O erro do funcionário que custará milhões de dólares a investidores na Bolsa de Nova York

No último dia 24/1, uma pane na Bolsa de Nova York (NYSE, na sigla em inglês) foi responsável por uma brusca volatilidade na negociação de ações de mais de 250 empresas.

Em alguns casos, as variações chegaram a 25 pontos percentuais em apenas minutos.

Os mecanismos projetados para evitar oscilações foram acionados e alarmes passaram a pular nas telas das mesas de operação.

Até que o problema foi, eventualmente, contornado.

Porém, somente no dia 27/1, as circunstâncias sobre o incidente de dois dias antes foram esclarecidas.

Ao menos parcialmente.

Entenda o que aconteceu

No dia anterior, um funcionário esqueceu de desligar adequadamente o sistema de recuperação de desastres.

Essa falha levou os computadores da bolsa a considerar a abertura das 9h30 (hora local) do dia 24/1, como uma continuação das negociações do dia anterior.

O mais inusitado é que a falha ocorreu justamente no sistema de recuperação de desastres.

O centro de backup de dados da Bolsa de Nova York fica em Chicago, a mais de mil quilômetros da sede física do maior centro financeiro do mundo.

Com isso, os computadores ‘ignoraram’ os leilões de abertura do dia que estabelecem os preços iniciais.

Sem a etapa, as ofertaram chegaram com os preços mais variados.

Entre as empresas impactadas pela falha estão nada menos que McDonald’s,Wells Fargo, AT&T e JP Morgan

Porém, ainda não foi possível avaliar o prejuízo gerado pelo erro humano.

As diversas companhias já manifestaram interesse em agir para reaver as perdas.

Da mesma forma, os investidores prejudicados pelos movimentos devem recorrer à bolsa.

Se confirmada a falha do sistema, é possível pedir um reembolso das perdas.

Uma regra chamada de “Execução Claramente Errada” permite ainda a revisão de qualquer ordem executada a partir de um erro óbvio.

Bolsa de Nova York relembra panes

Apesar de raros, incidentes como o ocorrido nessa semana não são inéditos – nem em Nova York.

Em 2010, na Nasdaq, uma falha de operação levou ao cancelamento de 286 títulos que passaram, repentinamente, a oscilar mais de 60% para cima ou para baixo.

Episódios semelhantes ocorreram também nos mercados europeus, como quando a mesa de operações do Citigroup derrubou as ações por todo o continente.

expresso.arq sobre artigo de Jorge Fofano

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.
Ops! Captcha inválido, por favor verifique se o captcha está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.