Até quanto tempo os alimentos podem ficar dentro da geladeira?
A desorganização na geladeira, além de atrapalhar a praticidade, pode ser um risco para a saúde dos moradores. A exposição inadequada da comida ao frio e ao calor, e o seu consumo fora do prazo é muito prejudicial. Por isso, é essencial saber o tempo adequado de manter os ingredientes refrigerados, além de criar uma rotina de limpeza e organização do eletrodoméstico.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os alimentos devem ser mantidos refrigerados em temperaturas inferiores à 5 °C, enquanto os congelados não devem ultrapassar -15 °C.
Qual é a duração indicada?
“Alimentos com menos teor de água e menos proteínas tendem a durar mais, assim como os cozidos ou processados (industrializados). O maior risco é para peixes, aves, carnes suína ou bovina cruas, assim como laticínios”, fala Alessandro Nicola, gastrônomo e professor do Senac. “Preparos como geleias, conservas, compotas e salgados tendem a durar mais, pois oferecem piores condições para o desenvolvimento microbiano.”
Para produtos industrializados, a indicação é comer no mesmo dia de abertura da lata ou caixa. Porém, caso não tenha usado todo o conteúdo, retire da embalagem e armazene em um recipiente fechado, de preferência de vidro ou plástico – materiais que não interagem com a comida e colaboram com a sua conservação.
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“Embalagens herméticas ou vedadas ajudam a evitar a contaminação por bactérias, ou odores de outros alimentos. Já embalagens abertas ou mal fechadas podem acelerar a deterioração, além de facilitar a troca de temperatura”, diz Gaby Esteves, nutricionista da Clínica Ginelife.
“De modo geral, para alimentos cozidos, à base de carnes e laticínios, o tempo máximo é de três dias, e carnes cruas o máximo é de dois dias. Vegetais tendem a durar de cinco a sete dias, dependendo do estado de maturação”, acrescenta o professor.
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Para frutas e legumes, a orientação é higienizá-los e secá-los antes de guardar, para garantir uma duração de cinco a sete dias. Ademais, é importante seguir estas orientações:
- Não demore para refrigerar alimentos perecíveis, como carnes, aves, peixes, laticínios e ovos.
- Não deixe a comida ficar mais de 2 horas em temperatura ambiente ou mais de 1 hora em temperaturas acima de 30 °C.
Caso o alimento apresente qualquer alteração de aroma e cor, como manchas ou pontos de bolor, é necessário descartá-lo. “Nunca se deve ‘retirar a parte ruim e aproveitar’. Se uma parte está alterada, todo ele está comprometido, não vale o risco”, informa o gastrônomo.
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Como organizar os alimentos na geladeira
- Freezer: sorvetes, polpas de fruta, carnes vermelhas e brancas, e congelados.
- Porta: por sofrer maior oscilação de temperatura, é ideal para armazenar alimentos menos perecíveis, como conservas, bebidas, molhos e garrafas.
- Gaveta: legumes e verduras.
- Prateleira inferior: frutas, legumes cozidos e sobras de alimentos.
- Prateleira do meio: sobremesas e produtos enlatados.
- Prateleira superior: laticínios, iogurte, queijos, manteiga, comidas prontas e carnes em processo de descongelamento.
“Frutas como bananas, abacates e tomates não devem ser armazenadas na geladeira, pois o frio pode afetar sua textura e sabor. Além disso, vegetais como batatas e cebolas não devem ser refrigerados, pois o frio pode alterar a textura, sabor e até a qualidade nutricional desses alimentos. Em vez disso, devem ser mantidos em temperatura ambiente”, fala Gaby.
Vale destacar, ainda, que a geladeira deve ser higienizada a cada 15 dias, a fim de evitar contaminação e desperdício de alimentos. “A higiene é fundamental para garantir que os alimentos se mantenham frescos e seguros. Ela deve ser limpa regularmente com sabão neutro e água. Evite armazenar alimentos com vazamentos ou resíduos e sempre verifique se estão bem embalados para evitar contaminação cruzada”, complementa a nutricionista.
Alessandro finaliza com outra orientação: “alimentos descongelados devem ser preparados e consumidos em menos de 24 horas. Além disso, não poderão ser recongelados, de modo a manterem a saudabilidade e segurança alimentar”.
expresso.arq com informações de Camila Iannicelli, com Nathalia Fabro


