Jovens brasileiros entram na lista de novos bilionários da Forbes

O Brasil tem três novos integrantes na lista de bilionários da Forbes, segundo o ranking publicado no último dia 5. São eles Henrique Dubugras, de 26 anos, e Pedro Franceschini, de 25 anos, cofundadores e copresidentes da fintech Brex, ambos com uma fortuna de US$ 1,5 bilhão cada.

Além dos dois jovens, Sasson Dayan, de 82 anos, do banco Daycoval, figura na lista de novos bilionários.

A Brex foi fundada no Vale do Silício, nos Estados Unidos, e oferece cartão de crédito para startups locais.

O diferencial do serviço é a agilidade: a empresa promete uma versão digital do cartão em até cinco minutos após o cadastro, e uma versão física em até cinco dias.

No início deste ano, a fintech recebeu um aporte de US$ 300 milhões.

No total, há 236 novos bilionários no mundo, contra o recorde de 492 em 2021.

Os novatos vêm de 34 países distintos.

A lista teve 87 baixas – ou seja, 87 pessoas saíram do ranking de bilionários.

Os que permaneceram possuem um patrimônio US$ 400 bilhões menor que na edição passada.

A China é a que mais produziu bilionários.

Foram 62 do país asiático.

Entre eles, estão Zhang Yiming (US$ 50 bi), fundador do TikTok; Jack Ma (US$ 22,8 bilhões), do Alibaba, e Chris Xu (US$ 5,4 bilhões), da Shein.

Em segundo e terceiro lugar, respectivamente, os Estados Unidos tiveram 50 novos bilionários no ranking; e a Índia, 29.

Somente 33 dos 236 novatos são mulheres, e apenas 11 não são herdeiras.

Brex

Henrique Dubugras e Pedro Franceschini fundaram a primeira empresa em 2013.

Chamada Pagar.Me, a companhia era dedicada a pagamentos online e foi vendida para a Stone, em 2016.

Garotos-prodígio da tecnologia, eles se relacionaram com inovação desde cedo.

Enquanto Dubugras criou seu próprio servidor para hospedar e rentabilizar uma versão com recursos adicionais do jogo de computador Ragnarok aos 14 anos (empresa que foi fechada por violações de patente), Franceschini foi um dos primeiros brasileiros a desbloquear o iPhone 3, aos 12 anos de idade.

Na Brex, fundada após um período de estudos da dupla nos Estados Unidos, o negócio logo conquistou investidores como os cofundadores do PayPal, Peter Thiel e Max Levchin, o ex-CEO da Visa, Carl Pascarella, e o investidor do Facebook, Yuri Milner.

O negócio da Brex busca se diferenciar pela forma como oferece o crédito para startups.

Em vez de pedir garantias, como receita e bens dos empreendedores, a avaliação de risco é feita com base na análise do histórico dos investidores, padrões de gastos da empresa e seu fluxo de caixa.

A Brex monitora constantemente a saúde financeira de seus clientes para saber quando estão sem dinheiro.

Com isso, ajusta os limites de crédito para controlar o risco do negócio.

expresso.arq sobre artigo de  Érika Motoda e Lucas Agrela

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