Itália retoma planos de construir a maior ponte suspensa do mundo; veja como será

Itália tem planos de construir a maior ponte suspensa do mundo; confira — Foto: Divulgação/Webuild Image Library
Itália tem planos de construir a maior ponte suspensa do mundo; confira — Foto: Divulgação/Webuild Image Library

O governo italiano decidiu retomar o projeto de construir uma ponte para ligar a região da Sicília ao continente através do Estreito de Messina – com 3,2 quilômetros de extensão, ela seria considerada a maior ponte suspensa do mundo.

Os planos de conectar os dois espaços vem desde o período da República Romana: em 252 a.C., o cônsul Metellus amarrou barris e madeira para mover 100 elefantes de guerra de Cartago para Roma, segundo documentado por Plínio, o Velho.

A ideia ressurgiu na atualidade em 2006, quando a licitação para a construção da ponte foi concedida a um consórcio liderado pela empresa italiana Salini Impregilo, hoje denominada Webuild.

Porém, o projeto foi pausado após o início do mandato de Romano Prodi como primeiro-ministro, que o considerou um desperdício de dinheiro e um risco ao meio ambiente.

Agora, o plano foi retomado após o projeto ter sido revivido por Matteo Salvini, Ministro dos Transportes, e aprovado pela atual primeira-ministra Giorgia Meloni.

A ponte terá 3,2 quilômetros de extensão  — Foto: Divulgação/Webuild Image Library
A ponte terá 3,2 quilômetros de extensão — Foto: Divulgação/Webuild Image Library

Mesmo tendo processado o governo após quebra de contrato, a Webuild continua sendo o nome mais cotado para dar seguimento a construção da ponte – inclusive, o diretor de engenharia do grupo, Michele Longo, foi convidado ao parlamento para falar sobre o plano revivido em 18 de abril.

Segundo ele, apenas a fase de construção contribuiria com 2,9 bilhões de euros (cerca de R$ 15,7 bilhões) para o PIB nacional, além de empregar 100 mil pessoas e 300 fornecedores.

Estima-se que serão necessários seis anos para que a construção da ponte seja feita.

O custo do projeto é de 4,5 bilhões de euros (cerca de R$ 24,5 bilhões) apenas para a ponte e 6,75 bilhões de euros (cerca de R$ 36,7 bilhões) para a infraestrutura para apoiá-la em ambos os lados, o que inclui a atualização de ligações rodoviárias e ferroviárias, a construção de terminais e o trabalho de preparação na terra e no fundo do mar para “reduzir os riscos hidrogeológicos” durante a construção, de acordo com o plano apresentado ao Ministério dos Transportes.

No projeto da Webuild, a ponte seria construída a 74 metros acima do nível do mar e permitiria um canal de navegação de 600 metros.

Ainda, ela seria composta por três faixas de veículos em cada direção e linhas de trem no meio. Sob o plano atual, 6 mil carros e caminhões poderiam passar por hora e 200 trens por dia.

Problemas no caminho

A ponte será composta por três faixas de veículos em cada direção e linhas de trem no meio — Foto: Divulgação/Webuild Image Library
A ponte será composta por três faixas de veículos em cada direção e linhas de trem no meio — Foto: Divulgação/Webuild Image Library

Porém, o projeto pode sofrer com uma resistência: a presença da máfia do sul da Itália, que se alimentam da pobreza e do subdesenvolvimento da região.

Segundo depoimento de informantes, Matteo Messina Denaro, chefe do Cosa Nostra que foi preso após 30 anos foragido na Sicília, era contra a construção da ponte, assim como outros chefes da máfia.

Além disso, o Estreito de Messina conta com águas turbulentas e, de acordo com o estudo realizado pela Webuild, o tabuleiro da ponte teria que ser construído para suportar ventos de até 300 km/h.

Ainda, o estreito fica ao longo de uma linha de falha, onde ocorreu um terremoto de magnitude 7.1 em 1908, responsável pela morte de mais de 100 mil pessoas e pela geração de tsunamis que devastaram as áreas costeiras da Calábria e da Sicília.

Para completar, ambientalistas afirmam que a ponte traria prejuízos para o terreno e a vida selvagem presente no Estreito de Messina, que conta com uma das maiores concentrações de biodiversidade do mundo.

expresso.arq sobre artigo de Casa Vogue

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