5 estilos de decoração que os decoradores não aguentam mais ver
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Sejamos honestos: nem todas as tendências de decoração valem a pena ser seguidas. Alguns chegam até a causar nojo. Carpete felpudo. Tetos pontilhados. Aquelas onipresentes placas Live Laugh Love.
Os designs populares de hoje não estão isentos deste fenômeno.
Mas quais deles estão atualmente na lista dos decoradores – ou, pelo menos, estenderam demais a sua chegada? Pedimos aos especialistas que compartilhassem suas ideias (sem filtros) sobre o que está acontecendo e como substituir essas tendências ultrapassadas.
Paredes cinza
É a única coisa que quase todos os especialistas com quem conversamos concordaram: podemos estar chegando ao fim da paleta de cores básica.
“Isso pode parecer generalizado, mas paredes cinzentas e frias me dão nojo. Embora haja o lugar e a hora certos para utilizar essa cor, optar pelo preto e branco para adicionar contraste enquanto mantém uma aparência monocromática é uma abordagem muito mais atemporal, na minha opinião”, diz Phoebe Oetting, designer residencial júnior da Metal + Petal.
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Heidi Caillier, da Heidi Caillier Design, concorda quando se trata de ficar longe dos neutros: “A cor é uma parte muito importante na criação de uma casa aconchegante e acolhedora. Elas trazem profundidade e interesse”.
“Sou a favor de uma paleta neutra, mas quando toda a casa está repleta de tons da mesma cor fica entediante rapidamente. Chamamos isso de 50 tons de bege… ou creme, ou branco, ou cinza’”, diz Nadia Watts, da Nadia Watts Interior Design.
“Sem cinza”, adverte Kate Figler. Na década de 2000, lembra ela, “bege construtor” era a cor a evitar a todo custo. À medida que o cinza assumiu o controle na década de 2010, as coisas mudaram – e nos levaram ao momento certo.
“É uma espécie de cinza inócuo, e as pessoas pintam a casa inteira dessa cor. É tão triste, sombrio e chato, e isso para mim é um grande não”, diz ela. “É melhor você pintar toda a sua casa de branco – uma bela cor branca que combina com tudo”.
Mas nem todos os tons de cinza são criados de forma igual, explica Oetting, que oferece algumas alternativas. “Opte por um cinza com tons mais quentes, como Purbeck Stone de Farrow & Ball ou Revere Pewter de Benjamin Moore, e encharque o ambiente do teto aos rodapés”.
Farmhouse moderna
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O “efeito HGTV” pode ser responsável por esta tendência específica. Mas apesar de sua popularidade, os designers que entrevistamos estão prontos para lhe dar adeus para sempre. A reclamação deles? A esmagadora mesmice associada ao visual.
“Sinto que vejo a mesma residência repetidamente quando entro na casa dos clientes”, diz Figler. Todos se baseiam “no que as pessoas veem na televisão, que é uma casa completamente silenciosa, muito simplista e sem camadas”.
Caillier concorda. “Essa tendência parece ultrapassada. Se você realmente mora em uma fazenda, opte pelo old-world style”.
Personalidade zero
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Os designers se alinham na crença de que as casas devem expressar um estilo pessoal. A recomendação deles é abraçar a personalidade, em vez de transformar o espaço em um showroom.
Embora o minimalismo possa ser uma coisa linda, Watts diz que é difícil quando uma casa é desprovida de um toque pessoal. “Quando falta personalidade a um espaço, ele pode parecer estéril e parado”, diz ela.
“Gosto que o olho queira se mover pela sala e absorver cores, arte, padrões e objetos coletados ao longo do tempo. Estas peças pessoais trazem memórias e história a um espaço, tornando-o mais íntimo e convidativo”.
Figler concorda: “Design brando, para as massas, que não tem caráter ou personalidade” é uma grande vergonha. “O que considero tão importante para meus clientes é ver sua [individualidade] transparecer em suas casas”, afirma ela. “Eu incentivo eles a não irem às mesmas lojas que todas as pessoas vão. Trabalhe com um designer para criar algo único que seja vintage ou insira algo [da sua própria coleção] que você não usa há 20 anos, mas que é exclusivamente seu”.
Grand Millennial
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O que é velho não é necessariamente novo novamente, dependendo de para quem você pergunta. E para alguns, uma tendência importante dos últimos anos seguiu seu curso: o design grand millennial, que normalmente envolve o uso intenso de padrões florais, chita, tons pastéis e antiguidades.
“Sinto que está super jogado e isso me entristece porque o que o grand millennial se refere, eu acho, é esse retorno às peças clássicas, trazendo coisas que talvez seus avós te deram, usando enfeites, tecidos florais e chitas“, diz Figler. “Eu simplesmente odeio que tenha recebido o termo ‘grand millennial’ porque faz com que pareça moderno quando não está nada na moda”.
Utilizar apenas materiais novos
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Com eventos climáticos históricos acontecendo quase regularmente, o ambientalismo é uma prioridade para os especialistas – e muitos designers estão tentando fazer a sua parte, abandonando os resíduos que são muito comuns na indústria.
Sustentabilidade significa coisas diferentes para pessoas diferentes, mas comprar usados ou reciclados é uma maneira fácil de alcançá-la em uma casa.
“Uma tendência que espero genuinamente que perdure é o design sustentável”, diz Kristina Phillips, da Kristina Phillips Interior Design. “Isso envolve considerar todos os aspectos de um ambiente, desde a incorporação de peças vintage de qualidade até a opção por revestimentos de parede e pisos ecológicos.
Esta abordagem não só mostra consciência ambiental, mas também acrescenta carácter e um sentido de história a um espaço”.
expresso.arq com informações de Caroline Eubanks


