Restaurante com “cara de casa” cria conexão com a natureza ao redor
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O ar puro, o verde da mata, os morros no entorno e o pôr do sol fazem do Sítio Gastronômico um lugar bucólico, ideal para um almoço ou jantar em um ambiente tranquilo.
O restaurante, que lembra uma casa de campo, está localizado em Pedro do Rio, em Petrópolis, região Serrana do Rio de Janeiro, e é comandado pelo casal Anna Dolezal e Lucca Medeiros.
Tudo começou com a vontade de Anna em mudar de vida.
Administradora por formação, a chef que atuou por 5 anos na área financeira de uma multinacional largou tudo em São Paulo, onde morava, voltou para o Rio de Janeiro e resolveu cursar gastronomia, seguindo a paixão que começou ainda na infância, quando ajudava seu pai com os almoços de domingo.
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Para ajudar no custo com o curso na Le Cordon Bleu, escola de culinária internacional, o casal começou a oferecer almoços e jantares no sítio da família de Lucca, ao redor da piscina.
As pessoas gostaram tanto, que começaram a propaganda “boca a boca”, e os encontros despretensiosos cresceram tanto que nasceu o Sítio Gastronômico, em Secretário, bairro que pertence ao distrito de Pedro do Rio.
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Apósum tempo funcionando de modo um pouco improvisado, o casal sentiu a necessidade de projetar um espaço mais adequado.
Entraram em cena, portanto, os arquitetos Diego Raposo (@diegoraposoarq) e Manuela Simas (@manuelasimas), que aproveitaram a estrutura de um antigo capril – uma instalação para criação de cabras – em outra parte do terreno.
“Fomos ver o lugar e a vista era impressionante. A ideia inicial era derrubar o capril e construir algo novo, mas resolvemos aproveitar a estrutura existente e também uma casinha anexa para abrigar a cozinha”, conta Diego.
Desde o início, segundo ele, o conceito da simplicidade do campo permeou o projeto, deixando a sofisticação para a gastronomia.
Com isso, a dupla de arquitetos trabalhou com materiais naturais, como cimento no piso, pedra na estrutura do bar e madeira no mobiliário, além de deixar as telhas aparentes no teto.
“O intuito foi criar uma atmosfera acolhedora de sítio para os visitantes se sentirem em casa”, diz o arquiteto.
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Como o terreno era muito grande em comparação ao salão de 135 m², era preciso ocupá-lo de alguma forma, então surgiu a ideia de criar uma ilha central de cerca de 12 m para abrigar a horta bem à frente do restaurante.
“Como protagonista do espaço ao ar livre, ela recebeu cadeiras para as pessoas sentarem ao redor e, durante as refeições ou tomando um drinque, essa conexão com o natural passa acontecer, inclusive com o chef colhendo temperos frescos para usar nos pratos”, conta Diego.
Outro destaque é que o casal trabalha com produtores locais, portanto, os insumos e os produtos são os mais frescos possíveis para compor o cardápio autoral, que muda segundo a sazonalidade dos ingredientes.
Com funcionamento somente nos finais de semana, o restaurante tem menu dividido em três etapas: entrada, prato principal e sobremesa.
Também há opções para compartilhar, como croquete de camarão, abacaxi e curry, burrata com tomate assado e focaccia e atum com pimenta sriracha e shari frito, entre outras.
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“Nossa proposta é uma combinação de comida, vinhos e drinques modernos, nunca esquecendo as técnicas clássicas de produção. Nosso diferencial é estarmos com um cardápio sempre em mudança, buscando todos os dias os melhores produtos e sem dúvidas localizados em um local mágico, com uma vista linda”, diz a chef Anna.
Moderna, a carta de vinhos é liderada por Lucca.
“Acreditamos que assim como nossos pratos, os vinhos devem ser modernos e leves. Nossa carta está em constante evolução, e sempre tem lugar para novos bons rótulos”, diz ele.
Dessa forma, há opções que saem do óbvio, como vinhos naturais produzidos no Brasil, na Geórgia, no Uruguai, na França e na Itália.
Já a carta de drinques é assinada pelo experiente mixologista Raphael Renaldin, com criações exclusivas, como um dos carros-chefes do restaurante, o autoral So Fresh So Clear, feito com bourbon, maracujá, mel, limão siciliano, licor 43 e orange bitters.
expresso.arq sobre artigo de Rosana Ferreira


