“Dar lucro” está voltando à moda?

Na última década, vimos um fenômeno acontecer: o desprezo pelo lucro.

As empresas mais quentes do mercado eram aquelas que cresciam demais, mas nunca davam lucro.

Foi uma enxurrada de negócios que alcançaram valuations inimagináveis, mas com prejuízos igualmente impressionantes.

O dinheiro do investidor foi a gasolina no tanque dessas empresas.

Agora, há sinais de que o vento virou.

Netflix anunciou que vai optar pelo lucro ao invés de crescer loucamente.

E já disse que vai perder 2,5 milhões de clientes no próximo semestre.

Aqui no Brasil, unicórnios que captaram muito dinheiro nos últimos anos deram início a uma onda de demissões.

Nas últimas 2 semanas de março, mais de 5 mil vagas foram cortadas em meia dúzia de empresas.

Será que “dar lucro” está voltando à moda?

No mundo dos investidores de risco, é bom ter empresas que crescem muito.

O valuation sobe, o valor aportado se multiplica e tudo fica bem.

Mas quando uma empresa faz IPO, ela muda de fase no joguinho.

E aí o mercado olha não apenas sua capacidade de crescer, mas também sua “autossustentabilidade”.

Ninguém pode afirmar ter certeza de algo, devido a velocidade com que tudo muda.

Mas também não podemos ignorar os sinais que aparecem no radar.

Vale, no mínimo, uma reflexão.

expresso.arq sobre artigo de Júnior Borneli

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