Chegada dos dois últimos barcos completam pódio na Vila da Regata em Itajaí

Os dois últimos barcos da The Ocean Race chegaram à Vila da Regata de Itajaí entre o fim da madrugada e início da manhã desta quarta-feira, dia 5.
A equipe 11th Hour Racing finalizou a perna até Itajaí às 5h20, após 37 dias e 20 horas no mar, terminando a etapa na 3ª colocação.
O time da Biotherm fechou a perna em 4º lugar, cruzando a linha de chegada às 7h51, depois de cumprir 26,5 mil quilômetros em mais de 37 dias e 22 horas.
Com a chegada das embarcações, todas as equipes estão em Itajaí, onde os velejadores descansam enquanto os barcos passam por reparos e preparação para a próxima etapa.
A perna mais longa da história da competição foi vencida pelo time Malizia, que é vice-líder na classificação geral.
A equipe Holcim-PRB finalizou a etapa em segundo lugar, mas lidera a regata com 19 pontos.
Primeiro barco a ser recebido em Itajaí, o Guyot abandonou a perna depois de um problema no casco.
A etapa entre a Cidade do Cabo e Itajaí começou em 26 de fevereiro e é a maior e mais difícil da The Ocean Race, com 12.750 milhas náuticas, cerca de 20 mil quilômetros.
Para completar o percurso os velejadores ficaram no mar mais de um mês e precisaram passar pelo Cabo Horn, o ponto mais ao sul do mundo e o mais temido pelos navegadores pelos seus fortes ventos e grandes ondas.
O time 11th Hour Racing quase foi ultrapassado pela Biotherm nas últimas horas da prova, mas ganhou ritmo e conseguiu manter a posição.
O capitão da equipe, Charlie Enright, destacou que o resultado final não foi o que esperava, mas, considerando as circunstâncias e os problemas técnicos enfrentados no percurso, com danos nos lemes no barco, foi “uma grande conquista”.
A equipe fez reparos durante a corrida e, ao chegar a Itajaí, o clima foi de alívio e superação.
“Cada pessoa que faz parte de nossa organização deve se sentir orgulhosa pelo fato de que o barco chegou aqui, que é a perna mais longa da história”, observou.
“Não foi do jeito que queríamos. Mas acho que todas as equipes teriam dito isso. Foi extremamente desafiador. Testou as pessoas e testou o barco”, completou.
A equipe Biotherm também teve problemas e lutou pra completar a etapa.
A alegria da tripulação ao chegar ao cais da Vila da Regata estava estampada no sorriso dos velejadores.
“No geral, estou muito, muito feliz”, disse o capitão Paul Meilhat.
“Tivemos que lidar com muitos problemas para chegar até aqui. Claro, também sou um competidor e por isso não posso dizer que estou muito feliz com o quarto lugar. Mas sei o que passamos para chegar até aqui e no geral é muito positivo”, ressaltou.
“Guerreiros feridos”
As duas embarcações sofreram danos significativos durante a etapa até Itajaí.
“Era como se dois guerreiros feridos chegassem ao fim”, analisou Charlie Enright, da 11h Hour Racing , após a chegada.
O barco da equipe teve danos na vela mestra e nos lemes.
Já o imoca da Biotherm sofreu danos no casco e um vazamento no revestimento da embarcação.
Os técnicos dos times agora correm em terra pra reparar os barcos e deixar tudo pronto em duas semanas pra próxima etapa.
A largada até Newport, nos Estados Unidos, acontece no dia 23 de abril, com mais 5500 milhas náuticas pela frente.
Depois, as equipes ainda passarão pelas cidades de Aarhus, na Dinamarca; em Kiel, na Alemanha; The Hague, nos Países Baixos, e, por fim, Gênova, na Itália, fechando a competição.
expresso.arq com informaços do Diarinho


