A primeira circunavegação oceânica da história

Em 1519, há 504 anos, o navegador português Fernão de Magalhães, o primeiro a contornar o mundo, deixou Sevilha com cinco navios e 237 homens.

Cruzaram o estreito sul-americano e alcançaram águas mais calmas em um oceano que ele chamou de Pacífico.

A frota seguiu para as Filipinas, onde Magalhães foi morto, em 1521.

O espanhol Juan Sebastian, comandou então a flotilha e completou a circunavegação, retornando à Espanha em 1522 com o último e o menor navio, o Victoria, e, com apenas 20 sobreviventes ( 217 homens morreram nessa viagem).

Isso resumiria um fato histórico.

Mas essa circunavegação trouxe um impacto para várias áreas do conhecimento, para a história da humanidade, e com esse evento planetário, foi um pioneiro em uma época na qual os exploradores partiam para o desconhecido e costumavam não voltar.

Essa foi a primeira navegação realizada ao redor da Terra que se tem registros.

Um ponto importante é que, depois dessa viagem, foram reescritos os mapas e livros de geografia.

Mudou-se a forma de ver o mundo (desculpem aí os terra planistas).

O explorador português foi o primeiro a descobrir o estreito que permite a passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico no extremo sul do continente Sulamericano, e que hoje leva seu nome: Estrecho de Magallanes.

Essa foi uma grande façanha e, ainda hoje, pode ser considerada um dos maiores feitos da história da navegação, quando não havia mapas do lugar e cuja existência era vagamente comentada e especulada.

No dia 21 de outubro de 1520, as caravelas da expedição de Magalhães, avistaram um novo canal e começaram a navegar suas águas profundas entre tormentas glaciais e fiordes.

Os relatos da época narram que cruzar o labirinto que, é o estreito, foi um verdadeiro inferno.

Aventura no desconhecido

Hoje ao olhar o mapa no Google Earth, observamos que o estreito é cheio de reentrâncias e sem saídas, mas, imagine naquela época: um labirinto de rochas e florestas, com correntezas de marés enormes, gelo, um clima instável e uma natureza hostil.

Magalhães, como muitos aventureiros/exploradores da época sabiam ler e escrever, ele gostava dos romances de cavalaria.

Em um deles, o personagem principal era um gigante chamado Patagón, que foi quem lhe veio à cabeça ao encontrar as tribos locais do estreito.

“Um dia, veio a nós um homem de estatura gigantesca (…). Esse homem era tão alto que nossa cabeça só chegava à sua cintura”, relatou o escrivão da expedição, o italiano, Antonio Pigafetta.

Seja como for, do que ninguém duvida é que aquele inédito encontro entre populações distintas foi o que batizou como Patagônia aquela região, tal como a ilha Tierra del Fuego também foi chamada por ele assim, porque avistavam do barco, vários pontos de fogos em terra.

Conhecer hoje a Patagônia, à parte a tecnologia, a previsão do tempo e o avanço na indústria naval, a natureza continua igual.

Os lugares sem civilização, sem energia ou a mão humana, permanecem selvagens como sempre foram.

Mais que navegar, vc se permitirá sentir a natureza desse lugar assim como os primeiros navegadores a viveram.

Um privilégio histórico.

expresso.arq sobre texto de Chris Amaral

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