Curitiba concentra 70% dos lançamentos em compactos
Curitiba se tornou o principal polo de estúdios no Brasil, em termos proporcionais. Segundo dados da Brain Consultoria citados pelo Metro Quadrado, os compactos representaram 70% dos lançamentos da cidade no primeiro trimestre de 2026.
Em números absolutos, a capital paranaense ficou atrás apenas de São Paulo. Foram 1 mil unidades lançadas nos três primeiros meses do ano, ante 9,8 mil na capital paulista. A cidade ocupa a vice-liderança nacional no mercado de estúdios há três anos.
Preço médio supera São Paulo
A força dos compactos também aparece no preço. Os estúdios lançados em Curitiba custam, em média, R$ 13,3 mil por metro quadrado, acima dos R$ 11,1 mil por metro quadrado registrados em São Paulo.
Para incorporadoras, a tipologia ganhou vantagem econômica sobre outros produtos. A presidente da Ademi-PR, Maria Eugênia Fornea, afirmou ao Metro Quadrado que a conta do incorporador ficou muito mais favorável para unidades compactas do que para outras configurações.
Centro concentra demanda e investimento
A expansão dos estúdios acompanhou mudanças urbanísticas e a revitalização da região central. A Prefeitura passou a estimular novos empreendimentos no Centro, enquanto incorporadoras encontraram demanda de estudantes, jovens profissionais e investidores.
A Hype é um dos exemplos desse movimento. Desde 2021, a empresa lançou mais de 1 mil unidades compactas, com aproximadamente R$ 347 milhões em VGV, concentrando boa parte da produção em áreas próximas a universidades, serviços e locais de trabalho.
Plano Diretor coloca HIS no debate
A legislação urbana ajudou a viabilizar a predominância dos compactos, especialmente com flexibilizações relacionadas a vagas de garagem e áreas comuns. O efeito colateral é a perda de espaço de outras tipologias, incluindo habitação de interesse social.
Com o Plano Diretor prestes a ser votado, entidades do setor defendem ajustes para ampliar a viabilidade econômica de outros tipos de moradia. O desafio é reduzir a concentração sem perder a capacidade de atrair investimento para regiões bem servidas por infraestrutura.
expresso.arq.com informações de Nathalia Costeira


