem usada, ela organiza visualmente o espaço, valoriza texturas e gera movimento”, comenta o arquiteto Jayme Bernardo, à frente do escritório que leva o seu nome.

Quando utilizar luminária de trilho

A arquitta Fernanda Marques gosta de usar luminária de trilho em áreas sociais, onde a luz precisa dialogar com as obras de arte, texturas e volumes arquitetônicos — Foto: Fran Parente
A arquitta Fernanda Marques gosta de usar luminária de trilho em áreas sociais, onde a luz precisa dialogar com as obras de arte, texturas e volumes arquitetônicos — Foto: Fran Parente

Segundo o designer de produto André Andrade, do Studio Rervi, a luminária de trilho pode ser utilizada em diversos ambientes, mas é recomendada para espaços que tenham detalhes a serem realçados na arquitetura. “Em residências é frequentemente utilizada em salas de estar, pois proporciona um ambiente confortável com possibilidade do direcionamento das luzes”, diz André.

Para a arquiteta Fernanda Marques, à frente do escritório que leva o seu nome, o mais importante ao optar por uma luminária de trilho é respeitar a estética do lugar. “Particularmente aqui no escritório costumo utilizá-las sobretudo em áreas sociais, como sala de estar, onde a luz precisa dialogar com as obras de arte, texturas e volumes arquitetônicos. Em dormitórios, opto por limitar o uso, a não ser que a linguagem do espaço peça algo mais técnico ou industrial, mas tudo depende do conceito.”

As vantagens da luminária de trilho

Para o arquiteto Jayme Bernardo, a luminária de trilho tem uma instalação menos invasiva do que embutidos no gesso — Foto: Divulgação/Jayme Bernardo Arquitetos
Para o arquiteto Jayme Bernardo, a luminária de trilho tem uma instalação menos invasiva do que embutidos no gesso — Foto: Divulgação/Jayme Bernardo Arquitetos

Na opinião dos profissionais, uma das principais vantagens da luminária de trilho é a liberdade, visto que ela permite reposicionar os pontos de luz de acordo com novas obras, mudanças de layout ou atualizações na decoração.

Outro ponto a ser considerado é a facilidade de instalação, ainda que exija mão de obra profissional. “Ela tem uma instalação menos invasiva do que embutidos no gesso, especialmente em reformas. O trilho também funciona como elemento estético, podendo dialogar com a linguagem industrial, minimalista ou até artística, dependendo do contexto”, observa Jayme.

Cuidados e desvantagens da luminária de trilho

Para André Andrade, a luminária de trilho proporciona um ambiente confortável com a possibilidade do direcionamento das luzes — Foto: Divulgação/Studio Rervi
Para André Andrade, a luminária de trilho proporciona um ambiente confortável com a possibilidade do direcionamento das luzes — Foto: Divulgação/Studio Rervi

O trilho é uma ferramenta poderosa, mas precisa ser usado de forma coerente com a arquitetura. Antes de recorrer a ele é preciso pensar, por exemplo, no efeito que a luz irá gerar no ambiente.

“Um erro comum é tratar o trilho somente como um elemento técnico, é preciso tomar cuidado com a instalação em locais equivocados, com o excesso de spots ou com a iluminação mal direcionada, o que pode gerar sombras indesejadas ou uma luz dura”, adverte Fernanda.

Apesar da versatilidade, a utilização do trilho é menos recomendada em ambientes como banheiros, pois sua estrutura, explica André, na maioria dos produtos disponíveis no mercado, não é resistente a áreas externas ou úmidas. “Outra situação que desfavorece o uso da luminária de trilho é em ambientes com tetos muito altos devido à falta de alcance da luz a área desejada de forma eficiente, perdendo sua função de direcionamento da mesma”, completa o designer.

Por fim, os profissionais lembram que é preciso considerar o impacto visual que o trilho terá no ambiente. “É preciso considerar a proporção e a estética do espaço: nem sempre o trilho preto é o ideal, às vezes, um branco no forro desaparece melhor. Outro erro comum é exagerar na quantidade de spots, além da questão da estética: colocar trilhos onde o conceito do projeto não sustenta esse recurso pode comprometer a sofisticação do ambiente”, finaliza Jayme.

expresso.arq com informações de Gladys Ferraz

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