6 áreas externas que fazem você querer ficar do lado de fora
Em meio à rotina acelerada, a área externa ganha cada vez mais protagonismo como espaço de descanso e convivência. Em casas e coberturas, projetos de paisagismo apostam em diferentes combinações de espécies e soluções de cultivo para criar ambientes convidativos, pensados para desacelerar e aproveitar o contato com a natureza.
HORIZONTE TROPICAL
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Na varanda, cadeiras ‘de praia’ da Breton e sofá da Way Design. A mesa de centro é revestida com azulejos da série ‘Panacea Phantastica’, da artista plástica Adriana Varejão, comprados diretamente em seu ateliê. Tapete da Mãos do Oriente — Foto: Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do arquiteto Henrique Ramalho, com paisagismo e Karyne Lima
Na cobertura de 220 m², no bairro da Lagoa, Rio de Janeiro, reformada pelo arquiteto Henrique Ramalho (@henriqueramalhoarquitetura) palmeira rabo-de-raposa, guaimbê, alpínia e maranta-charuto se integram à vista, sem comprometê-la. “Consideramos a incidência de vento e sol característicos de coberturas na zona sul carioca, priorizando espécies resilientes, com boa adaptação e baixa necessidade de manutenção”, conta a paisagista Karyne Lima (@karynelima_paisagista).
CAMUFLAGEM NATURAL
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A casa de 620 m² no Alto de Pinheiros, em São Paulo, foi reformada pelo escritório Bossa Arquitetura (@bossaarquitetura), com paisagismo de Bia Abreu (@biaabreu_paisagismo). Palmeiras-de-macarthur, estrelítzias, marantas-charuto e pleomeles-verdes criam uma composição volumétrica dinâmica, que suaviza os muros e amplia a presença do verde nos ambientes internos. “Em áreas sem solo natural, foram implantadas floreiras de fibra de vidro, retas e curvas, com altura padrão de 50 cm, garantindo volume adequado de substrato para o pleno desenvolvimento das raízes”, diz Bia.
CENÁRIO MUTÁVEL
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A transformação do dúplex de 260 m², em São Conrado, no Rio de Janeiro, focou na otimização das áreas de convivência. No segundo pavimento, a piscina-spa foi inserida no deque de ipê, envolvida por vasos soltos com palmeira-veitchia, costela-de-adão, ravenala, maranta-charuto e palmeira-triangular. “Isso evita problemas com raízes na laje e infiltração, questões críticas em coberturas, além de oferecer flexibilidade: o layout pode ser reconfigurado conforme o uso do espaço”, explica a arquiteta e moradora Tainá Binato (@tainabinato).
ENCONTRO VIVO
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Na casa de 1 mil m² no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, a área gourmet reforça o espírito de receber que norteou o projeto do escritório Escala Arquitetura (@escalarquiteturarj). “Onde quer que moremos, é essencial contemplar o verde. Dali, é possível visualizar o morro e as palmeiras — um verdadeiro privilégio. Por isso, buscamos integrar o jardim ao entorno, como uma moldura para essa vista”, afirma a paisagista Maritza de Orleans e Bragança (@maritzaorleans_mtzpaisagismo). Nas jardineiras, íris-da-praia, moreia-branca, filodendro-wilsoni, liriope-verde e russélia-vermelha.
PASSAGEM VERDE
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Desenhada pela arquiteta Solange Cálio (@solangecalioarquitetos) a casa em L de 517 m², em Catanduva, interior de SP, permite chegar à área de lazer sem passar por muitos cômodos. “Os melhores resultados surgem quando paisagismo e arquitetura são desenvolvidos juntos, incluindo implantação, orientação, relações entre interior e exterior e materiais de acabamento”, defende o paisagista Luciano Fiaschi, do LF Paisagismo (@lfpaisagismo). Pisadas de cimento artesanal, com agregados de gnaisse e tiras de ardósia, levam à área de estar, em parte rebaixada do terreno, que, no futuro, ficará à sombra dos ipês-amarelos. Próximo à piscina, bromélia-imperial e maranta-charuto.
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FORMA ESCULTURAL
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O quadriplex de 600 m², na Vila Olímpia, em São Paulo, passou por uma reforma profunda coordenada pelo escritório Drops Arquitetura (@dropsarquitetura). Na varanda externa, a piscina foi realocada e revestida de mármore travertino, assim como o piso. A paisagista Letícia Bononi (@leticiabononipaisagismo) optou pelo cultivo de jasmim-manga, filodendro-ondulado, guaimbê e íris-da-praia em floreiras de aço inox. “A pedido da moradora, é um jardim rústico, que demanda pouca manutenção e não perde folhas, uma vez que se trata de um espaço de convivência com piscina”, explica.
expresso.arq com informações de Aline Melo


