Transformações geradas ao mesclar ambientes virtuais e realidade
Como descreve Antoine Picon em Architecture and the Virtual Towards a new Materiality?
“Um projeto arquitetônico é de fato um objeto virtual. É tanto mais virtual que antecipa não uma única construção, mas toda uma gama delas […] ao passo que o arquiteto costumava manipular formas estáticas, agora ele pode brincar com fluxos geométricos. As deformações topológicas de superfícies e volumes adquirem um tipo de evidência que os meios tradicionais de representação não permitiam”.
No desenvolvimento da visualização arquitetônica, o termo “virtual” tem crescido cada vez mais associado à realidade.
À medida que a realidade virtual (RV) continua evoluindo, ela revolucionará a indústria da arquitetura, engenharia e construção.
Esta evolução também inclui realidade mista (RM) e realidade aumentada (RA).
RV é melhor para criar ou visualizar novas estruturas ou projetos, mas RA e RM são melhores para alterar ou adicionar conteúdo aos existentes.
RA, RV, RM e outras tecnologias são conhecidas coletivamente como realidade estendida.
Essa fusão do virtual e do real altera a representação de visualização da arquitetura de várias maneiras, incluindo expressão, desenho e realização.

1. Uma nova forma de expressão arquitetônica: Imersão
A RV pode criar um ambiente totalmente virtual, reduzindo o limiar de profissionalismo do setor, apresentando resultados de forma mais direta e imersiva e comunicando ideias aos clientes mais rapidamente.
Simultaneamente, a RV ajuda o desenho, reduzindo o custo de tentativa e erro, reduzindo também a distância entre a perspectiva humana real e a escala humana ao perder gradualmente o senso de escala.

O mundo digital pode ser trazido para a nossa vida urbana de forma muito intuitiva através da RA, que se torna um meio de interação entre o virtual e a realidade.
A natureza infinita do espaço em RA permite que as pessoas interajam com o mundo virtual através do mundo real, alterando a demanda por espaço público e tornando o projeto do espaço urbano mais complexo.
2. Projeto verdadeiramente colaborativo: Interação
O co-design de RV, que permite o co-design em um ambiente quase real, aumenta a eficiência do desenho e reduz os custos de comunicação.
O uso da realidade virtual se expandiu gradativamente de uma plataforma de visualização de projetos para funções com ferramentas de análise, como simulação de luz e som, que podem influenciar as práticas de desenho em todas as etapas do ciclo de vida do projeto.

Enquanto a RA ajuda na construção, permitindo fabricação precisa, combinação de componentes e correção via holografia e outros meios, além da seleção de braços robóticos para construção fina.
3. Criando sem limites: Metaverso
A palavra da moda “metaverso” também inspirou novas ideias de design nos últimos anos, ampliando os limites do projeto arquitetônico e pensando nos problemas que afligem a realidade por meio de desenhos que não são limitados pela realidade enquanto rompem as restrições do ambiente físico.
Quando as pessoas entenderem a arquitetura do metaverso como uma extensão do mundo real, isso influenciará suas percepções e expectativas, causando uma revolução no mundo real.

expresso.arq sobre artigo de Xiaohang Hou | Traduzido por Camilla Sbeghen


