O que é e como fazer um orçamento para construir seu projeto?

Dentro do escopo da construção, o orçamento, que é uma peça técnica utilizada para planejamento, prevê as despesas que ocorrerão na obra, unindo material, mão de obra, gastos mensais e custos indiretos.

Ainda assim, muitos se arriscam a começar a construir sem um orçamento detalhado, caindo muitas vezes nos riscos de uma obra sem planejamento que sempre é mais cara e mais demorada do que o imaginado.

Para a construção civil, o orçamento é um documento que demonstra todos os serviços que serão executados durante a obra, somando os materiais que serão necessários com a mão de obra requerida.

Além disso, o orçamento pode também considerar os custos mensais fixos da obra, como luz e energia ou ainda prever uma porcentagem extra para possíveis imponderáveis.

Sua execução parte do projeto completo de arquitetura e seus complementares, sendo possível de ser elaborado em todas as etapas.

A diferença é que quanto mais avançado o projeto estiver, mais preciso será o orçamento, sendo o projeto executivo o mais indicado para servir de base para o orçamento, já que nessa etapa o projeto está definido e quantificado. 

© Daniel McCullough on Unsplash

Além de utilizar os projetos completos como base, o orçamento também pode ser elaborado de diferentes formas.

Para obras menores é possível fazer uma consulta em lojas e fornecedores com uma lista elaborada a partir do projeto.

Essa consulta pode identificar os fornecedores mais próximos, apresentando o cenário real daquela obra.

Ao mesmo tempo, é um processo trabalhoso e dependendo do tamanho da obra a lista pode acabar sendo muito extensa. 

Para obras maiores, existem bancos de dados públicos que fazem essas consultas periodicamente e sistematizam os valores.

A Caixa Econômica Federal junto do IBGE, por exemplo, mantém a SINAPI, o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, base utilizada para todas as obras públicas do país.

Além dela existem outras bases públicas, que podem ser estaduais ou municipais, ou ainda algumas privadas.

© Ivan Bandura na Unsplash

Além de manter um banco de dados de custo de insumos, as bases orçamentárias também fazem composições somando o custo da mão de obra de cada serviço, garantindo assim um valor para o orçamento que contemple o material, mão de obra e impostos envolvidos.

Ainda que exista essa base de dados, é importante considerar que as obras estão sempre sujeitas a imponderáveis, causadas pelas condições climáticas ou até por possíveis acidentes. 

Para se prevenir, é importante incluir no orçamento uma porcentagem de BDI.

No mercado, o BDI é definido como bônus e despesas indiretas e é onde as empresas incluem seu lucro em um orçamento.

Para uma obra essa precaução é fundamental.

Deve-se focar nas despesas indiretas para cobrir os possíveis acidentes e atrasos sem que isso seja uma surpresa para os clientes.

Assim, os orçamentos acrescentam uma porcentagem ao valor final calculado que representa esses custos. 

© charlesdeluvio na Unsplash

Por menor que seja a obra, o orçamento é sempre elaborado junto do projeto.

É uma peça técnica que permite o planejamento financeiro e é importante ter acesso a ele antes da obra ser iniciada.

A partir dele é possível estabelecer estratégias de enfrentamento financeiro, como busca por financiamentos ou, inclusive, a adequação do projeto.

Com um orçamento de obra, reduzimos significativamente o risco de gastos exorbitantes e inesperados. 

expresso.arq sobre artigo de Giovana Martino

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