Prédio inspirado em arquitetura de Los Angeles está com obras abandonadas há mais de 25 anos em Goiânia
Na década de 1950, a cidade de Los Angeles recebia a implantação de um edifício de 13 andares projetado pelo arquiteto Louis Naidorf, da Welton Becket Associates.
O marco da cidade ficou conhecido como Capitol Records Tower, e foi o primeiro prédio de escritórios em formato circular.
Apesar da pouca altura, a arquitetura inusitada chama atenção daqueles que visitam a Cidade dos Anjos.
A ideia para a construção girou em torno do mundo musical.
Os toldos largos e curvos que cobrem as janelas de cada andar foram sobrepostos por um pico alto emergindo sobre o topo do edifício.
A espécime de agulha funciona como se fixasse uma pilha de registros musicais em uma plataforma giratória.
O primeiro andar em formato retangular funciona como uma estrutura a parte, sendo unida à torre após a conclusão da mesma.
Segundo estudos realizados pelo arquiteto Matheus Vaz, graduado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), o projeto do “Redondo da Araguaia” teve suas bases ideológicas fundadas na apaixonante construção do prédio da Capital Records.


A localização escolhida foi o Centro de Goiânia.
Na esquina da Rua 2, na Avenida Araguaia, o projeto de um prédio laboratorial circular começou a ganhar forma na década de 1990.
Os donos do local tinham como objetivo a implementação de salas comerciais para profissionais da área da saúde.
Iniciada em 1994, a obra foi interrompida pela construtora no final de 1995.
O motivo seria a falta de pagamentos por parte do proprietário do prédio.
Com o Centro de Goiânia se tornando, cada vez mais, uma área de intenso fluxo comercial, as taxas para novas construções também aumentaram de forma significativa.
O dono do local possuía muitos investimentos vinculados ao dólar.
Na época, a estabilização do plano Real, e as mudanças de valores para os investidores da região central da cidade, impactaram a renda dele.
O investimento para o prédio já não fazia mais parte de sua realidade.
A situação em que o prédio foi deixado corresponde a cerca de 30% do pagamento necessário para o desenvolvimento da obra na época.
Mesmo sem uso por, aproximadamente, duas décadas, o edifício ainda é estável e pode receber o uso que seus donos quiserem.
No ano de 2012, o local foi adquirido por uma imobiliária que reuniu engenheiros para análise do local.
Em 2018, o local foi iluminado com as cores da bandeira LGBTQIA+ em função da Parada Gay que acontece na região da Avenida Araguaia, anualmente.
No dia 7 de setembro de 2022, o local recebeu bandeiras nas cores verde e amarelo, apontadas como parte da comemoração da Independência do Brasil.


expresso.arq sobre artigo de Júlia Maccedo


