Arte, moda e conexão aberta com a cidade definem hotel em Paris
Em muitos aspectos e sob múltiplos pontos de vista, Paris pode ser considerada a capital mundial da moda e da arte. Os inúmeros pontos em comum que existem entre estes dois universos definem o corpo e a alma do SO/Paris, vibrante hotel localizado na margem direita do rio Sena, entre os bairros da Bastilha e do Marais.
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Destes dois pilares que sustentam o SO/, a arte se faz presente de maneira mais evidente. Há diversas obras de artistas contemporâneos espalhadas pela hospedagem, com destaque para o enorme painel de resina, papelão reciclado e LED do franco-argelino Neil Beloufa no lobby, e para a instalação de Olafur Eliasson e Sebastian Behmann nos últimos andares.
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A moda, por sua vez, está nos diferentes uniformes de toda a equipe que trabalha lá, desenhados sob encomenda pelo estilista Guillaume Henry, diretor criativo da maison Patou. Com inspirações náuticas e cinematográficas (Wes Anderson é uma referência), as roupas que pouco lembram trajes profissionais suscitam desejo imediato de consumo – e inclusive, estão à venda no próprio local.
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Tudo junto e misturado
Mas, se arte e moda conectam simbolicamente o SO/ Paris à cidade, sua maior virtude urbanística talvez seja fazer parte de um complexo chamado La Felicité. Trata-se de um edifício modernista de 1966, projetado por Albert Laprade e pertencente à Prefeitura de Paris, que passou por um grande retrofit comandado pelo arquiteto britânico David Chipperfield, recém-premiado com o Pritzker.
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Ali, além do hotel, há na mesma construção apartamentos residenciais tanto de luxo quanto de habitação social, um albergue (como opção de hospedagem mais barata), dois restaurantes, dois bares, um mercado, lojas, uma creche, um clube esportivo e uma galeria de arte – tudo concentrado em um só lugar.
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Como outros projetos parisienses, o complexo poderia servir de inspiração para iniciativa privada e poder público em diversas cidades do Brasil, ao concentrar públicos de diferentes origens e poderes aquisitivos num único lugar, onde todos convivem em harmonia. Algo raramente valorizado por aqui, diga-se de passagem.
O privilégio da vista
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Ainda falando da conexão do SO/ Paris com o seu entorno metropolitano, não dá para não mencionar a experiência de subir à cobertura para visitar o restaurante, o bar e o clube noturno do hotel, todos chamados Bonnie, todos com vistas incríveis de Paris. Isso porque o prédio é um dos raros casos que “burla” o gabarito haussmanniano, o que o torna mais alto do que a grande maioria dos edifícios da região central de Paris e, portanto, capaz de oferecer vistas raras e privilegiadíssimas, ajudadas por fechamentos envidraçados do piso ao teto que parecem nem estar lá.
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Ali do topo, observa-se tudo o que as imediações têm a oferecer. Não é pouca coisa, considerando-se que o hotel está a poucos metros tanto da Place des Voges e do Marais quanto do Quartier Latin. Bem próximas ainda estão as ilhas do Sena, a Île de la Cité e a Île St. Louis, esta última onde estão algumas das principais atrações turísticas e arquitetônicas da capital francesa, como a Catedral de Notre Dame e a Sainte Chapelle. E, claro, nos dias limpos, a Torre Eiffel não escapa dos olhos de quem sobe ao topo do prédio.
Planeta água
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Voltando o olhar para dentro, o projeto de interiores do SO/Paris, assinado pelo escritório RDAI, traz uma série de alusões ao tema da água, tão presente ali nas cercanias. Na entrada do lobby, por exemplo, a porta em relevo parece desenhar um uma gota no momento que cai num lago e espalha ondas para as margens. O mesmo tipo de imagem é sugerida em luminárias nas suítes e também no próprio teto dos elevadores.
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E a altura do rodapé de granilite que se vê nos pilares do lobby (eles mesmos simbólicos ao fazerem lembrar o célebre QG da Johnson Wax de Frank Lloyd Wright) corresponde ao nível atingido ali pelo rio Sena na histórica enchente de 1910, segundo uma representante do hotel. O SO/Paris, aliás, assume compromissos com a sustentabilidade ao se denominar hotel livre de plástico: não há nada feito do material em lugar nenhum lá dentro.
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Seja pelo conceito urbano e cultural, seja pela decoração extremamente bem cuidada – que emprega apenas produtos, itens de mobiliário e acessórios têxteis de origem francesa –, o SO/ Paris se posiciona no cenário local como um hotel cinco estrelas deveras contemporâneo, dedicado a proporcionar uma experiência mais atual do que aquelas oferecidas nos hotéis mais clássicos de Paris, como Le Meurice, Plaza Athenée, Ritz, etc. Afinal, havendo conforto, beleza, serviço excelente e inquestionável raison d’être, há espaço para todos – e tudo isso, o SO/ Paris tem de sobra.
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expresso.arq com informações de Guilherme Amorozo


