5 tendências que vão impactar a casa e a decoração em 2024

5 tendências que vão impactar a casa e a decoração em 2024 — Foto: Getty Images
5 tendências que vão impactar a casa e a decoração em 2024 — Foto: Getty Images

Com a chegada de 2024, é importante estar por dentro do que está em alta no universo da decoração. Preparar a sua casa de acordo com as tendências vai além de uma questão estética, é uma forma de entender como deixar o seu lar mais aconchegante e de acordo com as suas necessidades e vontades.

A WGSN, empresa líder mundial em previsão de tendências, realizou um estudo que mapeou 13 tendências revolucionárias que influenciarão o desenvolvimento de produtos e serviços de diferentes mercados ao longo de 2024 e dos próximos anos. Para entender como algumas delas podem influenciar a sua casa, a Casa Vogue conversou com o especialista Rafael de Araujo, head of consultancy da WGSN Mindset LATAM. Confira:

1) Presença da inteligência artificial

O arquiteto Fabian Freytag criou esta imagem com o programa de IA Midjourney — Foto: Fabian Freytag com Midjourney
O arquiteto Fabian Freytag criou esta imagem com o programa de IA Midjourney — Foto: Fabian Freytag com Midjourney

Além de contribuir para uma casa mais automatizada, a inteligência artificial vai participar dos processos criativos de produtos, ou seja, irá trabalhar em conjunto com profissionais de design e decoração para criar peças inovadoras que podem compor a sua casa.

O foco não é mais na novidade, mas em como a IA pode atender uma demanda mais criteriosa e conectada à intencionalidade dos consumidores.

“Um estudo recente do MIT mostra como ferramentas criativas de IA estão aumentando a produtividade e estimulando a co-criação entre profissionais e inteligência artificial. É possível observar também uma influência mais estética com a “IA surrealista”, uma espécie de expressão visual mais inspirada nos erros e imagens exóticas das ferramentas. As possibilidades são quase infinitas”, explica Rafael. “Mas podemos esperar uma nova relação com as casas no futuro, com a IA integrando, analisando e otimizando cada vez mais nossas casas conectadas”, completa.

2) Peças artesanais vieram para ficar

A casa de Chay Suede e Laura Neiva evoca memórias ao incorporar objetos encontrados em galerias e feiras mundo afora — Foto: Deco Cury
A casa de Chay Suede e Laura Neiva evoca memórias ao incorporar objetos encontrados em galerias e feiras mundo afora — Foto: Deco Cury

Priorizar o estilo pessoal é uma das tendências mapeadas pelo relatório da WGSN no campo da moda – mas isso também está presente dentro das nossas casas. A personalidade fala cada vez mais alto no universo da decoração, que passa a incorporar com mais afinco peças de valor afetivo, garimpadas e feitas à mão, como bordado e cerâmica.

“Isso também está presente na decoração por diferentes estímulos, como sustentabilidade e custo benefício”, afirma o especialista. Um sinal disso, inclusive, é o volume exponencial de tutoriais DIY relacionados à casa presentes nas redes.

3) Apelo pela revitalização do corpo e da mente

A cor do ano da WGSN, chamada Apricot Crush, evoca esperança e positividade — Foto: WGSN AI Image/Keren Setton
A cor do ano da WGSN, chamada Apricot Crush, evoca esperança e positividade — Foto: WGSN AI Image/Keren Setton

O bem-estar se tornou uma questão essencial em todos os âmbitos da nossa vida, principalmente dentro de casa. Isso se deve a pandemia de Covid-19, onde a reclusão forçada levou as pessoas a olharem para o ambiente onde moravam. Pensando nisso, a cor do ano mapeada pela WGSN é a Apricot Crush, que remete a vitaminas cítricas ricas em antioxidantes, fazendo alusão à saúde, ao bem-estar e à beleza encontrada na natureza.

“A cor de 2024 se relaciona diretamente com o nosso contexto de ‘permacrise’. A partir do momento que vivemos crises econômicas, políticas e ambientais, a esperança surge como uma necessidade. E a Apricot Crush é justamente um símbolo dessa renovação e rejuvenescimento, como o nascer de um novo dia. Ela deriva do laranja, uma cor que tem representado inclusão e, com isso, possibilita a construção de ambientes acolhedores e mais democráticos”, afirma Rafael de Araujo.

Através da psicologia das cores, a Apricot Crush é capaz de inspirar sentidos de esperança e positividade em tempos de incerteza. Por isso, o porta-voz da WGSN sugere utilizá-la em ambientes como cozinha, sala de estar e jardim, além de incorporá-la em itens de decoração, iluminação e pinturas.

4) Consolidação da casa multiespécie

Casas com espaços gatificados, compostos por nichos e enriquecimento ambiental, chamam a atenção  — Foto: Guilherme Pucci
Casas com espaços gatificados, compostos por nichos e enriquecimento ambiental, chamam a atenção  — Foto: Guilherme Pucci

Capaz de abranger todas gerações, esta tendência mostra como as casas estão se adaptando para acolher diferentes espécies em seu interior, como as plantas que ‘moram’ em nossas salas de estar e os pets que dormem em nossas camas.

Com a saída dos filhos de casa, os baby boomers e a geração X encontraram nos cães, gatos e aves uma nova forma de afeto, enquanto os millennials e a geração X já tratam seus pets como filhos e suas plantas como companheiras.

“É um reflexo do contexto pandêmico, onde nossa relação com a casa mudou e o afeto se tornou uma demanda maior entre aqueles que moram sozinhos ou pequenas famílias. Hoje, o Brasil é o terceiro maior mercado do mundo de pets e historicamente é um segmento que cresce mesmo em contextos de crise pelo aumento da necessidade de um vínculo emocional”, comenta. Isso se mostra através do movimento de móveis cross-espécies, com sofás, mesas de centro e racks com espaços para descanso ou entretenimento dos pets. Casas gatificadas, por exemplo, também possuem apelo, assim como soluções de armazenamento para organizar desde os itens da dispensa até brinquedos de pets.

5) A volta das cortinas

Neste projeto do arquiteto David Bastos, a sala de estar ganhou cortinas de linho claro — Foto: Tuca Reines
Neste projeto do arquiteto David Bastos, a sala de estar ganhou cortinas de linho claro — Foto: Tuca Reines

Tanto por conta do apelo estético quanto para a economia de energia e isolamento térmico, as cortinas voltaram e vieram para ficar. Capazes de proteger contra as altas temperaturas causadas pela crise climática e filtrar o ar, essa peça também é versátil.

Isso porque as cortinas são capazes de captar a luz diurna e difundi-la ou ampliá-la, fazendo com que as janelas pareçam maiores e oferecendo benefícios sensoriais.

“A necessidade de controlar a temperatura no ambiente interno é o fator principal. Mas isso não deixa de ser um estímulo para inovações no item. Além desse lado funcional, chama atenção também o lado sensorial, com cortinas que brilham no escuro ou que emitem aromas, por exemplo. É um item que é capaz de transformar o ambiente de diferentes maneiras”, ressalta Rafael de Araujo.

expresso.arq sobre artigo de Laura Raffs

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