Censo 2022: confira informações relevantes para o mercado imobiliário
Os dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE esse ano, reúnem informações importantes sobre a população brasileira, e que têm tudo a ver com o mercado imobiliário.
Dados sobre o crescimento populacional e a mudança na ocupação de grandes e médias cidades podem ditar as tendências do setor imobiliário nos próximos anos.
Além das informações sobre o Brasil como um todo, o Censo Demográfico do IBGE traz uma visão sobre estados e municípios, o que permite entender como a ocupação populacional se comporta em cada região e pensar estratégias de atuação para o mercado imobiliário local.
Confira a seguir as informações mais importantes do Censo 2022 para o mercado imobiliário.
O que é o Censo do IBGE?
O Censo é uma pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que tem como objetivo monitorar o crescimento da população brasileira, contando o número de habitantes em território nacional e coletando informações sobre suas características.
A partir de dados com o número de habitantes no Brasil e a densidade das cidades, é possível elaborar estratégias de investimentos públicos e privados, por exemplo.
A pesquisa permite ainda estudar as tendências de crescimento para o futuro, tanto para o estado quanto para empresas e investidores.
Os dados do Censo Demográfico são coletados pelo IBGE através de uma pesquisa feita nos municípios brasileiros, normalmente a cada dez anos.
Qual a importância do Censo para o mercado imobiliário?
O Censo faz um diagnóstico da população brasileira, seu crescimento e como ela está distribuída entre estados e municípios, permitindo ao setor imobiliário entender as tendências de habitação dos brasileiros.
Dados como a média de habitantes por domicílio e o aumento ou diminuição de habitantes em determinadas cidades e regiões dão ao mercado imobiliário a oportunidade de se preparar para atender melhor às demandas de moradia e antecipar tendências para os próximos anos.
A partir dos dados do Censo 2022 é possível entender, por exemplo, como deve se comportar a demanda por imóveis menores ou maiores, além de identificar cidades com crescimento acelerado – que podem ser bons mercados para atuação imobiliária.
Principais dados do Censo 2022 para o mercado imobiliário
O resultado do Censo 2022 traz alguns insights interessantes para o mercado imobiliário.
Os principais dados da pesquisa que podem ser úteis para o setor imobiliário são sobre o crescimento de cidades menores e a diminuição de moradores por residência.
Confira algumas informações relevantes para o mercado imobiliário:
Cidades de médio porte cresceram mais
Segundo o último Censo, os municípios com população entre 200 e 500 mil habitantes cresceram, em média, 10,95%.
Para se ter uma ideia, cidades com população acima de um milhão de habitantes cresceram aproximadamente 0,83%.
O crescimento populacional de cidades de médio porte, apontado pelo levantamento do IBGE, apontam para a oportunidade de investimento imobiliário em municípios com este perfil.
Com a densidade populacional aumentando, a tendência é o aumento da demanda imobiliária.
Este dado pode confirmar ainda uma tendência de moradia que vem sendo discutida nos últimos tempos pelo mercado.
Com a possibilidade de trabalhar de forma remota, muitas pessoas optam por morar em cidades menores, em busca por qualidade de vida.
Residências com menos moradores
A média de moradores por residência caiu de 3,31 para 2,79, segundo o Censo 2022. Esse dado é importante para o mercado imobiliário entender a demanda crescente por imóveis mais compactos.
Este dado indica a tendência comportamental de famílias com menos ou sem filhos. Outro comportamento que se confirma com a informação de que as residências brasileiras têm menos moradores é o movimento de jovens indo morar sozinhos.
Recentemente, uma pesquisa feita pelo DataZAP+ mostrou que morar sozinho é o sonho da geração Z.
Os dados do Censo 2022 confirmam esse movimento e reforçam a importância do mercado imobiliário ficar de olho nesse consumidor.
A procura por plantas menores já é uma realidade do mercado imobiliário nas principais cidades, e deve se manter pelos próximos anos.
A população cresceu menos, mas o número de residências aumentou
O Censo 2022 revelou uma menor taxa de crescimento da população desde o início do mapeamento: 0,52% ao ano, cerca de 6,45% nos últimos 12 anos.
No entanto, em entrevista para Istoé, o economista de Datazap+, Pedro Tenório, reforça que “para o mercado imobiliário, é importante ter clareza de que redução populacional não necessariamente significa redução de demanda”.
Na contramão do crescimento desacelerado na população, o número de residências apresentou aumento significativo. De acordo com o Censo 2022, o número de domicílios cresceu em mais de 34%.
Esses dados também reforçam a tendência de lares com menos pessoas, famílias que se “espalham” em diferentes imóveis, seja por jovens indo morar sozinhos ou casais se divorciando, por exemplo.
Mais residências e residências menores, portanto, é uma das principais tendências para o mercado imobiliário ficar de olho a partir dos dados levantados pelo Censo 2022.
Crescimento maior fora das capitais
O crescimento populacional foi maior fora das capitais estaduais no Brasil, de acordo com o Censo 2022.
Entre os novos habitantes do país, 66% estão em regiões fora dos grandes centros urbanos, reforçando a necessidade do mercado imobiliário ficar atento ao movimento de migração para cidades menores e aproveitar as oportunidades que surgem deste cenário.
Os corretores de imóveis e outros profissionais do mercado devem estar atentos a estes dados e às discussões sobre moradia, para se prepararem para os próximos passos do setor!
expresso.arq com informações ConectaImobi


