Veja qual o valor do metro quadrado da construção civil em 2024

O valor do metro quadrado da construção civil atualmente está em R$ 1.748,99.

Desse total, R$ 1.006,25 são relativos aos materiais e a parcela da mão de obra corresponde a R$ 742,74.

Os dados foram divulgados em 10 de julho e fazem parte da atualização de junho do SINAPI — índice aferido pelo IBGE em conjunto com a Caixa Econômica Federal.

No sexto mês de 2024, o percentual teve variação de 0,56%, sendo essa a maior alta do ano.

Em relação a maio, quando foi registrado aumento de 0,17%, o percentual subiu 0,39 ponto.

A título de comparação, em junho do ano passado, o SINAPI havia registrado alta de 0,39%.

Com a atualização mais recente, o acumulado dos últimos 12 meses do valor do metro quadrado da construção civil foi para 2,49% — percentual que está acima dos 2,31% observados nos 12 meses anteriores.

VALOR DOS MATERIAIS E DA MÃO DE OBRA

Em junho, a parcela dos materiais de construção apresentou variação de -0,05%, mesmo número observado em maio.

Considerando o índice de junho de 2023 (-0,28%), houve aumento de 0,25 ponto percentual.

Já a mão de obra teve variação de 1,40%, influenciada por diferentes dissídios coletivos assinados no período.

Em relação a maio (0,46%), houve alta de 0,94 ponto percentual e na comparação com junho de 2023 (1,36%), o índice subiu 0,04 ponto percentual.

O resultado acumulado dos últimos 12 meses ficou em 0,47% na parcela dos materiais e 5,35% na parcela da mão de obra.

VARIAÇÃO DO VALOR DO METRO QUADRADO EM 12 MESES

Confira, na tabela abaixo, como o valor do metro quadrado da construção civil variou nos últimos 12 meses.

DataValor do metro quadradoVariação do INCC
Junho 2024R$ 1.748,990,56%
Maio 2024R$ 1.739,260,17%
Abril 2024R$ 1.736,370,41%
Março 2024R$ 1.729,250,07%
Fevereiro 2024R$ 1.728,110,15%
Janeiro 2024R$ 1.725,520,19%
Dezembro 2023R$ 1.722,190,26%
Novembro 2023R$ 1.717,710,08%
Outubro 2023R$ 1.716,300,14%
Setembro 2023R$ 1.713,870,02%
Agosto 2023R$ 1.713,520,18%
Julho 2023R$ 1.710,370,23%

VARIAÇÃO POR REGIÃO

De acordo com o SINAPI, a região Centro-Oeste apresentou a maior variação em junho (0,88%).

Na sequência, aparecem Sudeste (0,77%), Sul (0,52%), Norte (0,39%) e Nordeste (0,25%).

Quando analisados os números de cada estado em maio, Rondônia se destaca, com variação de 4,44% — número explicado pelas altas nas categorias profissionais.

Veja os detalhes nas tabelas:

SINAPI em junho de 2024 com desoneração da folha de pagamento

Áreas GeográficasCustos MédiosNúmeros ÍndicesVariações Percentuais
R$/m²Jun/94=100MensalNo ano12 meses
Brasil1748,99875,460,561,562,49
Região Norte1804,11898,940,391,793,72
Rondônia1929,031075,704,445,806,44
Acre1941,721030,380,313,514,30
Amazonas1804,25883,210,080,633,06
Roraima1905,40791,380,211,735,99
Pará1753,09840,580,001,182,86
Amapá1755,41852,590,183,455,96
Tocantins1843,07969,060,162,064,05
Região Nordeste1627,22879,050,251,772,25
Maranhão1700,26895,92-0,072,804,67
Piauí1635,921087,260,331,304,97
Ceará1614,80932,750,082,082,00
Rio Grande do Norte1659,53836,500,022,566,08
Paraíba1683,10930,770,751,922,36
Pernambuco1569,48839,050,510,01-0,53
Alagoas1576,66787,490,040,833,11
Sergipe1570,24834,321,342,652,71
Bahia1626,84861,140,182,031,34
Região Sudeste1794,00858,780,771,692,30
Minas Gerais1653,42909,900,282,581,82
Espírito Santo1592,81883,630,200,890,52
Rio de Janeiro1915,98873,140,301,134,08
São Paulo1845,90833,441,271,491,95
Região Sul1855,99887,680,520,732,94
Paraná1841,56880,590,540,934,12
Santa Catarina1997,421081,400,520,511,21
Rio Grande do Sul1743,89791,340,470,542,74
Região Centro-Oeste1778,82907,860,881,342,26
Mato Grosso do Sul1727,97812,822,141,553,95
Mato Grosso1822,541039,560,011,163,21
Goiás1739,01918,551,791,751,65
Distrito Federal1810,78799,770,071,010,84

SINAPI em junho de 2024 sem desoneração da folha de pagamento

Áreas GeográficasCustos MédiosNúmeros ÍndicesVariações Percentuais
R$/m²Jun/94=100MensalNo ano12 meses
Brasil1863,10931,640,611,642,64
Região Norte1909,43951,460,431,803,85
Rondônia2050,371143,184,896,216,88
Acre2052,891089,670,343,694,39
Amazonas1910,31935,470,080,613,36
Roraima2022,30839,810,201,715,95
Pará1853,28888,410,001,112,93
Amapá1859,67903,360,173,555,95
Tocantins1949,581025,390,152,054,15
Região Nordeste1728,56933,690,301,892,39
Maranhão1805,15951,29-0,072,944,77
Piauí1735,851153,530,381,435,26
Ceará1709,61987,050,082,102,01
Rio Grande do Norte1760,56887,140,022,666,41
Paraíba1789,84989,641,022,222,70
Pernambuco1668,88892,530,690,22-0,28
Alagoas1671,85835,520,050,863,21
Sergipe1665,96885,361,482,812,77
Bahia1732,14916,030,172,211,58
Região Sudeste1917,97917,650,841,772,48
Minas Gerais1757,78966,860,262,681,99
Espírito Santo1695,81940,930,231,160,83
Rio de Janeiro2052,16935,930,271,104,45
São Paulo1978,45893,521,441,622,06
Região Sul1980,88947,220,520,773,07
Paraná1969,68941,800,511,004,38
Santa Catarina2135,091156,370,600,591,19
Rio Grande do Sul1851,07840,350,430,542,87
Região Centro-Oeste1889,64964,540,961,472,47
Mato Grosso do Sul1836,67863,282,351,764,34
Mato Grosso1931,931102,270,001,093,39
Goiás1850,95976,831,961,961,77
Distrito Federal1923,44849,850,061,181,03

INCC-M

Além do SINAPI, outro importante indicador de custos do setor é o INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção), realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Assim como o custo por metro quadrado da construção determinado pelo IBGE, o INCC-M acompanha a evolução dos , serviços e mão de obra destinados à construção de residências. preços de materiais.

Ele é calculado em sete capitais — Brasília, Recife, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

COMO FICOU O INCC-M EM JUNHO?

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) aumentou 0,93% em junho de 2024, número superior à taxa de 0,59% registrada no mês anterior.

O INCC-M acumula alta de 3,77% em 12 meses. A título de comparação, em junho de 2023 o indicador tinha subido 0,85% e se observava um aumento de 4,29% em 12 meses.

Segundo o indicador, em junho, o custo com a mão de obra cresceu 1,61%, ante 1,05% em maio.

O custo com materiais, equipamentos e serviços teve alta de 0,46% em junho, após alta de 0,27% no mês anterior.

Dentro do grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, a categoria de Materiais e Equipamentos registrou aumento de 0,48% em junho, marcando um incremento maior em relação à taxa de 0,25% vista em maio.

De acordo com a FGV, o movimento reflete uma tendência de alta nos preços desses insumos, crucial para a execução de projetos de construção.

Nesta apuração, todos os quatro subgrupos que compõem essa categoria exibiram avanço em suas taxas de variação.

Ainda dentro dessa categoria, destaque particular foi o subgrupo “materiais para acabamento”, que viu sua taxa subir de 0,04% para 0,60%.

Na variação relativa a Serviços, houve um recuo significativo. O índice passou de 0,50% em maio para 0,29% em junho.

Esta redução foi reflexo no item “projetos”, que viu sua taxa de variação recuar de 0,55% para 0,30%.

Brasília, Recife, Porto Alegre e São Paulo experimentaram uma aceleração em suas taxas de variação, refletindo um aumento nos custos de construção nessas localidades.

Por outro lado, Salvador, Belo Horizonte e Rio de Janeiro observaram uma redução em suas taxas de variação, o que sugere uma diminuição relativa nos custos de construção nessas cidades.

CUB

Índices como o INCC e o SINAPI são fundamentais para os orçamentistas calcularem o custo da construção.

Além desses dois indicadores, outra referência importante para apoiar a estimativa de valores é o Custo Unitário Básico (CUB), calculado mensalmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil de cada região, com base nos preços de produtos e serviços relacionados à atividade.

O CUB reflete a variação dos custos das construtoras.

Além de ser um importante termômetro na variação dos custos de mão de obra e serviços, ele é de uso obrigatório nos registros de incorporação dos empreendimentos imobiliários.

O preço básico é determinado por metro quadrado e a apuração dos valores é feita segundo os projetos-padrões de referência.

POR QUE O VALOR DO METRO QUADRADO DA CONSTRUÇÃO É TÃO IMPORTANTE?

Produção conjunta do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da Caixa Econômica Federal, o SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil) foi criado em 1969.

O objetivo era a produção de informações de custos e índices de forma sistematizada, com abrangência nacional, para apoiar a elaboração e a avaliação de orçamentos, como também o acompanhamento de custos.

Hoje, o SINAPI é a principal tabela de referência para composições e preços de serviços e atividades de obras públicas e privadas no Brasil.

As séries mensais de custos e índices de custos referem-se ao valor do metro quadrado de uma construção no canteiro de obras.

Elas não contemplam as despesas com projetos em geral, licenças, seguros, instalações provisórias, depreciações dos equipamentos, compra de terreno, administração, financiamento e aquisição de equipamentos.

As estatísticas do SINAPI são fundamentais na programação de investimentos, sobretudo para o setor público.

Os preços e custos auxiliam na elaboração, análise e avaliação de orçamentos, enquanto os índices possibilitam a atualização dos valores das despesas nos contratos e orçamentos.

expresso.arq sobre artigo de Juliana Nakamura

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