8 cozinhas integradas que convidam à convivência
Os projetos contemporâneos apostam na fluidez entre cozinha, salas de estar e jantar para criar espaços que convidam à permanência. A seguir, confira uma seleção com boas ideias de marcenaria e áreas de apoio para refeições:
Menos é mais
Com a saída dos filhos de casa, os moradores optaram por viver em um apartamento menor, com mais praticidade, porém de maneira que não impactasse na espacialidade do imóvel, localizado em Brasília, DF. O projeto de autoria do escritório CODA Arquitetura (@coda.arq), que tem como sócios Carolina Piana, Julia Coutinho e Pedro Grilo, privilegiou a área social, que ficou mais espaçosa do que a do antigo dúplex.
“A cozinha, com 17 m², foi integrada ao estar e ganhou uma ampla bancada em U para os equipamentos, além de uma parede lateral que abriga geladeira, torre de fornos e despensa”, diz Pedro. Para os acabamentos, prevaleceram tonalidades em consonância com o tom do concreto aparente.
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Leveza aérea
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Uma cozinha que se abre para a sala e para a área externa, criando uma sequência de usos. Essa foi a proposta da arquiteta Andressa Lima (@andressalimaarquitetura) para o ambiente de 27,30 m² em Goiânia, GO, orientado por materiais que seguem uma linguagem neutra e atemporal.
A pedido dos moradores, um casal com um filho de quatro anos, a cozinha deveria estimular o convívio e os encontros. “A mesa de jantar é o ponto central, pensada como lugar de permanência. Com desenho generoso, acomoda oito pessoas com conforto”, diz Andressa.
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Ela abriga na base duas cervejeiras, equipamentos de som e compartimentos para itens de bar. Interessante notar a estratégia da profissional para liberar o campo visual, por isso quase não há armários superiores.
Seleção natural
“Buscamos uma linguagem, ao mesmo tempo, rústica e contemporânea, sem recorrer a soluções óbvias”, afirma a arquiteta Maria Pia Laloni, sócia de Beatriz Barbieri, Julia Zarouk e Marcella Gavasso no escritório Voa Arquitetura (@voa.arquitetura), ao se referir à reforma que assinam no apartamento em São Paulo.
Uma sequência fluida marca sala de estar, de jantar e cozinha, unidas pelo piso de lajota cerâmica de tom terracota rosado, da Olaria São Luiz. A cozinha de 30,60 m² apresenta portas de correr de fibra natural, da Nani Chinellato, envolvidas por lâmina de madeira sucupira, que a isolam, quando necessário.
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Para a bancada, as profissionais optaram pela pedra basalto tijolo, da Tramonto Mármores, que tem veios marcantes e coloração intensa. A marcenaria exibe portas em lâmina de sucupira, executada pela MS Marcenaria, e backsplash de revestimento Block, da Colormix.
Mistura inusitada
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A cozinha, antes tímida e pouco funcional, com uma abertura tipo americana para a sala, foi completamente transformada a partir do aproveitamento da antiga circulação para a varanda. Os arquitetos Rogério Gurgel e Caio D ́Alfonso, do escritório Gurgel D ́Alfonso (@gurgeldalfonso_), criaram um eixo de ilhas, integrando a mesa de jantar.
Como os moradores são influenciadores de gastronomia e têm canais de receitas no Instagram e no YouTube, eles pediram um ambiente visualmente instigante. “Eles queriam ter superfícies diferentes para o manuseio dos alimentos, por isso fizemos a ilha em inox, a bancada anexa em quartzito vitória-régia e a mesa de jantar, acervo do casal, em madeira maciça”, conta Rogério.
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Geladeira e armários foram revestidos em latão, trazendo luz e calor à área. O pendente, da Reka, tem aletas móveis que controlam a iluminação de acordo com o uso.
Curvas suaves
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A vista para o skyline paulistano, no 42º andar, motivou a arquiteta Beatriz Quinelato (@beatrizquinelatoarquitetura) a fazer um projeto aberto, sob medida para o apartamento alugado de 75 m².
A cozinha de 28 m² foi integrada à àrea de estar e jantar também pelos acabamentos, a exemplo do piso em formato orgânico. Entre os desafios, Beatriz precisou remover o fechamento original da varanda com caixilhos, e os pilares centrais foram suavizados com a marcenaria curva.
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Já para os nichos, a profissional optou pelo revestimento na cor off-white com formato retangular. “A marcenaria integrada com formatos curvos organiza o espaço. Tudo se alinha de forma harmônica, oferecendo conforto visual e estético”, afirma Beatriz.
Conversa em roda
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O apartamento no Edifício Copan, no centro de São Paulo, tinha uma bela vista do 19º andar e a cozinha, antes nos fundos da planta, foi reposicionada para onde havia um quarto com a ideia de ocupar 20 m² do projeto assinado pelo arquiteto André Di Gregório, do Estúdio Cedo (@estudio_cedo).
“A ideia era a cozinha ser vista como parte da sala de estar, com menos peso em quantidade de armários. O uso das tábuas maciças de madeira tauari gera um lindo contraponto de tons com o concreto da estrutura”, diz André.
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Para a bancada, optou-se pelo mármore branco Espírito Santo. O móvel do piso ao teto esconde adega, cervejeira, geladeira, máquina de lavar louças e filtro.
Dia e noite
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A linguagem elegante desta cozinha de 17,20 m² em Uberlândia, MG, diz muito sobre o perfil dos moradores, um casal com dois filhos, que adora receber amigos e familiares e tem uma relação próxima com a culinária e o universo dos vinhos.
Responsável pelo projeto, o arquiteto Diogo Mendes, do escritório João de Barro Arquitetura (@estudio.jb), tinha a missão de transformar o espaço gourmet em um local capaz de atender à cocção do dia a dia e ao uso social, e ainda inserir uma churrasqueira. “Optamos por uma base neutra e atemporal, permitindo que a lâmina natural de madeira jacarandá trouxesse unidade”, diz Diogo.
O painel executado pela Fabrilis traz profundidade e sofisticação ao conjunto. “Trabalhamos com diferentes soluções, como portas de giro, pivotantes e escamoteáveis, permitindo ocultar equipamentos e áreas de apoio”, acrescenta o profissional.
Luz e protagonismo
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A ilha com base de laca e tampo de quartzito vitória-régia foi o ponto de partida para a definição da paleta desta cozinha de 16 m², assinada pelo arquiteto Ricardo Bolsi (@ricardobolsi), em Balneário Camboriú, SC.
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Integrada durante a reforma com as salas de jantar e estar, a área protagoniza momentos da família – um casal jovem, com uma filha pequena –, que gosta de cozinhar e receber. Uma alteração importante foi a abertura da janela existente, a fim de trazer mais luz natural. O elemento foi alinhado à marcenaria.
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“O painel amadeirado organiza a frente da cozinha. Quando fechado, se apresenta como um volume contínuo, mas é composto por portas com funções específicas, entre elas a de bar e até a de acesso à área de serviço”, explica Ricardo.
Claridade solar
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Uma casa leve e atemporal foi o pedido do morador, solteiro, ao arquiteto Roby Macedo (@robymacedoarquitetura) . E nesse contexto, a cozinha, de 12 m² – antes isolada–, foi integrada à área social e à varanda, tornando-se o coração do imóvel em São Luís, MA.
A amplitude permitiu criar uma bancada de mármore travertino romano com 2,90 m de extenção, ideal para o morador cozinhar e receber amigos. “Para reforçar a integração, utilizamos marcenaria em lâmina de carvalho bianco, que se estende pela parede e pelo forro, formando uma moldura e reforçando a unidade visual”, diz Roby.
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Conexão fluida
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O arquiteto Ricardo Abreu (@ricardoabreuarquiteto) encontrou o apartamento ideal para seu cliente no Largo do Arouche, centro de São Paulo. A vista privilegiada do 17º andar, o pé-direito alto e o piso em taco de peroba-rosa bem preservado o conquistaram de cara.
Em contrapartida, o layout exigia uma reforma radical. “A antiga cozinha foi totalmente integrada à sala e um grande hall existente foi incorporado. O primeiro quarto foi reduzido para dar lugar a um bar, também integrado à cozinha”, explica Ricardo. Com isso, o cômodo ficou com 47 m².
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A ilha acoplada ao pilar central faz a transição sutil de materiais entre cozinha, sala e circulação. O granito Itaúnas escovado cobre a bancada, e o porcelanato em grande formato na cor areia foi usado no backsplash.
expresso.arq com informações de Thaís Lauton


