Melhor restaurante italiano fora da Itália está no Brasil; conheça

Ristorante Hotel Cipriani, localizado no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, acaba de ser eleito Melhor Restaurante Italiano do Mundo fora da Itália pelo prêmio 50 Top Italy 2025. A premiação, realizada em Milão, destacou o trabalho inovador do chef Nello Cassese, que comanda a cozinha desde 2016. Único brasileiro na lista, o Cipriani recebeu também o D’Amico Award, reconhecimento pela melhor performance do ano.

Comandado por Cassese desde 2016, o restaurante com uma estrela Michelin conta em seu menu-degustação com pratos inovadores e surpreendentes.

Inspirado por sua trajetória como diretor culinário das propriedades da Belmond na América do Sul, combina sabores clássicos da Itália a diferentes referências para criar interpretações únicas, com estética moderna, baseadas no estudo cuidadoso de técnicas e na valorização de ingredientes típicos.

Trabalho que foi descrito pelo guia como “elegante em sabor e apresentação”, trazendo um pedaço da história e riqueza do paladar italiano com “técnica, coração e ingredientes selecionados”. Apontado como “imperdível” e “contemporâneo”, o Ristorante Hotel Cipriani recebeu ainda o prêmio “D’Amico Award, que pontua a melhor performance do ano”.

“Quis trazer uma cozinha italiana mais moderna e leve, sem perder contato com sua essência. Fiquei muito emocionado com o prêmio. É um grande orgulho representar o meu País no Brasil e ainda mais ter uma equipe que entende o significado de tradição culinária italiana”, diz o chef nascido em Nápoles, que posicionou o Cipriani no respeitado ranking 50 Best Restaurants.Sendo o único entre as propriedades da rede Belmond a estar entre os 100 melhores da América Latina. Criado em 2019, o Top Italy 2025 trouxe em segundo e terceiro lugar, respectivamente, os restaurantes Il Carpaccio, em Paris, e DaNico, em Toronto.

Também foi referendada a excelência de representantes da cozinha italiana em países como Estados Unidos, França, China, Singapura, África do Sul, Reino Unido, Alemanha e Tailândia.

Ao longo do percurso de 11 ou 14 etapas do menu autoral (605 reais e 735 reais), Cassese faz questão de conduzir o comensal a uma viagem que resgata tradições, ingredientes e receitas de Norte a Sul da Itália, mas também traz delicadas influências asiáticas, presentes em países latino-americanos como o Peru, onde a Belmond mantém oito operações, que enriquecem a experiência tornando-a ainda mais autêntica.

Assim, estão presentes as frutas silvestres, os aromas herbais e cítricos da “macchia” mediterrânea, o frescor dos frutos do mar da costa siciliana e a potência das massas e molhos do Norte do país, entre outros, combinados a jogos de texturas, temperaturas e técnicas contemporâneas para criar uma experiência sensorial marcante.

A Mesa Dom Pérignon no Cipriani: para até seis convidados (Dom Pérignon/Divulgação)

Composto por uma reinterpretação comestível da hora do aperitivo italiano, com gel inspirado no drinque Milano-Torino, que deu origem ao Negroni, e mousse de queijo de cabra, amendoim e azeitona verde, uma tartelete Rossini, que presta homenagem ao clássico de Carême, um canolo com tartar de atum com purê de laranja queimada e uma cestinha de mar e terra feita com tinta de lula, geleia de guanciale e mousse de peixe branco defumado, os quatro snacks pensados para comer em uma só bocada dão o tom à experiência logo de início.

O menu segue com o “Panna, Piselli, Prosciutto”, inspirado no rico molho conhecido popularmente na Emília Romana apenas como 3P, em referência à letra inicial dos ingredientes. Mas que, feito com panna cotta de creme de leite não pasteurizado e dashi, gelatina de panceta suína defumada na casa, ervilhas em diferentes texturas e temperaturas, e caldo gelado de culatello di Zibello, traz leveza e frescor atípicos.

E um tartar de camarões com garum de aliche, arroz negro suflado, gelatina de hortelã, nori e uma versão única de salada russa, finalizado com “escabeche” frio de limão e pimenta jalapeño.

Entre os pratos principais, destaque para o risotto com manteiga azeda, emulsão de ouriço, ostra defumada, óleo essencial de crustáceos, missô vermelho e ar de alface-do-mar; o “Tonno Mediterraneo”, composto por duas preparações com atum bluefin, uma quente, que leva purês de morango fermentado e de pimentões queimados, picles de melancia e aspargos-do-mar, e outra fria, com peito do peixe curado, sorbet de tomate e espuma de mozzarella de búfala defumada; e carne bovina Dry Age (maturada por 40 a 50 dias) na brasa, servida com ciambotta (prato de legumes típico de verão no Sul da Itália) e emulsão de tomate, carne e xarope defumado de whisky.

“São pratos que gostaria de encontrar em qualquer restaurante italiano de primeira linha, feitos com matérias-primas premium minimamente trabalhadas para valorizar sua essência, mas que evidenciam a experiência do chef”, explica Cassese.

A viagem gastronômica termina com uma nova versão de tiramisu, batizada “Tirami…Up”, que leva crocante e granita de café, espuma de mascarpone e kefir, e chips de merengue, e a “Agrumi”, uma criação doce leve, refrescante, aromática e cítrica, perfeita para amarrar de forma equilibrada toda a refeição.

“Sei que todo mundo gosta e de certa forma espera pelo chocolate na sobremesa. Mas após tantos pratos e pensando nas altas temperaturas do verão no Rio, achei que esta combinação gelada de cítricos, ricota de ovelha e pistache cairia melhor”, afirma o chef.

Para alegria dos clientes mais fiéis, entretanto, o chef não abriu mão de encerrar o menu com serviço de gelato, que já se tornou marca registrada na casa. Batido na hora, o sabor do sorvete segue a efervescência criativa do chef, podendo ser alterado de acordo com o que há de mais fresco na cozinha.

A trajetória do chef Nello Cassese

Formado em Nápoles, Cassese tem uma carreira marcada por passagens em renomados restaurantes estrelados, como Taverna Estia e Gordon Ramsay. Aos 29 anos, assumiu a cozinha do Cipriani com a missão de inovar sem perder a tradição. “Era um enorme desafio, em um país onde nunca tinha estado, mas cuja proposta me permitiria desenvolver uma culinária italiana contemporânea verdadeira”, afirma.

Expresso.arq com informações de Julia Storch

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