Iate autossuficiente usa energia solar e água do mar para navegar

A suíça AQUON é uma nova construtora de iates que leva sustentabilidade a sério.

A criação mais recente da empresa é o AQUON One, um catamarã elétrico e luxuoso movido a energia solar que não emite poluentes.

A embarcação leva até dez passageiros e conta ainda com células de hidrogênio a bordo.

Seu grande trunfo é um sistema exclusivo desenvolvido pela fabricante que permite navegar por dias seguidos sem parar.

Ao contrário de outros modelos, que utilizam a energia gerada pelos painéis para “empurrar” motores elétricos, o AQUON também adiciona células de hidrogênio à equação, outra fonte de energia limpa que pode ser usada para manter o catamarã em movimento.

Como o iate sustentável funciona? 

  • O AQUON One possui 64 metros quadrados de painéis solares fotovoltaicos instalados no teto.
  • A energia gerada é usada para carregar um conjunto de baterias de íon-lítio.
  • As baterias, por sua vez, armazenam eletricidade usada tanto para propulsão em períodos curtos como para alimentar as acomodações do iate. 
  • A energia solar que sobra é aproveitada para converter água do mar dessalinizada em gás hidrogênio. 
  • O gás é então comprimido e armazenado em tanques de carbono.
Imagem: Divulgação/AQUON

As células de combustível também conseguem converter hidrogênio em eletricidade sempre que a demanda por energia aumenta — seja para impulsionar os dois motores elétricos ou para suprir as necessidades dos passageiros. 

Falando em impulsionar, sua velocidade de cruzeiro é de 8 nós (cerca de 15 km/h). Já a velocidade máxima é de 16 nós (quase 30 km/h).

Deck principal da embarcação. Imagem: Divulgação/AQUON

No fim da linha, as únicas emissões do iate são: água pura e calor, reaproveitados mais tarde ​​para fornecer água quente a bordo e manter as cabines aquecidas.

Capaz de criar o seu próprio combustível, o AQUON One pode navegar por três dias seguidos sem parar, afirma a fabricante.

A primeira unidade inclusive já foi vendida, no entanto, o preço do “brinquedo” não foi revelado.

expresso.arq com informações da Ilhar Digital

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