Google sobe oferta e compra Wiz por US$ 32 bilhões

Água mole, pedra dura…

Menos de um ano depois de tentar comprar a israelense Wiz por US$ 23 bilhões – e não fechar negócio – o Google resolveu insistir, aumentou a oferta e parece que agora fechou negócio.

A gigante das buscas anunciou no último dia18/3, a aquisição da startup de cibersegurança por US$ 32 bilhões.

A compra, paga totalmente em dinheiro, representa o maior deal já feito pelo Google, superando com folga a aquisição da Motorola Mobility em 2012, quando a big tech pagou US$ 12,5 bilhões.

Contudo, segundo especialistas, a alta aposta na Wiz representa o maior movimento do Google para expandir seu negócio de nuvem para além das buscas e serviços B2C.

Com sede em Nova York (mas fundada em Tel Aviv), a Wiz oferece uma abordagem completa para a segurança na nuvem.

Ao integrar dados da Amazon Web Services, Microsoft Azure, Google Cloud e outras plataformas de nuvem, a plataforma faz uma varredura em busca de fatores de risco de segurança.

O anúncio da aquisição chega até de forma surpreendente, já que parecia que a Wiz estava determinada a seguir com as próprias pernas após recusar a oferta inicial do Google em julho do ano passado.

Para explicar seus motivos para a recusa dos US$ 23 bilhões oferecidos, a companhia afirmou na época que estava firme em seu plano de seguir para um IPO, com planos de atingir uma receita recorrente anual de US$ 1 bilhão.

Entretanto, segundo analistas, com um mercado ainda complicado para novas aberturas de capital, parece que as coisas mudaram rápido para a Wiz – mas para fechar negócio conseguiram negociar um senhor bônus sobre o valor original oferecido pelo Google no ano passado – cerca de 40%.

Esta aquisição vai acelerar nossa missão de melhorar a segurança e prevenir invasões, ao acessar recursos adicionais e uma expertise profunda em inteligência artificial”, destacou Assaf Rappaport, CEO da Wiz, em comunicado.

No corpo de investidores da Wiz estão fundos como Andreessen Horowitz, Lightspeed Venture Partners, Thrive, Greylock, Wellington Management, Cyberstarts, Greenoaks, Howard Schultz, Index Ventures, Salesforce Ventures, Advent e Sequoia Capital.

expresso.arq sobre artigo de Leandro Miguel Souza / startup.com.br

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