2022: o ano da volta por cima dos multimercados
Em um ano marcado pela forte elevação dos juros nos Estados Unidos, recuo das Bolsas americanas e novas elevações da Selic, os gestores de multimercado souberam se aproveitar da forte volatilidade para alocar.

O reflexo disso pôde ser visto nos retornos. A média dos multimercados de gestão no Brasil, medida pelo Índice de Hedge Funds Anbima (IFHA) encerrou o ano de 2022 com ganhos de 13,31%. Percentual que ficou acima do retorno oferecido pela renda fixa, que ficou em 12,33%, e do CDI, que avançou 7,9%.
A situação foi oposta ao que ocorreu no ano passado, quando o CDI finalizou o período acumulando 4,42% e o IHFA avançou meros 2,04%.
Em 2021, o drible ao teto de gastos, a reviravolta na taxa de juros e a queda das ações provocaram uma “tempestade perfeita”, que abalou a rentabilidade de fundos de casas famosas como Verde, Adam, JGP e Legacy, por exemplo.
Agora em 2022, boa parte das gestoras conseguiu retornos expressivos com apostas na alta dos juros americanos (posições tomadas) e na queda das Bolsas dos Estados Unidos (vendidas). Alocações que foram montadas logo no começo deste ano.
Posições mais táticas em Brasil também renderam bons frutos para os multimercados, especialmente os fundos do tipo macro.
Enquanto para uns, 2022 representou uma reviravolta positiva, o ano que termina foi também um período de fortes perdas para o Bitcoin.
Depois de ter sido o ativo mais rentável do ano em 2021, a criptomoeda mais famosa do mundo encerrou 2022 com retorno negativo de 64,06%.
Segundo especialistas ouvidos pelo InfoMoney e pela CoinDesk, a maior dúvida do momento é se o tão aguardado fundo de mercado do Bitcoin já chegou, e quanto tempo levará para confiança no setor retornar para permitir uma recuperação mais forte.
expresso.arq sobre artigo de Bruna Furlani


