Tarifa zero em Balneário Camboriú pode fazer “Dubai brasileira” ter o luxo de uma cidade sem trânsito

A partir da segunda-feira (12), Balneário Camboriú é a primeira cidade com mais de 100 mil habitantes em Santa Catarina a adotar o programa tarifa zero no transporte coletivo – e a quinta maior cidade no país a aderir à política. Nada mal para um lugar que costuma ser notícia com superlativos.
A cidade dos arranha-céus, que coleciona os prédios mais altos do país e ostenta o metro quadrado mais valorizado no Brasil, tem problemas de cidade grande quando o assunto é mobilidade.
E o transporte público pode ser uma saída.
Por enquanto a tarifa zero é temporária, como explicou reportagem de Talita Catie no NSC Total.
Vale até que seja concluída a nova licitação do transporte público.
Mas a medida já havia sido recomendada pela Comissão Especial que tratou sobre o transporte público – uma bandeira que é encabeçada pelo vereador Eduardo Zanatta (PT). Ele adiantou que vai pedir a gratuidade permanente do transporte coletivo.
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No anúncio oficial do novo sistema, o prefeito Fabricio Oliveira (PL) disse que a frota é a mais recente do Estado, com wi-fi, ar condicionado, espaço para carregar o celular e aplicativo que informa a previsão de chegada dos ônibus.
– Tudo o que precisa, eficiente, tecnológico, e agora em Balneário Camboriú com tarifa zero – ressaltou.
Se conseguir “virar a chave” e estimular o uso do transporte coletivo, Balneário terá feito um golaço.
Com ruas estreitas e um volume de carros que só aumenta, a cidade enfrenta congestionamentos e falta de vagas pra estacionar.
Com terrenos supervalorizados – e ocupados – é improvável aumentar o espaço nas ruas e avenidas, especialmente na região central – uma solução que, convenhamos, já está fora de moda.
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O desafio, em Balneário Camboriú e no mundo, é incentivar o uso de transporte alternativo.
E o transporte coletivo pode ajudar nessa equação, especialmente se oferecer qualidade, qualidade e baixo custo. Melhor ainda se for gratuito.
Maricá (RJ), uma das primeiras cidades no país a implantar o modelo, em 2014, conseguiu aumentar em seis vezes o número de usuários do sistema de ônibus.
Por lá, a tarifa gratuita é subsidia pelos royalties do petróleo. Mas há outros modelos de subsídios, como o de Vargem Grande Paulista (SP), onde a tarifa é custeada pelo fundo de transporte, financiado por empresas locais.
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No mundo, o primeiro país a adotar transporte 100% gratuito foi Luxemburgo, onde desde 2020 todo o sistema público de transporte tem tarifa zero.
O motivo número um para o “experimento” foi reduzir a quantidade de carros nas ruas.
Com mais de seis carros para cada 10 habitantes, o volume era o mais alto da Europa.
A segunda razão, não menos importante, foi reduzir o impacto ambiental.
Com mais pessoas trocando o carro pelo ônibus, trem ou metrô, reduz também a emissão de gás carbônico e seus efeitos.
É uma política de ganha-ganha. Um luxo.
expresso.arq com informações de Dagmara Spautz


