As commodities, mais uma vez

A busca pela redução do consumo de combustíveis fósseis e o investimento em energia limpa têm ganhado cada vez mais espaço no mercado financeiro global.

A transição energética tem trazido uma série de desafios, mas estar bem posicionado diante da mudança pode ser uma boa oportunidade de investimento.

Em 2021, o Índice de Commodities do Banco Central (IC-BR) registrou aumento de 50,7%. No ano anterior, o indicador já havia subido quase 29%.

De acordo com a autoridade monetária, o segmento que mais subiu no IC-BR no ano passado foi o de energia, com alta de 73,89%.

Se depender da expectativa de gestores, o recurso seguirá a tendência de alta.

“A energia vai custar mais e eu não sei de onde ela virá”, afirmou Ruy Alves, gestor de global macro da Kinea.

“Mas você quer investir? Compre energia. Você será bem recompensado por isso”.

Alves manifestou preocupação com a condução da transição energética que, aliada às consequências da pandemia, tem gerado interrupções na cadeia de suprimentos, escassez de energia e preços em alta.

“Não podemos limitar a oferta. Temos de agir na demanda. Se limitar a oferta e diz que não investe em petróleo, e a demanda está ali presente, alguém vai pagar por isso”, alertou, referindo-se ao estabelecimento de limites para a produção do petróleo. 

Que outras commodities valem a pena?

Na avaliação de Ylan Adler, gestor de commodities da SPX Capital, a parte de commodities metálicas é um componente fundamental para a transição energética em discussão e vê oportunidades principalmente em cobre e alumínio.

“Nós não vamos conseguir entregar todas as metas de transição energética sem gerar preços mais altos de commodities metálicas”, projetou.

No curto prazo, o gestor “aposta” no alumínio, material presente cada vez mais, por exemplo, na indústria dos veículos elétricos.

“O alumínio sozinho consome quase 10% da energia total da China. É uma commodity que a gente já enxerga entrando em déficit estrutural este ano”, apontou.

Para o médio prazo, Adler mantém o cobre no radar e diz que a produção do metal até o próximo ano está sob controle.

Segundo ele, o cenário deve mudar a partir da segunda metade da década com um déficit pesado do material.

expresso.arq sobre artigo de Mariana Segala

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