Aprenda como tirar manchas de bolor das roupas

Roupas de inverno, geralmente guardadas por muito tempo, são as mais propensas ao surgimento de bolor
Roupas de inverno, geralmente guardadas por muito tempo, são as mais propensas ao surgimento de bolor — Foto: GettyImages

Não é incomum encontrar manchas de mofo em roupas que ficaram guardadas por muito tempo. Isso ocorre porque o fungo, causador do bolor, gosta de se alimentar do tecido e das fibras, e se prolifera facilmente em ambientes escuros e abafados, como os guarda-roupas.

“Trata-se da formação de microrganismos constituídos por vários tipos de fungos, não visíveis a olho nu – o que vemos são as estruturas formadas por eles. O mofo tem textura aveludada e aparência escurecida, na maioria das vezes em tom esverdeado, acinzentado ou enegrecido”, explica Adriana Miria da Silva, professora de biossegurança no Senac EAD.

A situação pode assustar, mas é possível lidar com o problema com um ingrediente facilmente encontrado em casa: o vinagre. “O mofo é eliminado com ácido acético, ou seja, o principal ingrediente do vinagre, que tem propriedades antifúngicas”, explica Monika Debasa, designer têxtil e professora da área têxtil no curso de Moda da Faculdade Santa Marcelina.

Tirar as roupas dos armários e deixar elas no sol pode ajuda a previnir a aparição de bolor — Foto: Pexels / Plastic Lines / Creative Commons
Tirar as roupas dos armários e deixar elas no sol pode ajuda a previnir a aparição de bolor — Foto: Pexels / Plastic Lines / Creative Commons

Ela sugere uma fórmula caseira que resolve a maioria das manchas. “A receita é usada por muitas gerações e conta com três itens essenciais: água, vinagre neutro e bicarbonato de sódio. O vinagre deve ser incolor, como o de álcool, e o cheiro não permanece na roupa. Mas, como se trata de têxteis, deve ser sempre diluído na água, 1/4 de xícara de vinagre para 1 L de água”, explica.

“A peça deve ficar imersa por um tempo, para depois ser lavada completamente, assim, é possível eliminar qualquer resíduo dos produtos”, complementa sobre o tutorial.

Os tecidos de fibras naturais, como algodão, linho, seda e lã, são mais propensos ao mofo, enquanto os sintéticos, como poliéster e poliamida, que absorvem menos água, são menos favoráveis. Em roupas coloridas, que podem desbotar, o recomendado é usar vinagre e sal.

O famoso "cheiro de guardado" pode ser o primeiro indicador da presença de mofo nas roupas — Foto: Pexels / Madison Inouye / Creative Commons
O famoso “cheiro de guardado” pode ser o primeiro indicador da presença de mofo nas roupas — Foto: Pexels / Madison Inouye / Creative Commons

“O surgimento do mofo acontece sobre a superfície têxtil independente da cor, mas deve-se ter atenção na lavagem destes itens, pois alvejantes podem clarear a tonalidade, resultando em manchas permanentes”, explica Monika.

É importante notar que quanto maior o tempo de mofo no tecido, maior a dificuldade de limpeza e o risco de degradar a fibra. Revisar os guarda-roupas com frequência pode evitar o aparecimento do fungo e promove a moda circular e sustentável, por não acumular peças em desuso.

O mofo ainda pode apresentar riscos a saúde dos moradores da casa que lida com o problema. Quadros respiratórios, como rinites, sinusites e asma, são comuns de aparecerem quando os fungos estão presentes em armários.

O surgimento do mofo acontece sobre a superfície têxtil independente da cor — Foto: GettyImages
O surgimento do mofo acontece sobre a superfície têxtil independente da cor — Foto: GettyImages

“Os fungos liberam partículas alérgenas, que ficam suspensas no ar, desencadeando reações alérgicas respiratórias, que são ainda mais graves em pessoas com enfermidades respiratórias, como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, rinite, sinusite, bronquite e asma, piorando a qualidade de vida dessas pessoas”, explica Adriana.

“Ainda, o mofo atua no sistema imunológico, levando a quadros mais graves, como sinusite ou pneumonia fúngica, os quais o tratamento é longo. Pessoas idosas, bebês e crianças têm maior vulnerabilidade a exposição do bolor, assim como indivíduos com doenças relacionadas ao sistema imunológico”, complementa a professora.

Dicas para evitar o surgimento do mofo

  • Não exagerar no uso de sabão na lavagem e amaciantes, pois os resíduos destes produtos podem danificar as fibras.
  • Não fechar a roupa em sacos plásticos, pois, se tiver alguma umidade, pode criar um sistema como se fosse uma estufa, favorecendo o bolor.
  • Se for cobrir uma roupa com sacos de proteção, sempre deixe uma parte de baixo aberta para ventilar. A proteção ajuda a eliminar o pó, que também é um agente de mancha.
  • Arejar com frequência os armários, para circulação de ar.
  • Observar, em peças de valor afetivo, que serão guardadas pela maior parte do tempo, os critérios de conservação têxtil com recursos específicos a depender das fibras, tipos de tecidos e modelagem da peça.
  • Realizar a limpeza de armários com água sanitária e vinagre, uma vez ao mês.
  • Espalhar giz branco pelos armários, ele absorve umidade, prevenindo a formação de mofo.

expresso.arq com informações de Laura Naito, com Alex Alcantara

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