Arranha-céu em Singapura abriga floresta urbana com mais de 80 mil plantas

Fachada do CapitaSpring, em Singapura — Foto: Finbarr Fallon
Fachada do CapitaSpring, em Singapura — Foto: Finbarr Fallon

A preservação do meio ambiente é um assunto atemporal e que gera inúmeras discussões, já que o progresso e a globalização trazem consigo o crescente uso de máquinas, prédios e o desmatamento.

Entretanto, manter uma área verde dentro das cidades é crucial para a saúde física e mental de sua população, além de auxiliar contra a poluição do dia a dia.

O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, é uma data especial que ressalta a importância da preservação da nossa fauna e flora, mesmo nos ambientes mais imprevisíveis. 

Singapura é o maior exemplo de região que conseguiu inserir o verde nas áreas urbanas e não é à toa que é chamada de “Cidade dos Jardins”.

No coração do seu distrito financeiro, encontra-se o CapitaSpring, arranha-céu de 280 metros de altura que mais parece um oásis e dá continuidade ao urbanismo vertical pioneiro da cidade-estado.

Visão geral do arranha-céu — Foto: Finbarr Fallon
Visão geral do arranha-céu — Foto: Finbarr Fallon

A construção conta com 93.000 m² e foi projetada pelos escritórios Bjarke Ingels Group e Carlo Ratti Associati no local de um estacionamento público antigo e um centro de vendedores ambulantes.

Com a intenção de trazer a natureza para os centros urbanos, o edifício possui linhas ortogonais, vegetação abundante e texturas que geram um certo contraste.

Fachada do CapitaSpring, em Singapura — Foto: Finbarr Fallon
Fachada do CapitaSpring, em Singapura — Foto: Finbarr Fallon

Esta floresta urbana foi aberta ao público em 2022 e impressiona por suas fachadas de vidro e alumínio, fora os elementos verticais que compõem a parte externa da torre e a vegetação incorporada à construção, de forma que as árvores crescem nos cantos da fachada.

Na cobertura, encontra-se mais de 4 mil m² de árvores frutíferas e hortas com mais de 150 espécies que fornecem alimentos aos restaurantes presentes no edifício.

Espaço da horta e árvores frutíferas  — Foto: Finbarr Fallon
Espaço da horta e árvores frutíferas — Foto: Finbarr Fallon

O CapitaSpring possui 51 andares e abriga mais de 80 mil árvores e plantas, mas seus primeiros oito andares são destinados à residências com serviços e instalações como piscina, academia, cozinha social, jacuzzi, pista de corrida e churrasqueiras.

Com vista panorâmica do Rio Singapura e da Baía da Marina, os 29 andares superiores oferecem espaços de trabalho.

Área de lazer no CapitaSpring — Foto: Finbarr Fallon
Área de lazer no CapitaSpring — Foto: Finbarr Fallon

Para aproximar ainda mais a cidade da natureza, na parte central do edifício está um ambiente chamado Green Oasis – uma plantação de plantas tropicais e próprias de Singapura, com espécies acostumadas com o clima local.

Todas as áreas do CapitaSpring são arborizadas, desde as partes térreas até as rampas e escadas — Foto: Finbarr Fallon
Todas as áreas do CapitaSpring são arborizadas, desde as partes térreas até as rampas e escadas — Foto: Finbarr Fallon
Entrada do edifício  — Foto: Finbarr Fallon
Entrada do edifício — Foto: Finbarr Fallon

Para reduzir ainda mais as emissões de carbono, o prédio possui instalações de transporte sustentável e oferece 165 vagas de bicicletas, uma ciclovia de 600 metros ao redor do edifício que o conecta à maior rede de ciclismo de Singapura.

 — Foto: Divulgação
— Foto: Divulgação

expresso.arq com informações de Maria Mesquita

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