Jardim com grandes maciços integra casa contemporânea à paisagem em Brasília

Tamareiras, flamboyants e ipês-rosas emolduram a casa de 1.530 m², em Brasília, DF. O jardim idealizada pelo escritório Depieri Paisagismo (@depieripaisagismo), buscou a integração entre a arquitetura e a natureza, valorizando os espaços sem abrir mão do acolhimento e da privacidade.

Ocupando 6.700 m², o paisagismo parte da residência, projetada pelos arquitetos Valéria Gontijo e Ilgner Martins, sem competir com a arquitetura. A vegetação valoriza os materiais naturais, as linhas contemporâneas da construção e a vista para o lago.

CANTEIROS | Na composição para as margens do lote, foram utilizados filodendros. Próximo à casa, uma jabuticabeira e algumas tamareiras garantem privacidade — Foto: Júlia Tótoli/Divulgação

CANTEIROS | Na composição para as margens do lote, foram utilizados filodendros. Próximo à casa, uma jabuticabeira e algumas tamareiras garantem privacidade — Foto: Júlia Tótoli/Divulgação

Entre os desejos trazidos pelos moradores estava uma paisagem mais densa, com bastante folhagem e predominância de diferentes tons de verde, sem excesso de cores ou flores marcantes. “A ideia foi criar um jardim elegante, atemporal e sensorial, em que as texturas das plantas fossem as grandes protagonistas”, diz o paisagista Cleber Depieri, responsável pelo projeto ao lado do sócio Arthur Depieri.

O resultado é um paisagismo visualmente exuberante e, ao mesmo tempo, de baixa manutenção, com espécies adaptadas ao clima local e selecionadas para gerar impacto cênico ao longo de todo o percurso pela residência.

“O principal desafio foi garantir privacidade nos perímetros do lote sem bloquear a vista, uma das grandes protagonistas do projeto. A proposta buscou equilibrar contemplação, acolhimento e integração com a paisagem natural”, conta Arthur.

PISCINA | O piso café imperial reveste toda a área externa. Tamareiras emolduram a casa para garantir privacidade aos moradores e valorizar a vista ao lago — Foto: Júlia Tótoli/Divulgação
PISCINA | O piso café imperial reveste toda a área externa. Tamareiras emolduram a casa para garantir privacidade aos moradores e valorizar a vista ao lago — Foto: Júlia Tótoli/Divulgação

A ideia se traduz no uso de massas vegetais amplas e uma composição equilibrada entre as folhagens e a presença arquitetônica das árvores. As espécies foram organizadas em grandes maciços, evitando o excesso de variedades e reforçando a unidade visual.

“O projeto reorganizou completamente a leitura da área externa, transformando os espaços em ambientes mais fluidos e contemplativos. Houve um cuidado especial para preservar a amplitude visual do terreno e a vista para o lago, evitando bloqueios excessivos”, diz Arthur.

DETALHES | A área de convívio e contemplação do jardim recebeu cadeiras de Carlos Motta. Ao fundo, grandes maciços margeiam o lote — Foto: Gabriel Lima/Divulgação
DETALHES | A área de convívio e contemplação do jardim recebeu cadeiras de Carlos Motta. Ao fundo, grandes maciços margeiam o lote — Foto: Gabriel Lima/Divulgação

Para criar volume, foram utilizadas espécies tropicais e ornamentais reconhecidas pela estética escultural, resistência climática e baixa manutenção, como costelas-de-adão e filodendros. Alpínias, palmeiras e árvores de diferentes portes completam o projeto, valorizando as áreas mais abertas e amplas. Além disso, foram preservadas frutíferas, ipês e árvores naturais do cerrado que já existiam no terreno.

“Nos espaços mais periféricos do lote, a vegetação foi trabalhada de forma mais intensa e volumosa, criando camadas verdes que conferem privacidade e sensação de acolhimento. Já nas áreas centrais, o jardim se mantém mais amplo e aberto, preservando a leveza do projeto, a circulação visual e a integração com a vista para o lago”, explica Cleber.

FIREPLACE | Com vista para o lago, o fireplace é rodeado por um gramado e ipês-rosas preservados — Foto: Júlia Tótoli/Divulgação
FIREPLACE | Com vista para o lago, o fireplace é rodeado por um gramado e ipês-rosas preservados — Foto: Júlia Tótoli/Divulgação

O projeto também envolve áreas de convivência, como a piscina e o fireplace. Nesses locais, as plantas equilibram densidade e respiro. O jardim é envolvente nas bordas, mais protegido e intimista, mas com áreas livres que mantêm a amplitude, a contemplação e a tranquilidade desejadas pelos moradores.

FACHADA | Tatáres, curculogos e filodendros emolduram a entrada da casa, conectando a fachada com o jardim no fundo da propriedade — Foto: Júlia Tótoli/Divulgação
FACHADA | Tatáres, curculogos e filodendros emolduram a entrada da casa, conectando a fachada com o jardim no fundo da propriedade — Foto: Júlia Tótoli/Divulgação

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