6 casas que grandes arquitetos brasileiros projetaram para chamar de lar

Entre tantas obras que se tornaram referência, alguns arquitetos brasileiros também deixaram marcas profundas nas casas que projetaram para si. Nessas residências — concebidas, construídas e habitadas por eles — é possível perceber não apenas soluções arquitetônicas, mas também memórias, afetos e escolhas que revelam modos muito particulares de viver.

O arquiteto André Braz resume bem essa relação: “A casa de um arquiteto quase sempre é uma autobiografia construída. É onde técnica e afeto se misturam. Cada uma dessas residências revela muito sobre quem as projetou”. Para ele, erguer a própria morada é um sonho comum entre profissionais da área. “É um ato íntimo e ao mesmo tempo técnico, uma mistura de tensão e muito amor, porque é o lugar onde teoria e vida se encontram.”

A arquiteta Ana Sawaia acrescenta que, mais do que autobiografias, essas construções expressam uma liberdade projetual rara: “Elas se constroem com maior liberdade, fluidez dos espaços, integração entre ambientes e a compreensão da estrutura como parte indissociável da arquitetura”. Já para a arquiteta Jade Arantes, cada uma dessas residências é também um registro histórico: “Cada obra entregue é um símbolo vivo de uma época, de uma sociedade e de um conjunto de pensamentos”.

A seguir, conheça endereços onde a intimidade se transform uem linguagem e a arquitetura se revela como autobiografia.

Casa Butantã – Paulo Mendes da Rocha

A Casa Butantã, projetada por Paulo Mendes da Rocha para sua família, corresponde a uma das duas casas vizinhas concebidas pelo arquiteto. A outra residência foi desenhada especialmente para sua irmã — Foto: Nelson Kon/Divulgação
A Casa Butantã, projetada por Paulo Mendes da Rocha para sua família, corresponde a uma das duas casas vizinhas concebidas pelo arquiteto. A outra residência foi desenhada especialmente para sua irmã — Foto: Nelson Kon/Divulgação

Situada em uma encosta no bairro do Butantã, na zona oeste de São Paulo, a Casa Butantã — também conhecida como Casa Paulo Mendes da Rocha — foi a residência do arquiteto entre as décadas de 1970 e 1990.

Os quartos da Casa Butantã são setorizados por divisórias que não alcançam o teto, criando uma comunicação entre os ambientes — Foto: Nelson Kon/Divulgação
Os quartos da Casa Butantã são setorizados por divisórias que não alcançam o teto, criando uma comunicação entre os ambientes — Foto: Nelson Kon/Divulgação

Erguida na metade de dois imóveis idênticos e vizinhos, a casa de Paulo é separada da residência de sua irmã por um talude ajardinado sob o qual passa um túnel de ligação. Sem muros ou grades, ambas eram protegidas apenas pela própria contenção de terra que as envolve, reforçando a integração com o terreno e com a paisagem — marca constante na obra do arquiteto.

Concreto é o principal material deste projeto, e foi usado nas paredes, divisórias, escada, pilares e mesmo no mobiliário — Foto: Nelson Kon/Divulgação
Concreto é o principal material deste projeto, e foi usado nas paredes, divisórias, escada, pilares e mesmo no mobiliário — Foto: Nelson Kon/Divulgação

Em entrevista à Casa e Jardim, em 1968, Paulo Mendes da Rocha explicou a ideia central do projeto: “É a rejeição do supérfluo em favor da beleza, da limpidez das formas e da clara intenção plástica. A mobília funciona como equipamento complementar e aparece naturalmente a partir do espaço que decorre do desenho, já adequadamente organizado. Alguns desses espaços estão tão marcados que certas peças participam do próprio projeto, como por exemplo planos de trabalho, bancos e mesas. Assim, a casa é comunicante, porque faz o espaço render o máximo e se definir com nitidez”.

A Casa Butantã, como outros projetos de Paulo Mendes da Rocha, funcionou como um ensaio lúdico no qual ele pôde experimentar — Foto: Nelson Kon/Divulgação
A Casa Butantã, como outros projetos de Paulo Mendes da Rocha, funcionou como um ensaio lúdico no qual ele pôde experimentar — Foto: Nelson Kon/Divulgação

Casa de vidro – Lina Bo Bardi

Casa de Vidro, primeiro projeto de Lina Bo Bardi no Brasil, fica localizada em área nobre do Morumbi, pouco densa e muito arborizada — Foto: Flickr/Victortsu/Creative Commons
Casa de Vidro, primeiro projeto de Lina Bo Bardi no Brasil, fica localizada em área nobre do Morumbi, pouco densa e muito arborizada — Foto: Flickr/Victortsu/Creative Commons

Primeiro projeto construído no Brasil pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, a Casa de Vidro — também chamada de Casa dos Bardi ou Casa do Morumby — foi o lar da arquiteta e de seu marido, Pietro Maria Bardi, por quatro décadas. Hoje, o icônico volume suspenso entre as árvores abriga o Instituto Bardi, no Morumbi, em São Paulo.

Os pilotis que sustentam a Casa de Vidro são tubos de aço preenchidos por concreto, um exemplo do olhar inovador de Lina Bo Bardi sobre a técnicas construtivas — Foto: Flickr/Victortsu/Creative Commons
Os pilotis que sustentam a Casa de Vidro são tubos de aço preenchidos por concreto, um exemplo do olhar inovador de Lina Bo Bardi sobre a técnicas construtivas — Foto: Flickr/Victortsu/Creative Commons

Concebida para muito além de uma simples residência, a Casa de Vidro funcionava como uma extensão natural do pensamento criativo do casal e do universo do MASP, projeto idealizado por ambos. Era ali que os Bardi trabalhavam: Pietro na direção do museu e Lina em atividades editoriais, no desenho de exposições, na criação de instalações e no ensino a estudantes paulistanos e estrangeiros que buscavam recomeçar após a Segunda Guerra.

Segundo André Braz, a casa de Lina Bo Bardi é “quase um manifesto sobre transparência e relação direta com a paisagem. Quando comparamos as fotos da construção com sua implantação atual, percebemos como a natureza se tornou parte inseparável do projeto”.

Desenho da Casa de Vidro, vista e perspectiva, caneta esferográfica sem data, hidrografia, grafite sobre papel offset — Foto: Instituto Bardi/Divulgação
Desenho da Casa de Vidro, vista e perspectiva, caneta esferográfica sem data, hidrografia, grafite sobre papel offset — Foto: Instituto Bardi/Divulgação

A moraada também nasceu com uma vocação pedagógica. Lina imaginava o espaço como residência artística para professores do Instituto de Arte Contemporânea, integrando vida doméstica e experimentação cultural. Paralelamente, o imóvel serviria como uma espécie de “mostruário” para revelar o potencial do então incipiente bairro do Morumbi — à época ainda tomado por chácaras e plantações de chá.

A princípio, a Casa de Vidro seria uma extensão do Instituto de Artes Contemporâneas do MASP, mas o projeto depois abraçou um contexto doméstico. Foto de 1951 — Foto: Instituto Bardi/Peter Scheier/Divulgação
A princípio, a Casa de Vidro seria uma extensão do Instituto de Artes Contemporâneas do MASP, mas o projeto depois abraçou um contexto doméstico. Foto de 1951 — Foto: Instituto Bardi/Peter Scheier/Divulgação

No fim dos anos 1980, conscientes da importância histórica e simbólica de sua obra, os Bardi dedicaram-se a preservar esse legado. Em 1987, eles próprios solicitaram ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) o tombamento da casa e de seu acervo móvel, pedido aprovado no mesmo ano.

Assim, a Casa de Vidro manteve-se não só como um marco da arquitetura moderna, mas também como testemunho vivo da forma como Lina e Pietro escolheram habitar, criar e dialogar com o mundo.

Casa Zalszupin – Jorge Zalszupin

A Casa Zalszupin, onde o arquiteto e designer morou por quase 60 anos, combina traços do modernismo brasileiro e referências escandinavas — Foto: Ruy Teixeira/Divulgação
A Casa Zalszupin, onde o arquiteto e designer morou por quase 60 anos, combina traços do modernismo brasileiro e referências escandinavas — Foto: Ruy Teixeira/Divulgação

Projetada em 1960 e concluída em 1962, a residência Zalszupin foi o lar do arquiteto e designer Jorge Zalszupin por quase seis décadas. Mais do que uma casa, tornou-se a materialização de seu olhar: um encontro entre o Brasil que escolheu como pátria e a herança estética que trouxe da Europa.

Na foto, a exposição (entre)tempos, um tributo ao Jorge Zalszupin que aconteceu na Casa Zalszupin  — Foto: Ruy Teixeira/Divulgação
Na foto, a exposição (entre)tempos, um tributo ao Jorge Zalszupin que aconteceu na Casa Zalszupin — Foto: Ruy Teixeira/Divulgação

Com paredes de estuque bruto e teto curvo de madeira, o imóvel foi transformado em 2021 pela ETEL — responsável pela reedição do mobiliário do arquiteto — em um espaço cultural dedicado a preservar e difundir o legado do polonês radicado no Brasil. A intenção é que, no futuro, a casa se torne a sede do Instituto Jorge Zalszupin, reunindo pesquisa, documentação e experiências imersivas em torno de sua obra.

Mostra L'Atelier traz o mobiliário de Jorge Zalszupin em diálogo com obras concretas e neoconcretas — Foto: Cortesia ETEL/Ruy Teixeira/Divulgação
Mostra L’Atelier traz o mobiliário de Jorge Zalszupin em diálogo com obras concretas e neoconcretas — Foto: Cortesia ETEL/Ruy Teixeira/Divulgação

Casa Modernista – Gregori Warchavchik

A Casa Modernista da Rua Santa Cruz, na Vila Mariana, em São Paulo, foi o lar do arquiteto Gregori Warchavchik e sua família até a década de 1970 — Foto: Miajf1993/Wikimedia Commons
A Casa Modernista da Rua Santa Cruz, na Vila Mariana, em São Paulo, foi o lar do arquiteto Gregori Warchavchik e sua família até a década de 1970 — Foto: Miajf1993/Wikimedia Commons

Projetada em 1927 e construída no ano seguinte, a Casa Modernista marcou não apenas a vida do arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik e de sua esposa, Mina Klabin — que ali viveram até 1970 —, mas também um ponto de virada na arquitetura brasileira. Considerada a primeira residência modernista do país, ela inaugurou um novo modo de morar, rompendo com os excessos decorativos que dominavam a época.

A ornamentação comum na época deu lugar a volumes prismáticos brancos na fachada da Casa Modernista — Foto: Acervo do Museu da Cidade de São Paulo/Divulgação
A ornamentação comum na época deu lugar a volumes prismáticos brancos na fachada da Casa Modernista — Foto: Acervo do Museu da Cidade de São Paulo/Divulgação

A casa apresenta dois volumes prismáticos brancos, formas simples e limpas que soavam ousadas para a época — e que chegaram a provocar críticas justamente pela ausência de ornamentos. O jardim, projetado por Mina Klabin, também foi inovador: um dos primeiros a valorizar espécies tropicais em um desenho integrado à arquitetura, antecipando uma estética que só se consolidaria décadas mais tarde.

Para Ana Sawaia, a Casa Modernista foi a primeira obra verdadeiramente radical da arquitetura moderna no Brasil, por “romper de forma clara com os modelos ecléticos dominantes, introduzindo uma nova linguagem baseada na simplicidade dos volumes, na ausência de ornamentos e na racionalidade construtiva”.

O jardim, projetado por Mina Klabin, também foi inovador: um dos primeiros a valorizar espécies tropicais — Foto: Flickr/Márcio Diniz/Creative Commons
O jardim, projetado por Mina Klabin, também foi inovador: um dos primeiros a valorizar espécies tropicais — Foto: Flickr/Márcio Diniz/Creative Commons

Com o passar dos anos, o imóvel passou por algumas intervenções, mas sua importância histórica sempre falou mais alto. Em 1984, foi tombado pelo Condephaat, seguido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e, posteriormente, pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).

Hoje integra o conjunto das 11 casas do Museu da Cidade de São Paulo, preservando — em volumes, jardins e ideias — o início do modernismo no Brasil.

Projetada em 1927 e construída um ano depois, a Casa Modernista é a primeira residência moderna do país — Foto: Acervo do Museu da Cidade de São Paulo/Divulgação
Projetada em 1927 e construída um ano depois, a Casa Modernista é a primeira residência moderna do país — Foto: Acervo do Museu da Cidade de São Paulo/Divulgação

Casa Vilanova Artigas – João Batista Vilanova Artigas

O teto inclinado é destaque da casa erguida em 1949 por Vilanova Artigas  — Foto: Refúgios Urbanos/Rafa D’Andrea/Divulgação
O teto inclinado é destaque da casa erguida em 1949 por Vilanova Artigas — Foto: Refúgios Urbanos/Rafa D’Andrea/Divulgação

Construída em 1949, a casa onde viveu João Batista Vilanova Artigas — um dos nomes centrais da Escola Paulista — nasceu como um projeto íntimo e experimental, no qual o arquiteto pôde explorar, sem amarras, os princípios que viriam a marcar sua obra. Mais do que morada, o espaço funcionava como um laboratório de ideias: ali, ele testou soluções espaciais, materiais e proporções que depois ganhariam escala em edifícios icônicos, como a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo (FAU-USP).

O piso vermelho original e as grandes aberturas de vidro são destaque da casa de Vilanova Artigas — Foto: Refúgios Urbanos/Rafa D’Andrea/Divulgação
O piso vermelho original e as grandes aberturas de vidro são destaque da casa de Vilanova Artigas — Foto: Refúgios Urbanos/Rafa D’Andrea/Divulgação

Ao longo de quase sete décadas, a casa acompanhou os diferentes ciclos da família e da própria cidade. Mesmo com reformas pontuais, sua essência permaneceu preservada, mantendo vivo o espírito modernista do arquiteto. Após a saída dos moradores em 2016, o imóvel passou por um criterioso processo de revitalização e, reconhecido por sua importância para a história da arquitetura brasileira, foi tombado e transformado, em 2019, no Instituto Casa Artigas — um centro cultural dedicado à pesquisa, à memória e à difusão de sua obra.

Interiores da segunda casa ainda com a mobília original. As paredes de tijolinhos e a lareira esculpida se destacam no que antes era a sala de estar — Foto: Nelson Kon/Divulgação
Interiores da segunda casa ainda com a mobília original. As paredes de tijolinhos e a lareira esculpida se destacam no que antes era a sala de estar — Foto: Nelson Kon/Divulgação

Hoje, o espaço pulsa com exposições, debates e eventos que valorizam o patrimônio arquitetônico, o design e as artes visuais. O Café Artigas, instalado no pátio e envolto pelo paisagismo originalmente concebido por Virgínia Artigas, esposa do arquiteto, cria um ambiente plenamente integrado ao jardim. Já o antigo escritório de Artigas, onde tantas ideias foram gestadas, ganhou nova função e agora abriga uma sala de reuniões.

O teto inclinado é destaque da segunda casa erguida em 1949 por Vilanova Artigas e sua família — Foto: Nelson Kon/Divulgação
O teto inclinado é destaque da segunda casa erguida em 1949 por Vilanova Artigas e sua família — Foto: Nelson Kon/Divulgação

Casa das Canoas – Oscar Niemeyer

Construída entre 1950 e 1954, a Casa das Canoas foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer para ser sua residência familiar na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro — Foto: Dmitri Kessel/Life Magazine/Google Arts&Culture
Construída entre 1950 e 1954, a Casa das Canoas foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer para ser sua residência familiar na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro — Foto: Dmitri Kessel/Life Magazine/Google Arts&Culture

Projetada por Oscar Niemeyer para ser sua residência familiar, a Casa das Canoas foi construída entre 1950 e 1954 e se tornou uma das obras residenciais mais emblemáticas do século 20. Nela, o arquiteto experimentou com total liberdade aquilo que sempre defendeu: uma arquitetura que não se impõe à natureza, mas dialoga com ela. A casa marca um período de maturidade em sua produção, caracterizado por curvas fluidas, transparência e sinuosidade.

O grande símbolo da residência — e o que melhor traduz sua essência é a rocha monumental incorporada à planta, atravessando o espaço como se a casa tivesse emergido a partir dela — Foto: Leonardo Finotti/Divulgação

O grande símbolo da residência — e o que melhor traduz sua essência é a rocha monumental incorporada à planta, atravessando o espaço como se a casa tivesse emergido a partir dela — Foto: Leonardo Finotti/Divulgação

Localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a residência foi pensada para se encaixar no terreno acidentado e na vegetação tropical, sem grandes alterações topográficas. Em vez de dominar o sítio, Niemeyer deixa que a paisagem dite o partido arquitetônico: o volume principal, leve e delicado, parece pousar sobre o jardim, enquanto a cobertura curva acompanha o desenho orgânico do entorno. A casa é quase um mirante: paredes envidraçadas integram interior e exterior, reforçando o caráter contemplativo do projeto.

A Casa das Canoas é um marco preservado da arquitetura moderna brasileira — Foto: Nelson Kon / Divulgação
A Casa das Canoas é um marco preservado da arquitetura moderna brasileira — Foto: Nelson Kon / Divulgação

O grande símbolo da residência — e o que melhor traduz sua essência — é a rocha monumental incorporada à planta, atravessando o espaço como se a casa tivesse emergido a partir dela. O desenho do pátio, da piscina e do paisagismo de Roberto Burle Marx acentua ainda mais esse diálogo entre construção e natureza, tornando o conjunto uma síntese da parceria célebre entre arquiteto e paisagista. Hoje, a Casa das Canoas é um marco preservado da arquitetura moderna brasileira.

O teto sinuoso da casa, sustentado por pilares finos, destaca o fluxo orgânico da construção — Foto: Caio Reisewitz/Instituto Moreira Salles/Google Arts&Culture
O teto sinuoso da casa, sustentado por pilares finos, destaca o fluxo orgânico da construção — Foto: Caio Reisewitz/Instituto Moreira Salles/Google Arts&Culture

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