Entre o mar e a selva, esta casa de praia no México busca recriar a simplicidade de uma cabana

Situada na cidade litorânea de Zihuatanejo, no México, esta casa responde à paisagem ao seu redor, onde o mar se transforma em um horizonte infinito, enquanto uma porção de selva ocupa o terreno com uma presença quase sagrada. Projetada pelo escritório mexicano HW Studio, a residência busca estabelecer uma relação direta com o entorno.

Dessa forma, o escritório trabalhou o projeto a partir de três elementos essenciais: piso, teto e sombra, evocando com uma simplicidade que transforma o espaço em um refúgio diante do caos metropolitano.

A casa, pautada por linhas retas e tonalidades claras, busca a simplicidade de uma enramada, um abrigo simples sob uma cobertura. Assim, o espaço permite vivenciar a condição elementar de habitar: estar sob uma sombra, protegido da chuva e do sol, enquanto a paisagem vive ao seu redor. Aqui, o horizonte é a condição que concebe a casa, em vez de uma simples vista.

Arquitetura opta por tonalidades neutras para integrar a residência à paisagem

A materialidade não busca representar a paisagem, mas estabelecer uma continuidade sensorial com ela — Foto: César Béjar/Divulgação
A materialidade não busca representar a paisagem, mas estabelecer uma continuidade sensorial com ela — Foto: César Béjar/Divulgação

A cor e textura do piso evocam a areia da praia que cerca a moradia, como se esta tivesse encontrado uma maneira de prolongar sua relação com o terreno. Porém, a materialidade não busca representar a paisagem, mas estabelecer uma continuidade sensorial com ela.

A cor e textura do piso evocam a areia da praia que cerca a moradia, como se esta tivesse encontrado uma maneira de prolongar sua relação com o terreno — Foto: César Béjar/Divulgação
A cor e textura do piso evocam a areia da praia que cerca a moradia, como se esta tivesse encontrado uma maneira de prolongar sua relação com o terreno — Foto: César Béjar/Divulgação

Já nas paredes, o branco faz referência às flores das nove árvores de plumeria, também conhecidas como jasmim-manga, que cercam a moradia. A espécie é conhecida por suas flores brancas, com centro amarelo e bastante perfumadas.Selecione suas newsletters

Seguindo o traçado da via adjacente, a estrutura estabelece um limite entre a residência e a rua, ao mesmo tempo que conduz os moradores à entrada — Foto: César Béjar/Divulgação
Seguindo o traçado da via adjacente, a estrutura estabelece um limite entre a residência e a rua, ao mesmo tempo que conduz os moradores à entrada — Foto: César Béjar/Divulgação

Vista da rua, a edificação de 497 m² apresenta-se como um volume branco e minimalista, predominantemente contido, acompanhado por uma única parede curva de concreto. Seguindo o traçado da via adjacente, a estrutura estabelece um limite entre a residência e a rua, ao mesmo tempo que conduz os moradores à entrada. A vegetação, as rochas e as variações topográficas ajudam a resguardar a casa em relação ao entorno.

O caminho, por sua vez, conduz a um pátio circular cercado por paredes brancas. Ali, a paisagem reaparece acima dos muros — Foto: César Béjar/Divulgação
O caminho, por sua vez, conduz a um pátio circular cercado por paredes brancas. Ali, a paisagem reaparece acima dos muros — Foto: César Béjar/Divulgação

O caminho conduz a um pátio circular cercado por paredes brancas. Ali, a paisagem reaparece acima dos muros, enquanto a arquitetura passa a ser uma maneira de direcionar o olhar para a paisagem.

Na área interna, a simplicidade permanece, quase como uma ode à beleza incomparável da natureza que cerca a residência — Foto: César Béjar/Divulgação
Na área interna, a simplicidade permanece, quase como uma ode à beleza incomparável da natureza que cerca a residência — Foto: César Béjar/Divulgação

Na área interna, a simplicidade permanece, quase como uma ode à beleza da natureza que cerca a residência. Com mobiliário modular e com tonalidades neutras, o que brilha é o entorno, visto a partir das janelas de vidro, que permitem encontrar a linha do mar e as áreas rochosas da cidade litorânea. Ainda, a pequena piscina, integrada à sala de estar, não compete com a magnitude do mar à sua frente.

A pequena piscina, integrada à sala de estar, amplia a relação com a área externa de praia  — Foto: César Béjar/Divulgação
A pequena piscina, integrada à sala de estar, amplia a relação com a área externa de praia — Foto: César Béjar/Divulgação

Portanto, a casa não busca reproduzir a natureza, nem desaparecer completamente nela, procurando construir uma relação precisa com o terreno por meio de algumas operações: conter, percorrer, subtrair e abrir.

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