Maior parque de flores das Américas fica na serra gaúcha; conheça
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A pequena cidade de São Francisco de Paula, na serra gaúcha, abriga o maior parque de flores das Américas: o Mátria Parque de Flores, projetado pelos escritórios Alencar Arquitetura e JA8 Arquitetura Viva.
Com 50 hectares, cerca de 30 jardins e carregado de experiências sensoriais, o espaço é o primeiro parque deste tipo no Brasil e foi inaugurado no final de 2021.
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A topografia do terreno, formada por suaves ondulações, é o ponto central do parque e responsável por conduzir todo o projeto de arquitetura e paisagismo.
Os caminhos que guiam os visitantes pelo Mátria seguem as subidas e descidas dos locais, contornando o espaço de acordo com a sinuosidade do terreno.
“Antes de tudo, definimos o caminho que as pessoas percorreriam e seus pontos de parada.
O desenho dos jardins partiu deste percurso e, depois, foram posicionados os edifícios”, diz a paisagista Juliana Castro, responsável pelo projeto.
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Após o posicionamento dos jardins através do percurso construído, foram adicionadas as espécies arbóreas, que são predominantemente nativas, como o ipê.
Por último, plantas de vários cantos do mundo foram escolhidas para compor o restante do espaço.
“Cada jardim possui linguagens e características diferentes, que juntos formam um conjunto harmônico”, comenta Juliana.
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O Mátria Parque das Flores abriga diversos tipos de jardim – cada um deles possui um conceito, baseado na cor, formato, textura ou espécie.
Um dos espaços é dedicado apenas a roseiras, enquanto outro apresenta flores nas cores lilás, roxa e rosa. Também existe um Vale dos Ipês, dedicados somente a esta espécie brasileira, e um corredor de glicínias.
Além disso, o projeto de paisagismo preservou os chamados “jardins naturais”, onde cresce a vegetação própria do terreno.
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Para finalizar, a arquitetura brutalista presente nas edificações do terreno tornou a composição do parque perfeita.
Três construções foram erguidas no local: a primeira é o boulevard, que funciona como hall de entrada e é responsável pela primeira impressão do Mátria.
Com forma semicircular e grandes esquadrias dos dois lados, o local garante a entrada de luz natural e ventilação.
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“Nosso desejo era trabalhar com o “local”. Decidimos a implantação e a arquitetura de acordo com este conceito.
Os desenhos e soluções arquitetônicas – até a própria materialidade do concreto aparente e dos vidros – foram pensados para serem atendidos pela mão de obra local”, explica o arquiteto Nicholas Alencar, responsável pelo projeto.
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O próximo edifício é o Restaurante do Lago, que consiste em uma montanha artificial: o espaço está enterrado na topografia do terreno.
Sua estrutura côncavo-convexa de concreto é sustentada por pilares cilíndricos, sendo coberta pela vegetação e aberta em direção ao lago, o que faz do local o espaço ideal para apreciar o pôr do sol.
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“O estudo da topografia e do relevo foi determinante para escolhermos o posicionamento de cada edificação.
Os desenhos se aplicam muito a cada detalhe do espaço e a arquitetura entra para complementar a topografia, onde a natureza é a protagonista”, comenta Nicholas.
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No final do percurso, encontra-se uma escultura no formato de borboleta, que simboliza a origem do projeto: o nome do parque foi escolhido após uma borboleta pousar no ombro de Fátima Piazza, uma das idealizadoras do Mátria Parque de Flores, no dia em que foi visitar o terreno.
O momento foi traduzido no espaço, contando uma história que se relaciona com a mãe natureza, criação e renovação.
expresso.arq com informações de Laura Raffs


