Mudanças na produção de concreto podem ajudar a reduzir as emissões de carbono
Durável, resistente e adaptável, o concreto é o material mais usado para construir. Estima-se que cerca de 20 a 30 bilhões de toneladas métricas sejam empregadas todos os anos ao redor do mundo. Este número alto, inclusive, vem preocupando os ambientalistas e suscitando discussões globais uma vez que o concreto representa 7% das emissões de dióxido de carbono.
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Desde 2023, a iniciativa Cement and Concrete Breakthrough, organizada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28), em Dubai, propõe novas maneiras de produzir o cimento, principalmente em escala industrial.
Uma das principais discussões é sobre como reduzir o gasto energético desta indústria. Substituir os fornos atuais por fornos rotativos, com maior eficiência energética e capacidade de produção, pode ser uma das muitas (e necessárias) soluções. Eles também preveem incorporar fontes renováveis, como energia solar, durante o processo para diminuir o impacto ambiental.
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Reduzir o cimento na composição total do concreto também surge como alternativa, segundo a iniciativa. Apoiado pela Swiss National Science Foundation, o projeto ultra-green concrete vem estudando como mudar esta proporção (hoje, ele representa 30% do concreto) por meio de técnicas de compactação e superplastificantes.
Outra preocupação é com o clínquer, componente mais poluente do material que ajuda a dar a liga no concreto. Para substituí-lo, algumas empresas como a suíça Holcim e a alemã Heidelberg Materials começaram a produzir cimento de argila calcinada de calcário (LC3), inaugurando uma prática promissora.
Há ainda um longo trabalho a ser feito, mas pesquisadores seguem buscando opções para reduzir cada mais as emissões de carbono e, consequentemente, conservar os recursos naturais do planeta.
expresso.arq com informações de Casa Vogue


