Vai construir uma casa do zero? Dicas para a obra sair como planejada

Muitas pessoas têm o sonho de construir uma casa do zero. Para que tudo saia conforme o planejado, é importante criar uma lista com algumas etapas básicas que podem te ajudar a acompanhar a obra.

Ter um guia em mente auxilia a economizar e a evitar muitas surpresas desagradáveis que surgem no decorrer de uma construção. Por isso, vale analisar os pontos positivos e negativos do terreno, escolher os profissionais corretos e definir bem o que deseja no projeto.

“O projeto é a base de todo o planejamento, e é o que vai evitar os aditivos e aumentos nos prazos. Esse é o momento para fazer investimentos, e não após o começo da obra”, pontua Weber Capozzi, engenheiro de produtos e serviços.

Abaixo, confira oito dicas para iniciar a construção da sua casa do zero!

1. Avaliação do terreno

Essa é uma parte de muita empolgação, mas também pode ser acompanhada de várias dúvidas. Por isso, Fredy Terzian e Daniel Szego, do escritório Geração Arquitetura, sugerem contratar um arquiteto nessa etapa para auxiliar em uma escolha mais assertiva.

Quando um arquiteto é escolhido no começo do projeto, o profissional também já pode avaliar a média de custo da construção de uma casa no local — Foto: Freepik / Creative Commons
Quando um arquiteto é escolhido no começo do projeto, o profissional também já pode avaliar a média de custo da construção de uma casa no local — Foto: Freepik / Creative Commons

Já Leonardo Braga Passos, engenheiro e vice-presidente de Tecnologia e Qualidade da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (ABECE), orienta considerar pontos como segurança, acessibilidade, infraestrutura de esgoto, água e energia e se há riscos de inundações.

“Também avalie se o valor do terreno está dentro do seu orçamento e se ele não tem nenhum débito”, indica. Além disso, é necessário realizar um estudo sobre o tamanho do local, suas particularidades e como são os recuos na área.

2. Profissionais do setor

Os arquitetos e os engenheiros são os primeiros profissionais a serem contratados. Mas vale escolher aqueles que já possuem experiências com a construção de casas do zero. Isso porque, conforme Fredy e Daniel, a dinâmica é totalmente diferente de uma decoração ou reforma de ambientes internos.

A sinergia entre o arquiteto e o engenheiro é fundamental para o sucesso da execução do projeto — Foto: Pexels / Mikael Blomkvist / Creative Commons
A sinergia entre o arquiteto e o engenheiro é fundamental para o sucesso da execução do projeto — Foto: Pexels / Mikael Blomkvist / Creative Commons

“O arquiteto projeta a edificação e coloca no papel todos os desejos do proprietário, com base nas normas brasileiras e nas leis de cada município”, explica Leonardo. “Já os engenheiros projetam a casa de forma técnica, segura e econômica. Tudo isso seguindo a estética, a volumetria, as especificações e os espaços definidos pelo projeto arquitetônico.”

3. Documentações

Esse é um processo burocrático, porém necessário para o início da construção. É importante ter em mãos todas as normas da prefeitura e do condomínio – se tiver – para agilizar o processo.

A aprovação e a obtenção dos documentos necessários são importantes para se ter o aval da construção da casa — Foto: Freepik / Creative Commons
A aprovação e a obtenção dos documentos necessários são importantes para se ter o aval da construção da casa — Foto: Freepik / Creative Commons

Para isso, conte com a ajuda de um profissional. “O arquiteto também é responsável pela aprovação do projeto arquitetônico na prefeitura de cada município”, destaca Leonardo.

4. Defina suas expectativas no projeto

O sonho de uma casa própria já vem acompanhado de ideias sobre a estética da residência. Então, essa é a parte onde todas as idealizações e expectativas são documentadas no projeto. Seja realista sobre as suas necessidades para ajudar o arquiteto a estudar algo que não fuja do seu orçamento.

O profissional responsável pelo projeto precisa entender exatamente as particularidades do morador e o que ele espera — Foto: Freepik / Creative Commons
O profissional responsável pelo projeto precisa entender exatamente as particularidades do morador e o que ele espera — Foto: Freepik / Creative Commons

“Esse passo direciona corretamente os desejos, focando no planejamento arquitetônico e na utilidade de cada etapa”, diz Weber. Aliás, para Leonardo, o arquiteto se torna um grande amigo do proprietário justamente por precisar conhecer detalhes de sua vida, como passatempos e angústias.

5. Possíveis imprevistos

Pensar em possíveis imprevistos pode exigir algumas correções, e elas são mais baratas quando feitas no projeto do que durante a obra — Foto: Freepik / Creative Commons
Pensar em possíveis imprevistos pode exigir algumas correções, e elas são mais baratas quando feitas no projeto do que durante a obra — Foto: Freepik / Creative Commons

Sim, imprevistos podem acontecer mesmo em um projeto bem-planejado. Por isso, é preciso levar em consideração vários cenários que podem acarretar uma alteração, adaptação ou, até mesmo, uma nova execução.

6. Visualização da casa

Os recursos tecnológicos ajudam o proprietário a não pensar que a casa ficará diferente do que foi projetado — Foto: Freepik / Creative Commons
Os recursos tecnológicos ajudam o proprietário a não pensar que a casa ficará diferente do que foi projetado — Foto: Freepik / Creative Commons

Após a coleta de todos os detalhes desejados e a conversa sobre imprevistos, é possível visualizar como ficaria a casa antes mesmo de ela estar pronta. Fredy e Daniel explicam que esse processo é feito com tecnologias, como imagens 3D e vídeos, para uma melhor compreensão sobre o que foi projetado.

7. Projetos complementares

Trata-se de projetos sobre a estrutura da casa e sua parte hidráulica e elétrica, para garantir a segurança do imóvel e também para outros profissionais entenderem o que foi feito, no caso de futuras reformas.

8. Procure bons fornecedores

Ao buscar por fornecedores de materiais, a dica de Fredy e Daniel é não ir apenas pelo preço, mas também escolher aqueles que são mais reconhecidos. Isso pode evitar transtornos e estresses pós-obra.

expresso.arq sobre artigo de Jennifer de Carvalho

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