Importação de aço turco para construção civil chega ao Brasil 20% mais barato
Uma carga de 20 mil toneladas de aço que aportaram no Porto de São Francisco do Sul, no último dia 30 de junho, será direcionado para o abastecimento de 137 empresas do setor de construção civil, distribuídas em oito estados brasileiros.
A importação foi feita através da Coopercon/SC – a Cooperativa da Construção Civil do Estado de Santa Catarina – em virtude da escassez do produto e das altas consecutivas no preço do insumo no mercado nacional.
O tesoureiro da Coopercon/SC e diretor da FIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina -, empresário João Formento, explica que o aço importado chegou ao Brasil com preço 20% inferior ao praticado pelos fornecedores nacionais.
Ele reforça que a cooperativa não importa o aço com vistas à revenda do produto, e sim para entrega direta ao consumidor final, no caso, a indústria da construção.
“Esta conquista é resultado da união das 137 construtoras que receberão o aço através da Coopercon/SC, e já estamos nos organizando para um novo carregamento, que deve aportar no Brasil em setembro”, completa Formento.
O presidente do Sinduscon Costa Esmeralda, empresário Rodrigo Passos Silva, destaca que para Santa Catarina ficarão nove mil toneladas do insumo, sendo Itapema a cidade catarinense que maior quantidade comprou.
“Estas 1,4 mil toneladas vão abastecer a produção de nove construtoras da cidade e representam um alívio para o setor, pois não estamos sofrendo apenas com a alta do aço, e sim de vários outros insumos, em percentuais inaceitáveis para um momento como este que o País atravessa e considerando a importância da construção civil para a economia nacional em geração de empregos, divisas e negócios. O setor é peça-chave na retomada econômica, mas neste compasso que estamos indo, o desempenho ficará seriamente ameaçado. Perdemos todos: setor produtivo, trabalhadores e economia brasileira”, enfatiza Passos Silva.
Isenção do imposto de importação
Neste sentido, Formento acrescenta que, junto com o presidente da Coopercon/SC, Sylvio Ghisi, participou de reunião online com integrantes do Ministério da Economia em Brasília, recentemente.
O objetivo foi discutir a possível isenção do Imposto de Importação do aço para a indústria brasileira.
“O imposto de importação fica em torno de 10%. Se conquistarmos essa isenção, representará novo fôlego ao setor. Estamos preocupados que logo as construtoras comecem a demitir pessoal por falta de insumos no canteiro de obras, e é esta realidade que fomos levar ao Governo Federal. Se faltar insumos, temos milhares de trabalhadores que podem perder seu sustento, um número expressivamente maior que a indústria do aço. Esperamos que haja bom senso e essa situação nacional seja logo ajustada”, finaliza.
Expresso.arq com informações de Vizzotto Comunicação


