Imóveis de luxo passam a vender experiências, serviços e pertencimento
A compra de um apartamento por Virgínia Fonseca em Itapema, no mesmo edifício em que Neymar também possui uma unidade, ilustra uma mudança no mercado de alto padrão, destaca O Globo. Com entrega prevista para 2028 e unidades semelhantes acima de R$ 20 milhões, o empreendimento combina valorização patrimonial com uma proposta de moradia associada a conforto, privacidade e serviços. A localização continua central, mas já não funciona sozinha como argumento de venda.
Moradia se conecta à identidade
Segundo o incorporador Thiago Castilho, ouvido pelo jornal, compradores de alto padrão procuram projetos que reúnam tecnologia, qualidade construtiva, segurança, áreas de convivência e facilidades para a rotina. O imóvel passa a representar também identidade e estilo de vida. Essa lógica ajuda a explicar por que serviços compartilhados, espaços de bem-estar e ambientes para receber convidados ganharam peso nos projetos.
Segunda residência acompanha novos usos
As segundas residências também deixaram de ser pensadas apenas para temporadas específicas. Famílias buscam imóveis capazes de atender diferentes momentos do ano, trabalho remoto, encontros e períodos prolongados de permanência. A escolha passa a considerar acesso, lazer, segurança, comunidade e a possibilidade de manter vínculos com o empreendimento mesmo quando o proprietário está distante.
Experiência precisa gerar valor duradouro
A tendência influencia a concepção de condomínios, mas exige cautela na avaliação. Amenidades sofisticadas podem elevar custos de construção e condomínio; por isso, o diferencial precisa ser percebido pelo comprador e sustentar liquidez ao longo do tempo.
Localização e arquitetura permanecem pilares, enquanto serviços, tecnologia e experiências funcionam como camadas adicionais de valor — especialmente em mercados de segunda residência e destinos de luxo.
expresso.arq com informações de Nathalia Costeira


