Como as tendências de moda se conectam com o mercado de interiores
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2023/h/X/Yg2XTeS1GJjidABnm4Jw/sala-parede-cinza-sofa-rosa-homem-sentado-em-sofa-projeto-concretize-edifcio-brasil-i-foto-alexandre-disaro-11-copy.jpg)
Observamos nos últimos anos uma crescente aproximação entre as tendências de moda e o mercado de interiores, criada pela vontade de vestir a casa da mesma maneira que nos vestimos.
Desde 2021, a WGSN acompanha o desenvolvimento do senso de estilo pessoal nos interiores e como isso impacta a relação entre a decoração e a moda.
Somos mais propícios a nos sentir bem em espaços que refletem a nossa personalidade, como provou o relatório Life at Home de 2022, da varejista IKEA.
Nele, 89% dos entrevistados no mundo todo consideram importante se sentir contentes dentro de casa. Esse novo olhar para os ambientes gerou nos consumidores a vontade cada vez maior de personalizar seus espaços, principalmente quando observamos as gerações mais jovens — desde a cor da parede até a almofada do sofá, a sua casa é o que você quer projetar no mundo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2023/Z/z/feqA0IQpusTsuXN5MLIQ/ilustracao-sala-mulher-enrolada-na-cortina-gato-casa-jardim813-frannmiranda-poltrona2-cmyk.jpg)
Nesse sentido, os jovens da geração Z têm papel fundamental em redefinir o conceito de lar, como apontado pela WGSN.
Como apenas 25% dessa população admite ter vontade de sair de casa com frequência (segundo estudos da britânica Keep Hush), seus espaços tendem a ser multifuncionais – variando desde cenários para TikToks até espaços para aprendizado e de relaxamento –, o que motiva sua criatividade e molda seus gostos.
Como grande parte desse público ainda tem baixo poder aquisitivo, o interesse pelo universo de interiores da geração Z tem sido moldado pela cultura do fast fashion, o acesso fácil e barato a itens de decoração que acompanham tendências de moda, estimulando a troca entre os dois mercados.
Outro fator que impulsiona essa convergência é o número cada vez maior de marcas de moda, que apostam na expansão de sua linha de produtos para outros setores, entre eles, o de interiores.
Além disso, tendências que influenciam os dois mercados – como o estilo de vida ao ar livre e a vontade de celebrar o dia a dia – definem direcionamentos de design.
Para o consumidor que quer estar mais próximo da natureza, marcas de interiores apostam no design biofílico e no uso de materiais naturais e orgânicos; já as de moda lançam produtos pensados para resistir a diferentes climas ou com narrativas apoiadas em tingimentos naturais e inserções botânicas.
Essa interação entre os dois mercados é refletida não só na expansão de produtos.
Nas passarelas de primavera-verão 2023, a moda íntima e a de ficar em casa vieram com referências de estampas típicas da decoração, continuando nos desfiles de pré-outono.
Agora, fica a tarefa de entender os cruzamentos dos dois mundos nas próximas temporadas.
expresso.arq sobre artigo de Hanne Lima


