MSG Sphere Arena: a bola gigante em Las Vegas que pretende revolucionar a experiência dos shows

Imagine uma esfera oca, gigantesca, com 111 metros de altura e 157 metros de diâmetro. Dentro dela, você, mais 20 mil pessoas e o U2.

A parede interna é coberta por 160.000 m2 de telas LED de alta resolução (composta por 1.2 milhões deles) e o sistema de som tem 164.000 alto-falantes, incluindo no chão. Essa é a MSG Sphere Arena.

Ambientes esféricos, ou semi-esféricos não são novidade.

Décadas atrás já existiam os “cinemas 180º” em qualquer parquinho de cidade de praia (eram infláveis). E nos parcões, da Disney por exemplo, também existe.

Mas nada se compara, nem de perto, com a recém-inaugurada MSG Sphere Arena, uma obra-prima da arquitetura e da tecnologia construída pela Madison Square Garden Company pela bagatela de 2.8 Bilhões de Dólares (ou 14 bilhões de Reais) que promete transformar a experiência de entretenimento ao vivo, uma arena multiuso que pode ser usada para uma variedade de eventos, incluindo shows, concertos, peças de teatro, shows de mágica, eventos esportivos e muito mais.

A MSG Sphere Arena é, sem exagero, é uma das coisas mais legais “do mundo físico” dos últimos anos.

E tem mais: o lado externo da esfera é tão impressionante quanto o lado de dentro, uma bola de video que chama muita atenção.

A Evolução Do Shows No Mundo, Desde A Década De 60

A origem dos super-concertos de música, que juntou a música com outras experiências sensoriais, pode ser rastreada até a década de 1960, apesar de shows de grande escala já acontecerem antes com músicos como Elvis Presley e Frank Sinatra.

Foi na era do rock, no entanto, que a escala e o uso da tecnologia realmente começaram a aumentar. Em 1965, os Beatles fizeram o que é comumente conhecido como “o primeiro show de estádio da história”, na Arena Shea, em Nova York.

No início dos anos 1970, o Pink Floyd foi pioneiro no uso de efeitos visuais e de áudio pirotécnicos em seus shows, tornando-se conhecido pelos seus concertos ao vivo extremamente elaborados. Eles usavam amplificação surround de som quadrifônico, que distribuía o som em quatro direções para criar uma experiência mais envolvente.

No final dos anos 70 e início dos anos 80, bandas como o Kiss, o Queen e o U2 levaram os shows a um novo nível com palcos enormes, até mesmo rotativos, cheio de efeitos pirotécnicos, luzes em excesso e efeitos técnicos revolucionários que proporcionavam um verdadeiro espetáculo visual para acompanhar a música.

Com a popularização das tecnologias digitais na década de 90, os concertos experimentaram outra transformação, ganhando recursos como projeções em grandes telas ao vivo, cores vibrantes de iluminação controladas por computador e sistemas PA de alta qualidade.

Um Novo Fluxo De Receita Para Os Artistas E Bandas

Essa evolução dos concertos ao vivo com o auxílio da tecnologia foi crucial para o mercado do entretenimento.

Em primeiro lugar, permitiu que os artistas se conectassem com seus fãs de maneiras novas e excitantes, criando experiências verdadeiramente imersivas.

Em segundo lugar, proporcionou um novo fluxo de receita para os artistas e bandas, especialmente na era moderna de streaming de música onde a venda de discos não é mais uma fonte de renda tão significativa como antes.

E, em terceiro lugar, ajudou a elevar os padrões da produção de concertos ao vivo, tornando-os cada vez mais sofisticados e esperados pelo público.

The Sphere Experience

No momento estão em cartaz duas atrações: a primeira é “The Sphere Experience”, onde o robô humanoide Aura, conduz os visitantes numa tour ao futuro da tecnologia com ticket à partir de US$50, que também contará com um filme produzido por Darren Aronofsky, diretor de “Pi” (1998) e “Réquiem para um Sonho” (2000). A duração é de aproximadamente duas horas.

A MSG Sphere Arena Diminue Ou Aumenta O Artista?

Claro que acho tudo isso maravilhoso. mas ao mesmo tempo, me deu um certo incômodo quando percebi o U2 meio que solitário lá no centro, quase coadjuvante.

Essa mesma sensação também aconteceu quando surgiram os primeiros mega-concerts da década de 70 e, apesar da experiência crescer, sempre tem esse efeito colateral de tirar um pouco do destaque da banda em sí. E como bom dinossauro que sou, confesso que me incomoda.

Mas aí eu penso que é apenas uma alternativa de consumo do U2 (por exemplo), como uma nova embalagem de algum produto.

expresso.arq com informações de Wagner Brenner

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.
Ops! Captcha inválido, por favor verifique se o captcha está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.