Prédios em São Paulo são conectados por ‘ponte’ de vidro; veja fotos

A Zona Leste de São Paulo passa por uma transformação urbana que busca descentralizar a oferta de empregos, serviços e espaços de convivência para além das regiões tradicionalmente mais valorizadas da cidade. É nesse cenário que surge o Almagah 227, empreendimento projetado pelo escritório Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados como parte do Eixo Platina, plano de reestruturação urbana que vem impulsionando uma nova centralidade na região.

O projeto aposta em uma combinação cada vez mais presente nas grandes cidades: aproximar moradia, trabalho, comércio e espaços de encontro em um mesmo endereço. Para isso, o empreendimento reúne duas torres independentes, mas conectadas por uma arquitetura que busca criar unidade entre diferentes usos. De um lado, um edifício corporativo de 27 pavimentos; de outro, uma torre residencial com 25 andares. Entre elas, uma passarela elevada de vidro escuro, com 1.930 m², estabelece a principal marca visual do conjunto.

A estrutura destaca-se pela sua materialidade, com uma passarela de vidro escuro que contrasta diretamente com a tonalidade acinzentada das fachadas — Foto: Pedro Vannucchi/Divulgação
A estrutura destaca-se pela sua materialidade, com uma passarela de vidro escuro que contrasta diretamente com a tonalidade acinzentada das fachadas — Foto: Pedro Vannucchi/Divulgação

Suspensa entre o 13º e o 14º andares, a estrutura envidraçada funciona como uma espécie de elo entre os edifícios e também como um elemento de identidade para o projeto. O volume transparente contrasta com as fachadas de tonalidade acinzentada e cria diferentes percepções do conjunto conforme o olhar se desloca pela cidade. Mais do que conectar fisicamente as torres, a ponte reforça a ideia de um empreendimento híbrido, onde diferentes formas de uso convivem lado a lado.Selecione suas newsletters

Em paralelo, ao longo de todo o térreo, a base abriga espaços comerciais que se estendem ao longo da quadra, enquanto o segundo e o terceiro andares contam com áreas de coworking em conceito aberto. A solução, além de oferecer mais espaços coletivos e de convivência para o bairro, cria uma zona de transição entre o espaço público e o uso privado, incentivando a permanência e a vitalidade urbana.

Na base do arranha-céu residencial, essa plataforma conecta-se a um amplo deck com piscina e a uma área de lazer — Foto: Pedro Vannucchi/Divulgação
Na base do arranha-céu residencial, essa plataforma conecta-se a um amplo deck com piscina e a uma área de lazer — Foto: Pedro Vannucchi/Divulgação

A relação com a rua também foi uma preocupação central dos arquitetos. No térreo, espaços comerciais ocupam a extensão da quadra e ajudam a aproximar o empreendimento da vida cotidiana do bairro. Já os segundo e terceiro pavimentos abrigam áreas de coworking em conceito aberto, criando espaços compartilhados que ampliam as possibilidades de interação entre moradores, trabalhadores e visitantes.

A estratégia acompanha uma mudança no modo como novos empreendimentos são pensados nas cidades: em vez de edifícios isolados, a proposta é criar pequenos polos urbanos, capazes de gerar movimento ao longo do dia e fortalecer a conexão com o entorno.

Outro aspecto importante do projeto está no desempenho ambiental. A maior parte das fachadas utiliza o sistema de fachada ventilada, uma solução construtiva que cria uma camada de ar entre o revestimento externo de porcelanato e a estrutura da edificação. Essa circulação reduz a transferência direta de calor para o interior dos ambientes, melhora o conforto térmico e contribui para a diminuição do uso de sistemas de climatização.

A maior parte da edificação utiliza o sistema de fachada ventilada, que cria uma camada de ar entre o revestimento em porcelanato e a alvenaria — Foto: Pedro Vannucchi/Divulgação
A maior parte da edificação utiliza o sistema de fachada ventilada, que cria uma camada de ar entre o revestimento em porcelanato e a alvenaria — Foto: Pedro Vannucchi/Divulgação

Além dos benefícios para os usuários, a tecnologia também favorece uma construção mais eficiente. O sistema permite maior agilidade na execução, reduz a geração de resíduos durante a obra e resulta em uma fachada com menor necessidade de manutenção ao longo dos anos.

Com uma arquitetura que combina usos, tecnologia e integração urbana, o Almagah 227 representa uma nova fase para a Zona Leste paulistana: a de criar espaços onde viver, trabalhar e circular acontecem de maneira cada vez mais conectada.

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