Os 10 bairros do Rio de Janeiro que mais desvalorizaram
Além de suas belezas naturais e riqueza histórica, a cidade do Rio de Janeiro é a segunda maior metrópole do Brasil – atrás apenas de São Paulo. Considerada a cidade mais conhecida do país ao redor do mundo, o Rio de Janeiro enfrenta uma queda de preços no mercado imobiliário em alguns de seus bairros, segundo estudo da Loft, startup de tecnologia para imobiliárias.
A pesquisa avaliou os preços dos imóveis entre janeiro e abril de 2024, analisando mais de 250 mil anúncios nas principais plataformas digitais em operação no Rio de Janeiro. “A cidade como um todo valorizou 2,2% no período. Os bairros que tiveram queda podem ser vistos, no geral, como boas oportunidades, porque o mercado tende a seguir se valorizando. Quem já está de olho em um imóvel nessas regiões pode aproveitar o momento para negociar a compra por um valor menor do que o anunciado no início do ano”, afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
Segundo o especialista, a desvalorização de determinados bairros acontece por motivos distintos. A demanda por unidades no período analisado; a localização, idade e condições dos apartamentos à venda no momento; e a oferta de infraestrutura como transporte público, serviços e a proximidade de áreas verdes são alguns fatores que influenciam a elevação ou queda dos preços dos imóveis.
“No Leme, por exemplo, houve uma forte valorização recente e o preço do metro quadrado chegou a R$ 11.900 em dezembro. Essa pequena redução pode ser apenas uma acomodação do preço na região. Já Vicente de Carvalho tem registrado seguidas quedas no preço, mesmo que discretas mês a mês”, comenta Takahashi sobre os bairros que mais desvalorizaram – Vicente de Carvalho e Leme registraram uma queda de 5,2% e 3,6%, respectivamente.
Confira abaixo os 10 bairros que mais desvalorizaram no Rio de Janeiro:
Vicente de Carvalho
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Um dos bairros mais conhecidos da Zona Norte do Rio de Janeiro, Vicente de Carvalho tem acesso facilitado a outras regiões graças à boa oferta de transporte público. De acordo com o estudo, este bairro vem registrando seguidas quedas no preço. “No período de 12 meses, o pico foi em junho de 2023, um tempo relativamente longo, denotando uma tendência de redução”, ressalta Takahashi. De janeiro a abril de 2024, Vicente de Carvalho sofreu uma redução de 5,2% (a maior entre todos os bairros), com o preço do metro quadrado saindo de R$ 5.069 para R$ 4.808.
Leme
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O bairro do Leme, na Zona Sul da capital carioca, também registrou uma redução nos preços de 3,6%, com o valor do metro quadrado diminuindo de R$ 11.885 para R$ 11.458. Porém, segundo o especialista, a queda em abril de 2024 aconteceu após um pico nos preços entre dezembro e janeiro, o que significa apenas uma possível acomodação do mercado. Localizado em uma área tranquila, o Leme é considerado um bairro mais nobre – e os custos do aluguel e da compra de imóveis podem ser mais elevados.
Cascadura
Apesar de ser um bairro residencial, Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro, possui um bom comércio local. Sua principal característica é a grande oferta de transporte público, tanto de ônibus quanto de trens, que cortam suas principais avenidas. Registrando uma queda de 1,4% nos preços de seus imóveis entre janeiro e abril de 2024, o valor do metro quadrado deste bairro chegou a R$ 3.500.
Rio Comprido
Localizado na Zona Central do Rio de Janeiro, o bairro Rio Comprido se transformou no principal corredor de interligação entre as zonas Norte e Sul da cidade. Apesar de ser mais residêncial, o bairro abriga o Polo Têxtil da capital. “São muitas opções imobiliárias, desde casas mais tradicionais com quintal até grandes condomínios com piscina, área de lazer e quadras para esportes”, afirma Takahashi. Com o metro quadrado custando R$ 4.878, o Rio Comprido teve uma redução de 1,1% entre janeiro e abril de 2024.
Botafogo
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Lar de dois famosos pontos turísticos do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, o bairro do Botafogo, na Zona Sul, sofreu uma redução de 1% no preço de seus imóveis durante o período de avaliação da pesquisa – o metro quadrado saiu de R$ 11.829 e chegou a R$ 11.714. Além de sua localização privilegiada, o bairro se destaca quanto à segurança.
Leblon
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Registrando uma queda de preços de 0,9% – com o metro quadrado chegando a R$ 21.795 em abril de 2024 – o Leblon, na Zona Sul da capital carioca, é um dos bairros mais luxuosos da cidade. Cheio de bons restaurantes e dono de uma agitada vida noturna, o Leblon tem uma ótima infraestrutura de transporte e serviços, marcada pelas estações de metrô Jardim de Alah e Antero de Quental.
Laranjeiras
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Com diversas opções de comércios e serviços essenciais no dia a dia, como padarias, supermercados, academias e farmácias, entre outros estabelecimentos, o bairro Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro, também registrou uma queda de 0,9%, com o preço do metro quadrado saindo de R$ 9.841 para R$ 9.750.
Freguesia
Freguesia (Jacarepaguá), na Zona Oeste, é o bairro com maior população do Rio de Janeiro, além de ser um centro geográfico com lojas, restaurantes, shoppings e fácil acesso às praias. É um bairro considerado tranquilo e tornou-se uma joia imobiliária nos últimos anos, em uma tendência que vem se acelerando. “O boom atual é do começo dos anos 2000 e ganhou contornos maiores quando o governo decidiu tornar a Barra da Tijuca um eixo central da cidade, beneficiando os arredores”, afirma Fábio Takahashi. O bairro sofreu uma redução de 0,9%, com o preço do metro quadrado chegando a R$ 5.263 em abril de 2024.
Cosme Velho
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Cosme Velho, na Zona Sul, é conhecido por suas áreas verdes e ruas calmas. Com um clima agradável, é o lugar ideal para quem busca um lugar tranquilo na cidade maravilhosa. O bairro, que também conta diversos pontos de ônibus, saídas de metrô e pontos de táxi, registrou uma redução no valor dos imóveis de 0,8%, com o preço do metro quadrado chegando a R$ 9.865.
Jardim Guanabara
Localizado na Zona Norte da capital carioca, o bairro Jardim Guanabara (Ilha do Governador) oferece um equilíbrio entre tranquilidade e proximidade com o centro da cidade. Com o preço do metro quadrado atingindo R$ 5.833 em abril de 2024 – uma redução de 0,7% – a região tem um ambiente familiar e acolhedor, o que é especialmente atraente para aqueles que desejam escapar do ritmo acelerado da vida urbana. Porém, o trânsito, especialmente durante os horários de pico, pode ser uma preocupação.
expresso.arq com informações de Laura Raffs


