Maior estrutura de madeira do mundo será construída na Suécia

Visando reduzir as emissões de carbono da Suécia produzidas pela indústria florestal, Anders Berensson Architects propuseram construir a maior estrutura de madeira do mundo, intitulada Banco de Norrland.

O projeto visa armazenar um ano de produção de madeira – e seu equivalente em dióxido de carbono –, garantindo a continuidade das indústrias de construção e manufatura suecas, independentemente do clima e do consumo.

O quilômetro cúbico das toras armazenadas configurará a maior estrutura de madeira do mundo, e o maior armazenamento de dióxido de carbono feito pelo homem até hoje. 

Ao invés de queimar a madeira para produção de papel ou combustível, como é praticado atualmente, a estrutura ajudará a armazenar a madeira para uso futuro.

Esse processo evita a liberação de grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera.

Cortesia de Anders Berensson Architects

Em plena capacidade, a estrutura se estenderá por um quilômetro cúbico e conterá 900 milhões de toras, o que corresponde a cerca de 330 milhões de metros cúbicos de madeira.

A estrutura será construída com a sobreposição de toras, formando grandes paredes que se cruzam para criar cubos estáveis.

As toras são secas e monitoradas de perto, para evitar o encolhimento da estrutura.

Cortesia de Anders Berensson Architects

A Suécia está em um processo contínuo de redução do consumo de produtos derivados do petróleo, com o objetivo de se tornar um país livre de fósseis e neutro para o clima.

Para prosseguir com o plano, o país deve em breve encontrar soluções para sua indústria florestal e abordar como e, porque os cidadãos colhem madeira.

O projeto conceitual do Banco de Norrland resume fatos sobre a atual indústria florestal da Suécia, e propõe uma nova arquitetura radical, que preserva os recursos naturais.

Cortesia de Anders Berensson Architects

Banco de Norrland foi desenvolvido para a exposição “Architectures of Transition”, no Bildmuseet em Umeå, um evento aberto aos visitantes até março de 2022.

O projeto é uma proposta conceitual e não será realizado num futuro próximo.

Expresso.arq sobre artigo de Dima Stouhi | Traduzido por Rafaella Bisineli

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